O ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foi sorteado nesta terça-feira (20/10) relator do requerimento da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para liberar o sigilo fiscal de suas contas, caso o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), faça o mesmo.
A ação oficializa um desafio feito por Lula no debate de domingo (18), na Band. Na manhã desta terça, a campanha apresentou duas ações, uma no TSE e outra no STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizam a equipe jurídica a divulgar os dados financeiros do petista.
No debate, o presidente afirmou que abrirá os sigilos bancário e telefônico dele e de familiares, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”. O advogado da campanha, Angelo Ferraro, afirmou a jornalistas na segunda-feira (19) que a petição para entrega do sigilo já foi enviada ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e ao presidente do STF, Edson Fachin.
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O que Lula propõe entregar
No documento, o presidente propõe entregar as próprias informações, relativas aos últimos oito anos, além das da primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, a Janja, e dos filhos, Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Claudio Lula da Silva.
Condição para Flávio Bolsonaro
Como condição, Lula desafia Flávio a autorizar as mesmas quebras sobre ele, a mulher, Fernanda Bolsonaro, os pais, Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan Bolsonaro.
A campanha de Lula também pediu a quebra de sigilo de pelo menos cinco empresas das quais Flávio seria sócio.
