A Justiça Eleitoral recebeu mais de 67,1 mil denúncias de propaganda eleitoral irregular no primeiro turno das Eleições 2026, um aumento de 73,3% em relação ao mesmo período de 2022, quando foram registrados 38,7 mil relatos. Os dados foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e têm como base as notificações feitas pelo aplicativo Pardal.
O uso de vias públicas para exposição de propaganda concentrou o maior número de denúncias, com 28,3 mil registros. Também foram relatadas irregularidades envolvendo bens particulares (7,8 mil), bens públicos (7,1 mil) e propaganda na internet (5,4 mil).
Do total de denúncias recebidas no primeiro turno, 18,7 mil foram peticionadas e encaminhadas à Justiça Eleitoral para a adoção das providências cabíveis.
Internet lidera denúncias no segundo turno
O aplicativo Pardal continua recebendo denúncias durante o segundo turno. Entre os dias 5 e 9 de outubro, foram registradas mais de 1,2 mil ocorrências, sendo a propaganda irregular na internet a principal categoria, com 362 relatos.
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No primeiro turno, a maior parte das denúncias envolveu candidatos a deputado estadual, com 24,1 mil registros, e deputado federal, com 21,5 mil. As candidaturas ao governo estadual concentraram outras 8 mil ocorrências.
São Paulo liderou o número de denúncias, com 13,7 mil registros, seguido pela Bahia, com 7 mil, e por Minas Gerais, com 6 mil.
Como denunciar propaganda irregular
O Pardal é um aplicativo gratuito da Justiça Eleitoral que permite comunicar irregularidades na propaganda eleitoral, incluindo publicidade irregular na internet, uso indevido de alto-falantes e amplificadores de som e distribuição irregular de material gráfico.
Para registrar uma denúncia, o eleitor deve acessar a ferramenta por meio do e-Título ou da conta gov.br, descrever a ocorrência e apresentar informações que permitam identificar e apurar o caso. Também é possível anexar fotos, vídeos ou áudios como evidências.
Após o envio, a denúncia recebe um número de protocolo para acompanhamento pelo aplicativo. Os relatos são classificados entre propaganda eleitoral irregular na internet e outras modalidades de irregularidades na propaganda.
As ocorrências podem ser consultadas no painel de estatísticas do Pardal.
Casos que não se enquadram nas categorias atendidas pelo aplicativo podem ser encaminhados a outros canais, como o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE), do TSE, e os canais eletrônicos do Ministério Público Eleitoral, conforme o tipo de irregularidade.
