Antes de chegar às mãos do eleitor no dia da votação, a urna eletrônica passa por uma sequência de verificações realizadas pela Justiça Eleitoral. No Amazonas, o procedimento inclui três momentos principais de teste, desde a preparação do equipamento nos cartórios até a montagem das seções eleitorais.
A explicação foi dada pelo Osmarino Júnior, chefe de logística do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) durante a operação de envio das urnas para os municípios do interior do Estado.
A primeira etapa acontece quando as urnas chegam aos cartórios eleitorais. Os equipamentos são retirados das caixas, colocados em bancadas e ligados individualmente para verificar se estão funcionando corretamente.
Segundo o TRE-AM, caso alguma urna apresente problema durante essa verificação, ela é substituída imediatamente. Para evitar que uma eventual falha comprometa a votação, a Justiça Eleitoral também encaminha equipamentos adicionais para contingência.
A quantidade extra representa, em média, entre 8% e 10% das urnas destinadas a cada localidade, justamente para atender situações em que seja necessário substituir algum equipamento.
Segunda etapa acontece após os dados serem carregados
Depois da primeira verificação, as urnas recebem as cargas necessárias para a eleição. É nesse momento que ocorre uma segunda checagem.
Após o carregamento dos dados, os equipamentos são novamente ligados e desligados para confirmar se todo o procedimento foi realizado corretamente.
Quando essa etapa é concluída, a urna permanece em uma tela informando que o equipamento só estará habilitado para a votação no dia 4 de outubro, a partir das 7h, horário previsto para o início da votação.
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Terceira verificação ocorre na véspera da eleição
A terceira e última etapa ocorre na véspera da eleição, durante a montagem das seções eleitorais.
As equipes levam cada urna até o respectivo local de votação e fazem uma nova ligação do equipamento. O objetivo é confirmar que a urna continua funcionando corretamente depois de todo o processo de preparação e transporte.
Se estiver tudo certo, o equipamento é desligado e permanece instalado no local de votação para ser utilizado pelos mesários no dia seguinte.
No Amazonas, a logística ganha uma importância ainda maior devido às grandes distâncias entre Manaus e os municípios do interior. Muitas urnas precisam ser transportadas por via fluvial, considerando as condições de navegabilidade dos rios durante o período de vazante.
Confira o vídeo:
467 urnas seguem para o interior
Nesta sexta-feira (21), o TRE-AM iniciou a primeira operação de envio das urnas eletrônicas, materiais e suprimentos para as Eleições Gerais de 2026.
Ao todo, 467 urnas serão encaminhadas principalmente para municípios do Alto Solimões, entre eles Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Amaturá, Tabatinga e Tonantins.
A operação também contempla a Comunidade Ipiranga, em Santo Antônio do Içá, e a Comunidade Vila Bittencourt, em Japurá, no Médio Solimões.
O transporte será feito pelo ferryboat Vitória Régia, da Plataforma Torres, com saída prevista do Porto de Manaus às 15h.
Até o fim de agosto, a previsão do TRE-AM é encaminhar 3.915 urnas eletrônicas aos municípios do interior do Amazonas.
A preparação antecipada busca garantir que, quando o eleitor chegar à seção no dia 4 de outubro, o equipamento já tenha passado por todas as verificações necessárias e esteja pronto para registrar os votos.
