O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou a entrevista à TV Globo, nesta sexta-feira (28/8), prestando solidariedade à jornalista Renata Vasconcellos após o embate dela com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sabatina realizada na noite anterior. Ao classificar a postura do adversário como uma “descortesia”, o candidato buscou marcar uma diferença de comportamento em relação ao petista.
“Quero prestar minha solidariedade a você pelo ocorrido aqui no dia de ontem, na sabatina com o próprio presidente da República. É uma descortesia que ele cometeu. Da minha parte, obviamente, fique à vontade para fazer qualquer tipo de pergunta”, declarou.
A manifestação teve peso político por ocorrer logo na abertura da entrevista. Antes de apresentar propostas ou responder aos primeiros questionamentos, Flávio retomou um episódio negativo para Lula e procurou se colocar como defensor da jornalista.
A estratégia permitiu a Flávio criticar Lula e demonstrar abertura a perguntas difíceis. O episódio ocorreu após Renata questionar o presidente sobre a dívida pública, que ultrapassou R$ 10 trilhões e chegou a 82% do PIB. Em resposta, Lula sugeriu que a jornalista reformulasse a pergunta.
A resposta foi interpretada como uma tentativa de constranger a apresentadora. Na GloboNews, Natuza Nery afirmou que Lula tentou ensinar Renata a fazer uma pergunta e associou o comportamento ao conceito de mansplaining.
Ao explorar a repercussão, Flávio também reforçou uma linha recorrente em disputas eleitorais: transformar o desempenho do adversário em pauta própria. A declaração de solidariedade, portanto, ultrapassou o gesto pessoal e funcionou como instrumento de campanha para prolongar o desgaste de Lula, conquistar espaço nas redes sociais e pautar os primeiros minutos de sua própria entrevista.
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciou a entrevista à TV Globo, nesta sexta-feira (28/8), prestando solidariedade à jornalista Renata Vasconcellos após o embate dela com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sabatina realizada na noite anterior. Ao classificar a postura do adversário como uma “descortesia”, o candidato buscou marcar uma diferença de comportamento em relação ao petista.
“Quero prestar minha solidariedade a você pelo ocorrido aqui no dia de ontem, na sabatina com o próprio presidente da República. É uma descortesia que ele cometeu. Da minha parte, obviamente, fique à vontade para fazer qualquer tipo de pergunta”, declarou.
A manifestação teve peso político por ocorrer logo na abertura da entrevista. Antes de apresentar propostas ou responder aos primeiros questionamentos, Flávio retomou um episódio negativo para Lula e procurou se colocar como defensor da jornalista.
A estratégia permitiu a Flávio criticar Lula e demonstrar abertura a perguntas difíceis. O episódio ocorreu após Renata questionar o presidente sobre a dívida pública, que ultrapassou R$ 10 trilhões e chegou a 82% do PIB. Em resposta, Lula sugeriu que a jornalista reformulasse a pergunta.
A resposta foi interpretada como uma tentativa de constranger a apresentadora. Na GloboNews, Natuza Nery afirmou que Lula tentou ensinar Renata a fazer uma pergunta e associou o comportamento ao conceito de mansplaining.
Ao explorar a repercussão, Flávio também reforçou uma linha recorrente em disputas eleitorais: transformar o desempenho do adversário em pauta própria. A declaração de solidariedade, portanto, ultrapassou o gesto pessoal e funcionou como instrumento de campanha para prolongar o desgaste de Lula, conquistar espaço nas redes sociais e pautar os primeiros minutos de sua própria entrevista.
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