O clima quente e úmido característico do Amazonas tem impacto direto na saúde íntima feminina e pode favorecer o surgimento de diversas infecções. Problemas como dermatites, candidíase vulvovaginal, vaginoses e infecções urinárias estão entre os mais comuns nesse cenário, impulsionados pelas condições ambientais da região.

Segundo a ginecologista Andressa Rodrigues, a combinação de calor, transpiração excessiva e pouca ventilação cria um ambiente ideal para a proliferação de microrganismos na região íntima. Entre as infecções mais frequentes está a candidíase, causada pelo fungo cândida, que já faz parte da flora vaginal, mas pode se multiplicar em excesso nessas condições. A especialista explica que hábitos do cotidiano também contribuem para o agravamento do problema.
“O uso frequente de roupas com tecidos sintéticos, permanecer por muito tempo com traje de banho molhado, o suor excessivo na região íntima e até uma alimentação rica em açúcar ou carboidratos podem contribuir para o aumento da infecção”, afirma.
Para reduzir esses riscos, medidas simples podem fazer a diferença. A recomendação é priorizar o uso de roupas íntimas de algodão, optar por peças leves e evitar ficar com roupas molhadas por muito tempo. Também é importante não utilizar duchas vaginais nem produtos perfumados na região íntima, pois eles podem alterar o equilíbrio natural da flora vaginal.
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Além da candidíase, outras condições menos conhecidas também merecem atenção. A vaginose bacteriana ocorre quando há desequilíbrio das bactérias da vagina e costuma apresentar corrimento branco-acinzentado com odor forte. Já a vaginose citolítica não é causada por infecção, mas pelo crescimento excessivo de bactérias benéficas, os lactobacilos, o que torna o ambiente vaginal mais ácido e pode provocar sintomas semelhantes aos da candidíase.
A médica alerta ainda para sinais que não devem ser ignorados, como coceira persistente, corrimento com odor forte ou coloração diferente, dor durante a relação sexual e o surgimento de feridas ou lesões na região íntima.
“Se os sintomas surgirem pela primeira vez, forem leves ou melhorarem rapidamente após medidas simples, é possível observar a evolução do quadro. Porém, quando há persistência dos sintomas, dor intensa, inchaço, lesões ou corrimento com odor forte e coloração incomum, é fundamental procurar avaliação ginecológica. O diagnóstico correto evita a automedicação e garante um tratamento mais eficaz”, afirma a médica
Em casos leves, é possível observar a evolução dos sintomas. No entanto, quando há persistência, dor intensa, inchaço ou alterações incomuns, a orientação é procurar avaliação ginecológica. O diagnóstico correto é essencial para evitar a automedicação e garantir um tratamento adequado.