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Os influenciadores realmente mudam o voto dos brasileiros? Pesquisa revela dado curioso

Os brasileiros acreditam que influenciadores digitais têm peso na eleição presidencial de 2026, mas relutam em admitir que esse peso recaia sobre eles mesmos. É o que mostra o levantamento Latam Pulse Brasil, produzido por AtlasIntel e Bloomberg e divulgado nesta quinta-feira (6).

Quando perguntados sobre o eleitorado em geral, 71,4% dos entrevistados dizem acreditar que influenciadores digitais terão “alguma” (44,6%) ou “muita” (26,8%) influência sobre o voto dos brasileiros. Quando a pergunta se volta para o próprio comportamento, porém, a resposta se inverte: 67% concordam que as opiniões de influenciadores “não têm qualquer efeito” sobre a própria decisão de voto, e 83% discordam da afirmação de que conteúdos publicados por eles poderiam fazê-los mudar de candidato.

A distância entre o que se pensa do outro e de si mesmo

O padrão se repete em outras perguntas do mesmo bloco. Apenas 34% concordam que a opinião de um influenciador que acompanham pode reforçar sua decisão de voto, e 31% dizem que esse tipo de conteúdo ajuda a decidir entre candidatos já considerados. Diante de um cenário hipotético, em que um influenciador seguido pelo entrevistado declara apoio público a um candidato à Presidência, 77,5% afirmam que isso não faria diferença alguma na própria decisão.

Na prática, porém, uma parcela relevante já reconhece ter mudado de opinião política por causa desse tipo de conteúdo: 15,2% dizem que isso já aconteceu mais de uma vez, e 13% relatam ter mudado de ideia ao menos uma vez, enquanto 72,3% afirmam nunca terem sido influenciados.

Jovens mudam de opinião com mais frequência

O contraste entre discurso e comportamento varia por faixa etária. Entre os entrevistados de 16 a 24 anos, 36,7% dizem já ter mudado de opinião política por causa de um influenciador mais de uma vez, e 50,8% acreditam que esses perfis terão “muita” influência sobre o voto dos brasileiros em geral.

Entre os entrevistados de 60 a 100 anos, o quadro se inverte quase por completo: 85,9% afirmam nunca terem mudado de opinião por causa de um influenciador, e apenas 12,9% acreditam em “muita” influência desses perfis sobre a eleição.


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A pesquisa também mapeou que tipo de conteúdo os brasileiros mais consomem entre influenciadores digitais. Notícias, política ou temas sociais aparecem em primeiro lugar, citados por 63,3% dos entrevistados, à frente de música, cinema ou cultura (37,2%), finanças e empreendedorismo (35,3%) e saúde e bem-estar (35,3%). Outros 19,3% dizem não acompanhar nenhum influenciador digital.

Eleitores sem voto definido em 2022 são os mais permeáveis

Um recorte por comportamento eleitoral passado mostra que os entrevistados que votaram branco ou nulo no segundo turno de 2022 são o grupo mais engajado com conteúdo político de influenciadores e o que mais acredita no poder desses perfis sobre a eleição.

Entre eles, 86,2% dizem acompanhar influenciadores de notícias e política, e 69,7% acreditam que esses perfis terão “muita” influência sobre o voto dos brasileiros em 2026, o maior percentual entre todos os grupos pesquisados por comportamento de voto.

Entre os eleitores de Lula em 2022, esse índice de “muita influência” é de 24,1%, e entre os de Jair Bolsonaro, de 25,7%.

O Latam Pulse Brasil foi realizado pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, com 5.021 entrevistados, pelo método de Recrutamento Digital Aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto percentual, com nível de confiança de 95%. A coleta ocorreu entre 22 e 27 de julho de 2026, e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-08602/2026.

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Os brasileiros acreditam que influenciadores digitais têm peso na eleição presidencial de 2026, mas relutam em admitir que esse peso recaia sobre eles mesmos. É o que mostra o levantamento Latam Pulse Brasil, produzido por AtlasIntel e Bloomberg e divulgado nesta quinta-feira (6).

Quando perguntados sobre o eleitorado em geral, 71,4% dos entrevistados dizem acreditar que influenciadores digitais terão “alguma” (44,6%) ou “muita” (26,8%) influência sobre o voto dos brasileiros. Quando a pergunta se volta para o próprio comportamento, porém, a resposta se inverte: 67% concordam que as opiniões de influenciadores “não têm qualquer efeito” sobre a própria decisão de voto, e 83% discordam da afirmação de que conteúdos publicados por eles poderiam fazê-los mudar de candidato.

A distância entre o que se pensa do outro e de si mesmo

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Na prática, porém, uma parcela relevante já reconhece ter mudado de opinião política por causa desse tipo de conteúdo: 15,2% dizem que isso já aconteceu mais de uma vez, e 13% relatam ter mudado de ideia ao menos uma vez, enquanto 72,3% afirmam nunca terem sido influenciados.

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Entre os entrevistados de 60 a 100 anos, o quadro se inverte quase por completo: 85,9% afirmam nunca terem mudado de opinião por causa de um influenciador, e apenas 12,9% acreditam em “muita” influência desses perfis sobre a eleição.


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