Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reeleito presidente do Brasil pela quarta vez neste domingo (25), ao derrotar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Com 98,7% das urnas apuradas, o petista tem 51,75% e Flávio 48,25% dos votos.
Aos 80 anos, o petista completará 81 na terça-feira (27) e poderá encerrar o mandato, em 2030, aos 84 anos, naquele que tende a ser seu último período à frente do Palácio do Planalto.
A vitória garante a continuidade do governo iniciado em 2023 e amplia a trajetória de Lula, que já presidiu o país entre 2003 e 2010. A disputa foi marcada pela polarização política e por debates sobre economia, custo de vida, segurança pública e políticas sociais. No primeiro turno, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Durante a campanha, Lula apostou na defesa dos programas sociais, na valorização do salário mínimo e na recuperação do poder de compra das famílias. Também destacou a geração de empregos, a redução das desigualdades e a defesa da soberania nacional.
Entre as principais promessas para o novo mandato está o fim da escala de trabalho 6×1, com redução da jornada semanal para 40 horas sem corte salarial. O plano prevê ainda a manutenção do Bolsa Família, a ampliação do Minha Casa, Minha Vida e investimentos em infraestrutura e reindustrialização.
Na educação, o candidato propõe ampliar o ensino em tempo integral e expandir a rede de institutos federais. Na segurança pública, defende maior integração entre União, estados e municípios. O programa também estabelece como meta zerar o desmatamento líquido até 2030.
Com o novo mandato, Lula terá mais quatro anos para executar as propostas e concluir a Presidência aos 84 anos, após quase três décadas desde sua primeira eleição ao cargo.
