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Vini Jr. denuncia racismo e protocolo da Fifa é acionado na Champions; entenda

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Vini Jr. denuncia racismo e protocolo da Fifa é acionado na Champions; entenda
(Foto: reprodução)

O atacante Vinícius Junior, mais conhecido como Vini Jr., do Real Madrid, denunciou um episódio de racismo durante a rodada da UEFA Champions League desta terça-feira (17/02) na vitória por 1 a 0 sobre o Benfica, no Estádio da Luz, em Lisboa.

Segundo o brasileiro, as ofensas teriam partido do argentino Gianluca Prestianni, após o gol marcado no segundo tempo. Durante a comemoração, Vinícius discutiu com Prestianni e com Nicolás Otamendi e, em seguida, procurou o árbitro francês François Letexier para relatar o ocorrido.

Diante da denúncia, o juiz acionou o protocolo antirracismo da FIFA, fazendo o gesto oficial com os braços cruzados acima da cabeça. A partida ficou interrompida por cerca de dez minutos. Antes disso, Vinícius havia recebido cartão amarelo por ter comemorado o gol dançando com uma bandeira do Benfica.

Imagens da transmissão mostraram Prestianni cobrindo a boca com a camisa durante a discussão. Ele não foi advertido. Após a paralisação, jogadores do Real Madrid cogitaram deixar o campo. Vinícius chegou a se sentar no banco de reservas e foi consolado por companheiros. O atacante também conversou com o técnico do Benfica, José Mourinho.

Depois de diálogo entre o árbitro e os capitães das equipes, o jogo foi retomado sem novas sanções disciplinares. Ainda durante a partida, o brasileiro foi atingido por uma garrafa d’água ao se posicionar para cobrar um escanteio.

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Após o confronto, Kylian Mbappé afirmou que o jogador do Benfica teria repetido cinco vezes a palavra “macaco” ao se referir a Vinícius.

A gente não queria voltar a jogar porque isso é inaceitável, não passa uma boa imagem a todas crianças que nos assistem. Isso é Champions League, uma competição que todos os jovens querem jogar. Temos que dar bom exemplo, não somos perfeitos. Eu não sou perfeito, Vini não é perfeito. Todos os jogadores que estavam em campo, mas algumas coisas não podemos aceitar. Quero deixar as coisas claras: não quero generalizar, estou falando desse jogador”, declarou Mbappé em entrevista pós-jogo.

Em nota oficial, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), classificou o episódio como inaceitável. Veja o texto na íntegra:

“A CBF se solidariza com Vinícius Júnior, vítima de mais um ato de racismo nesta terça-feira, após marcar pelo Real Madrid contra o Benfica, em Lisboa. Racismo é crime. É inaceitável. Não pode existir no futebol nem em lugar algum. Vini, você não está sozinho. Sua atitude ao acionar o protocolo é exemplo de coragem e dignidade. Temos orgulho de você. Seguiremos firmes na luta contra toda forma de discriminação. Estamos ao seu lado. Sempre”, publicou.

O narrador Galvão Bueno também se manifestou nas redes sociais em apoio ao atacante “Nada Justifica o racismo! Um absurdo! Um crime! Estamos com vc, Vini!!!”, publicou Bueno em rede social.

Veja:

(Foto: reprodução)

Após a partida, Vini Jr. também fez uma publicação em suas redes sociais comentando o episódio.

“Eu recebi cartão amarelo por comemorar um gol. Ainda sem entender o porquê disso. Do outro lado, apenas um protocolo mal executado e que de nada serviu” desabafou Vini Jr.

Acompanhe:

(Foto: reprodução/Instagram)

Protocolo antirracismo

O protocolo da FIFA prevê três etapas em casos de discriminação: interrupção da partida com aviso no estádio; suspensão temporária com retirada das equipes; e, em último caso, encerramento definitivo do jogo.

Na primeira etapa, o árbitro observa ou recebe a denúncia dos jogadores e decide se vai paralisar, ou não, a partida.

Nesse momento, os telões dos estádios passam uma mensagem relatando o incidente, além do gestual do árbitro, com aviso de que a partida pode ser suspensa caso os problemas não cessem.

Se os ataques persistirem, a arbitragem pode cancelar o jogo. Os árbitros têm o poder de analisar a situação e entender a dimensão dos fatos antes de tomar uma decisão definitiva. Tudo fica relatado na súmula, ou seja, os próximos passos são a partir da publicação do documento.

Prestianni, porém, não foi punido, já que não foi possível atestar o que foi dito para o jogador brasileiro. O argentino cobriu a boca com a camisa do Benfica quando se dirigiu a Vinícius.

O jogo ficou paralisado por cerca de 10 minutos, e os jogadores do Real Madrid ameaçaram deixar a partida.

 

(*)Com informações da Veja e CNN Brasil.