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BTG/Nexus: polarizados somam 54% do eleitorado em 2026

Pesquisa nacional BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (3), mostra que os eleitores identificados com um dos dois principais polos da política brasileira são maioria no eleitorado a três meses da eleição presidencial de 2026. Lulistas convictos somam 25% dos entrevistados e bolsonaristas convictos, 29%. No total, o grupo polarizado soma 54% da amostra.

O levantamento divide o eleitorado em seis perfis, de acordo com o grau de identificação com o antilulismo e o antibolsonarismo. Além de lulistas e bolsonaristas convictos, 20% dos entrevistados são classificados como não polarizados, 10% como anti-Lula e anti-Bolsonaro, 6% veem Bolsonaro como alternativa e 5% veem Lula como alternativa.

A divisão mostra que a polarização segue concentrando a maior parte do eleitorado, embora exista um contingente que não está alinhado a nenhum dos dois campos.

A pesquisa também mostra diferença no grau de definição do voto entre os grupos. Entre os lulistas convictos, 86% afirmam que sua decisão de voto está tomada e não deve mudar. Entre os bolsonaristas convictos, o índice chega a 85%.

Entre os eleitores classificados como não polarizados, por outro lado, 58% dizem que já decidiram em quem votar e não pretendem mudar. Outros 41% afirmam que ainda podem mudar de escolha ao longo da disputa.

O contraste indica que, embora o grupo não polarizado seja menor do que os polos lulista e bolsonarista, ele apresenta um eleitorado menos consolidado.


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Outro dado do levantamento ajuda a dimensionar o espaço existente fora da polarização. Quando questionados sobre quem deveria ser eleito presidente, 22% dos entrevistados afirmam preferir um candidato que não seja apoiado nem por Lula nem por Jair Bolsonaro.

Dentro desse grupo que prefere uma alternativa, a pesquisa mostra que 34% são eleitores não polarizados, 22% se classificam como anti-Lula e anti-Bolsonaro, 14% são bolsonaristas convictos, 12% veem Lula como alternativa, 9% são lulistas convictos e 8% veem Bolsonaro como alternativa. Ou seja, a preferência por um terceiro nome não está concentrada em um único perfil de eleitor.

Voto pode mudar durante a campanha

A diferença no grau de convicção ganha importância em uma eleição marcada pela disputa entre os dois principais campos políticos. Enquanto lulistas e bolsonaristas convictos apresentam índices superiores a 80% de votos considerados consolidados, os não polarizados formam um grupo no qual quatro em cada dez entrevistados admitem a possibilidade de mudar de escolha.

O levantamento, portanto, aponta para a existência de um eleitorado potencialmente mais aberto a mudanças durante a campanha, embora a pesquisa, por si só, não permita determinar para qual candidato esses votos poderiam migrar.

A pesquisa

A pesquisa BTG/Nexus foi divulgada nesta segunda-feira (3). O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 31 de julho e 2 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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Pesquisa nacional BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (3), mostra que os eleitores identificados com um dos dois principais polos da política brasileira são maioria no eleitorado a três meses da eleição presidencial de 2026. Lulistas convictos somam 25% dos entrevistados e bolsonaristas convictos, 29%. No total, o grupo polarizado soma 54% da amostra.

O levantamento divide o eleitorado em seis perfis, de acordo com o grau de identificação com o antilulismo e o antibolsonarismo. Além de lulistas e bolsonaristas convictos, 20% dos entrevistados são classificados como não polarizados, 10% como anti-Lula e anti-Bolsonaro, 6% veem Bolsonaro como alternativa e 5% veem Lula como alternativa.

A divisão mostra que a polarização segue concentrando a maior parte do eleitorado, embora exista um contingente que não está alinhado a nenhum dos dois campos.

A pesquisa também mostra diferença no grau de definição do voto entre os grupos. Entre os lulistas convictos, 86% afirmam que sua decisão de voto está tomada e não deve mudar. Entre os bolsonaristas convictos, o índice chega a 85%.

Entre os eleitores classificados como não polarizados, por outro lado, 58% dizem que já decidiram em quem votar e não pretendem mudar. Outros 41% afirmam que ainda podem mudar de escolha ao longo da disputa.

O contraste indica que, embora o grupo não polarizado seja menor do que os polos lulista e bolsonarista, ele apresenta um eleitorado menos consolidado.


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Dentro desse grupo que prefere uma alternativa, a pesquisa mostra que 34% são eleitores não polarizados, 22% se classificam como anti-Lula e anti-Bolsonaro, 14% são bolsonaristas convictos, 12% veem Lula como alternativa, 9% são lulistas convictos e 8% veem Bolsonaro como alternativa. Ou seja, a preferência por um terceiro nome não está concentrada em um único perfil de eleitor.

Voto pode mudar durante a campanha

A diferença no grau de convicção ganha importância em uma eleição marcada pela disputa entre os dois principais campos políticos. Enquanto lulistas e bolsonaristas convictos apresentam índices superiores a 80% de votos considerados consolidados, os não polarizados formam um grupo no qual quatro em cada dez entrevistados admitem a possibilidade de mudar de escolha.

O levantamento, portanto, aponta para a existência de um eleitorado potencialmente mais aberto a mudanças durante a campanha, embora a pesquisa, por si só, não permita determinar para qual candidato esses votos poderiam migrar.

A pesquisa

A pesquisa BTG/Nexus foi divulgada nesta segunda-feira (3). O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 31 de julho e 2 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

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