O eleitor que deixar para baixar o e-Título no dia da votação poderá fazer isso nas eleições deste ano. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro Kassio Nunes Marques, anunciou na quinta-feira (24) que o aplicativo estará disponível para download e primeiro acesso tanto no primeiro quanto no segundo turno, o que reflete uma mudança em relação aos pleitos anteriores.
Segundo o TSE, o tribunal também prepara uma estrutura especial de monitoramento para manter o aplicativo funcionando nos momentos de maior demanda.
O primeiro turno das eleições será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, onde houver, está marcado para 25 de outubro.
Por que o TSE mudou a regra?
Em eleições anteriores, o download e o primeiro acesso ao e-Título eram interrompidos no dia da votação para reduzir a sobrecarga do sistema e priorizar os eleitores que já haviam ativado o aplicativo.
Para 2026, o TSE afirma ter aprimorado a infraestrutura tecnológica com o objetivo de permitir que novos usuários baixem e ativem a ferramenta também nos dias de votação.
Apesar da mudança, a Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores instalem e ativem o aplicativo com antecedência. A orientação busca evitar a concentração de acessos e permitir que cada pessoa confira previamente seus dados e os serviços disponíveis.
“Quanto mais serviços digitais oferecemos, maior é a nossa responsabilidade de garantir que eles estejam disponíveis quando o eleitorado deles precisar”, afirmou Nunes Marques.
Novo espaço vai monitorar o funcionamento do aplicativo
O presidente do TSE também anunciou a criação do Espaço e-Título, no subsolo do tribunal. O local reunirá as equipes responsáveis pelos aplicativos utilizados pela Justiça Eleitoral.
A estrutura contará com profissionais das áreas de tecnologia, suporte, banco de dados, segurança e gestão dos serviços. A proposta é concentrar os responsáveis pelo sistema para identificar e solucionar eventuais falhas com maior rapidez.
Segundo o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, a medida busca garantir uma resposta mais ágil diante de possíveis problemas no funcionamento do aplicativo.
A coordenadora de Arquitetura, Identificação e Inovação, Grace Porto, explicou que o espaço reunirá fornecedores, empresas, servidores e unidades técnicas e de negócios responsáveis pelo e-Título.
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Aplicativo reúne serviços além do título de eleitor
A versão atualizada do e-Título oferece diferentes serviços da Justiça Eleitoral em um único ambiente. Entre as funcionalidades estão:
- Emissão do título de eleitor e de certidões eleitorais;
- Justificativa de ausência às urnas;
- Inscrição como mesário voluntário;
- Quitação de débitos eleitorais por Pix ou cartão;
- Recebimento de notificações da Justiça Eleitoral no celular.
O tribunal também pretende utilizar o aplicativo para ampliar a comunicação direta com os eleitores.
De acordo com a assessora-chefe de Gestão de Identificação, Marília Loyola, o aplicativo é utilizado por mais de 60 milhões de pessoas, o que exige uma estrutura capaz de responder rapidamente às demandas durante o período eleitoral.
Quem pode usar o e-Título como documento de identificação?
Eleitores com biometria cadastrada e fotografia digital poderão utilizar o e-Título como documento oficial de identificação no momento da votação.
A recomendação do TSE é que o eleitor não deixe a instalação e a ativação para a última hora, mesmo com a possibilidade de realizar o procedimento no dia do pleito.
