O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste domingo (25/10) a retirada de ônibus de circulação em cidades de diferentes estados e pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) medidas para garantir o direito ao voto no segundo turno das eleições de 2026.
Durante declaração a jornalistas, Lula afirmou que a redução da frota teria prejudicado o deslocamento de eleitores em municípios como São Paulo, Salvador, Feira de Santana, Recife, Teresina e João Pessoa, além de localidades em outros estados.
O presidente pediu ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, e ao vice-presidente da Corte, ministro André Mendonça, que avaliem a possibilidade de prorrogar o período de votação para atender pessoas que enfrentaram dificuldades para chegar aos locais de votação.
“Eu quero pedir é que o povo não desista de votar”, afirmou Lula.
Ele acusou empresários e gestores municipais de tentar dificultar o exercício do direito ao voto e defendeu que os responsáveis sejam investigados.
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Lula fala em crime eleitoral
O presidente afirmou que pretende cobrar a responsabilização dos envolvidos após as eleições. Segundo ele, a redução da oferta de transporte público, caso tenha sido realizada deliberadamente para prejudicar eleitores, pode configurar crime eleitoral.
Lula criticou especialmente a situação em São Paulo, maior cidade do país, e disse considerar grave a possibilidade de que a falta de ônibus impeça a participação dos eleitores no segundo turno.
“Não é possível, em pleno século 21, você ter prefeito tentando coibir e proibir o povo de exercer o seu livre direito democrático de votar”, declarou.
O presidente também mencionou Salvador e Feira de Santana, na Bahia, ao citar as cidades onde, segundo ele, a população teria sido prejudicada.
Secretário de Salvador é citado
Durante a declaração, Lula mencionou a determinação judicial de prisão do secretário de Transportes de Salvador e afirmou ter recebido informações de que ele estaria em Paris. A situação e o paradeiro do secretário não foram confirmados de forma independente nesta matéria.
O presidente defendeu que a Justiça apure as denúncias e responsabilize eventuais envolvidos em irregularidades.
