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Clubes do Uruguai dizem que brasileiros fazem “drama” diante de casos de racismo no futebol

Clubes do Uruguai apresentaram uma queixa formal à Conmebol contra o que classificam como abusos cometidos por equipes e autoridades brasileiras

Em meio à onda de queixas de racismo em torneios da Conmebol por parte de jogadores e dirigentes brasileiros, clubes do Uruguai apresentaram uma queixa formal à entidade contra o que classificam como abusos cometidos por equipes e autoridades brasileiras. Segundo as agremiações, tanto uruguaios quanto argentinos e paraguaios estariam sendo alvo de xenofobia e violência policial nos torneios organizados pela entidade sul-americana.

Em entrevista à rádio uruguaia Carve Deportiva, o presidente do Peñarol, Ignacio Ruglio, afirmou que há um favorecimento aos clubes brasileiros por parte da Conmebol. Ele também criticou o que considera uma postura de “vitimismo” diante de casos de racismo.

“O que acontece é que eles (os brasileiros) te agridem, espancam, fazem o que querem, e quando um torcedor faz um gesto racista – o que está errado – isso vira um grande drama. Um pequeno gesto feito no Brasil se torna um escândalo, mas lá eles liberam áreas para agressões, prendem torcedores por meses, e nada acontece. Precisamos questionar essa diferença de tratamento”, afirmou Ruglio.


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O dirigente também sugeriu um movimento conjunto de clubes sul-americanos para pressionar a Conmebol em relação ao que considera um tratamento diferenciado aos brasileiros.

“Parece que, para o Brasil, as regras são diferentes. Em algum momento, vamos começar a reclamar em massa para que a Conmebol tome providências”, completou o presidente do Peñarol.

Já Ignacio Alonso, presidente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF), reforçou a necessidade de um posicionamento contra a violência policial no Brasil.

“Nós apoiamos a luta contra o racismo, mas também está na hora de as autoridades e clubes brasileiros apoiarem nossa causa. A violência policial contra torcedores uruguaios no Brasil é preocupante e chega a beirar a xenofobia”, declarou Alonso.

Paralelamente às queixas contra o futebol brasileiro, Ruglio conduz negociações para que clubes uruguaios possam disputar a próxima edição do Campeonato Gaúcho. A proposta tem o apoio da AUF e de outras agremiações do país.

*Com informações do Portal Terra.

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Em meio à onda de queixas de racismo em torneios da Conmebol por parte de jogadores e dirigentes brasileiros, clubes do Uruguai apresentaram uma queixa formal à entidade contra o que classificam como abusos cometidos por equipes e autoridades brasileiras. Segundo as agremiações, tanto uruguaios quanto argentinos e paraguaios estariam sendo alvo de xenofobia e violência policial nos torneios organizados pela entidade sul-americana.

Em entrevista à rádio uruguaia Carve Deportiva, o presidente do Peñarol, Ignacio Ruglio, afirmou que há um favorecimento aos clubes brasileiros por parte da Conmebol. Ele também criticou o que considera uma postura de “vitimismo” diante de casos de racismo.

“O que acontece é que eles (os brasileiros) te agridem, espancam, fazem o que querem, e quando um torcedor faz um gesto racista – o que está errado – isso vira um grande drama. Um pequeno gesto feito no Brasil se torna um escândalo, mas lá eles liberam áreas para agressões, prendem torcedores por meses, e nada acontece. Precisamos questionar essa diferença de tratamento”, afirmou Ruglio.


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