A Orquestra Sinfônica da Amazônia (OSA) realiza, no dia 31 de julho, às 20h, apresentação gratuita em Manaus dedicada a dois dos maiores nomes da música erudita: Johann Sebastian Bach e seu filho, Carl Philipp Emanuel Bach. O concerto acontecerá no Teatro ICBEU, com participação especial do flautista Arley Raiol como solista, sob a regência do maestro Rubens Souza.
O programa foi concebido para destacar o legado musical de pai e filho, apresentando obras que marcaram a história da música ocidental e evidenciam a transição entre os períodos barroco e clássico.
Programação reúne três obras de Johann Sebastian e Carl Philipp Emanuel Bach
A abertura do concerto será com a Sinfonia da Cantata BWV 42, de Johann Sebastian Bach. Segundo o maestro Rubens Souza, trata-se da introdução de uma cantata de Páscoa, composta originalmente para coro, solistas e orquestra.
Embora a obra completa inclua partes vocais, a OSA executará apenas a sinfonia introdutória, valorizando sua riqueza orquestral e sua importância dentro da produção sacra do compositor alemão. Na sequência, será apresentado o Concerto para Flauta em Ré menor, Wq. 22, H.425, de Carl Philipp Emanuel Bach, considerado um dos principais compositores da transição entre o barroco e o classicismo.
Encerrando a programação, a orquestra interpretará a Suíte Orquestral nº 3 em Ré Maior, BWV 1068, uma das composições mais conhecidas de Johann Sebastian Bach.
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Maestro e solista comentam escolha do repertório
O maestro Rubens Souza comentou a escolha do repertório: “O filho de Johann Sebastian Bach foi uma figura essencial na passagem entre o estilo barroco e o clássico, mantendo elementos tradicionais, como o baixo contínuo executado pelo cravo, mas incorporando uma escrita mais moderna. O público vai conferir o legado da boa música de pai para o filho”.
Já o flautista Arley Raiol, que interpretará o concerto de Carl Philipp Emanuel Bach, afirmou que assistir a um concerto de música orquestral proporciona uma viagem no tempo, aproximando os espectadores da realidade em que essas composições foram criadas.
“A música orquestral é uma possibilidade factual de estar viajando no tempo. Sempre que apareceu para mim essa possibilidade de assistir a obras que foram compostas no século XVIII, por exemplo, que é o caso desse repertório do próximo programa, é uma possibilidade de nos transportarmos para aquele período”, afirmou o solista.
