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BTG/Nexus: Quem não recebe Bolsa Família dá vantagem a Flávio sobre Lula

A vantagem nacional de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno muda quando o eleitorado é dividido entre quem recebe ou não o Bolsa Família. Segundo a pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (10), o presidente tem 72% das intenções de voto entre os beneficiários do programa, contra 22% de Flávio. Entre os eleitores que não recebem o benefício, porém, o cenário se inverte: o senador aparece com 48%, contra 42% de Lula.

O contraste ajuda a explicar a disputa apertada no cenário nacional, em que Lula aparece com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro. Enquanto o presidente mantém ampla vantagem entre os beneficiários do programa, Flávio apresenta desempenho melhor entre os eleitores que estão fora do Bolsa Família.

Entre beneficiários, vantagem de Lula é estável

O resultado entre os beneficiários do Bolsa Família segue uma tendência observada desde o início da série histórica da pesquisa, em março. Nas nove rodadas realizadas até agora, Lula permaneceu à frente de Flávio nesse grupo.

A vantagem do presidente variou entre 61% e 75% das intenções de voto, enquanto Flávio oscilou entre 20% e 30%. Em todas as pesquisas, Lula ficou pelo menos 20 pontos percentuais à frente do senador entre os eleitores que recebem o benefício.


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Como o eleitorado se divide por perfil

O recorte por Bolsa Família não é o único fator que separa o eleitorado de Lula e Flávio Bolsonaro. A pesquisa também traça um mapa por perfil socioeconômico e demográfico no cenário de segundo turno.

Entre as mulheres, Lula tem 51% contra 39% de Flávio; entre os homens, o senador vira para 50% contra 42% do presidente. A religião marca uma das maiores distâncias do levantamento: entre evangélicos, Flávio soma 58% contra 32% de Lula, enquanto entre os que não têm religião a vantagem do presidente chega a 63% contra 30%.

A renda segue o mesmo padrão de divisão. Entre quem ganha até um salário mínimo, Lula tem 60% contra 32% de Flávio; entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, o senador lidera com 52% contra 40% do presidente. Por região, Lula é amplamente majoritário no Nordeste (59% a 34%), enquanto Flávio lidera no Sul (54% a 40%) e no Sudeste (48% a 42%).

Coalizões distintas sustentam a disputa apertada

Os números indicam que a proximidade entre Lula e Flávio Bolsonaro no cenário nacional de segundo turno resulta da soma de coalizões eleitorais distintas e, em boa parte, estáveis ao longo dos últimos meses. Lula concentra vantagem entre beneficiários do Bolsa Família, eleitores de menor renda, mulheres, moradores do Nordeste e pessoas sem religião. Flávio, por sua vez, tem desempenho superior entre não beneficiários do programa, eleitores de maior renda, evangélicos e moradores do Sul e Sudeste.

A pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026 e ouviu 2.001 eleitores com 16 anos ou mais, residentes em todo o território nacional. A amostra teve distribuição proporcional pelas 27 unidades da Federação. A margem de erro é estimada em dois pontos percentuais, intervalo de confiança de 95%. Levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.

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A vantagem nacional de Lula sobre Flávio Bolsonaro no cenário de segundo turno muda quando o eleitorado é dividido entre quem recebe ou não o Bolsa Família. Segundo a pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (10), o presidente tem 72% das intenções de voto entre os beneficiários do programa, contra 22% de Flávio. Entre os eleitores que não recebem o benefício, porém, o cenário se inverte: o senador aparece com 48%, contra 42% de Lula.

O contraste ajuda a explicar a disputa apertada no cenário nacional, em que Lula aparece com 47% das intenções de voto contra 44% de Flávio Bolsonaro. Enquanto o presidente mantém ampla vantagem entre os beneficiários do programa, Flávio apresenta desempenho melhor entre os eleitores que estão fora do Bolsa Família.

Entre beneficiários, vantagem de Lula é estável

O resultado entre os beneficiários do Bolsa Família segue uma tendência observada desde o início da série histórica da pesquisa, em março. Nas nove rodadas realizadas até agora, Lula permaneceu à frente de Flávio nesse grupo.

A vantagem do presidente variou entre 61% e 75% das intenções de voto, enquanto Flávio oscilou entre 20% e 30%. Em todas as pesquisas, Lula ficou pelo menos 20 pontos percentuais à frente do senador entre os eleitores que recebem o benefício.


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Entre as mulheres, Lula tem 51% contra 39% de Flávio; entre os homens, o senador vira para 50% contra 42% do presidente. A religião marca uma das maiores distâncias do levantamento: entre evangélicos, Flávio soma 58% contra 32% de Lula, enquanto entre os que não têm religião a vantagem do presidente chega a 63% contra 30%.

A renda segue o mesmo padrão de divisão. Entre quem ganha até um salário mínimo, Lula tem 60% contra 32% de Flávio; entre quem ganha mais de cinco salários mínimos, o senador lidera com 52% contra 40% do presidente. Por região, Lula é amplamente majoritário no Nordeste (59% a 34%), enquanto Flávio lidera no Sul (54% a 40%) e no Sudeste (48% a 42%).

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A pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone entre os dias 7 e 9 de agosto de 2026 e ouviu 2.001 eleitores com 16 anos ou mais, residentes em todo o território nacional. A amostra teve distribuição proporcional pelas 27 unidades da Federação. A margem de erro é estimada em dois pontos percentuais, intervalo de confiança de 95%. Levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08428/2026.

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