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Ficar mais de meia hora sentado pode elevar risco de câncer, diz estudo

Passar muitas horas sentado já é associado a diversos problemas de saúde. Um estudo publicado na revista científica PLOS Medicine indica que não apenas o tempo total nessa posição pode fazer diferença, mas também a forma como ele é distribuído ao longo do dia.

A pesquisa acompanhou mais de 91 mil pessoas no Reino Unido e analisou a relação entre períodos prolongados de comportamento sedentário e o desenvolvimento de câncer, além do risco de morte pela doença.

Os participantes utilizaram um dispositivo no pulso durante sete dias para registrar os níveis de atividade física. Os dados foram posteriormente relacionados a informações de saúde coletadas ao longo de aproximadamente 12 anos.

Períodos longos sentado chamam atenção

De acordo com os pesquisadores, períodos de 30 minutos ou mais sem se levantar foram classificados como comportamento sedentário prolongado. Momentos em que o tempo sentado era interrompido por pausas foram considerados períodos de sedentarismo interrompido.

A análise indicou que permanecer sentado por longos períodos sem interrupção esteve associado a riscos maiores.


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Cada hora adicional por dia acumulada nesses períodos prolongados esteve relacionada a um aumento de 9% no risco de morte por câncer. Também foi observado aumento de 3% no risco de diagnóstico da doença e de 5% no risco de cânceres associados à obesidade e ao diabetes tipo 2.

Os autores ressaltam que pequenas diferenças na rotina podem se acumular ao longo dos anos e ter impacto sobre a saúde.

Levantar e se movimentar pode ajudar

Em sentido contrário, interromper o tempo sentado com frequência esteve associado a resultados mais favoráveis. O estudo encontrou relação entre períodos sentados com pausas e menor risco de morte por câncer e menor incidência da doença.

A substituição de uma hora diária de tempo sentado por atividades leves, como caminhar, também esteve associada à redução dos riscos analisados pelos pesquisadores.

A recomendação, portanto, não significa necessariamente passar longos períodos fazendo exercícios. Pequenas mudanças, como levantar para caminhar, buscar água ou realizar outras atividades durante o dia, podem ajudar a interromper o comportamento sedentário prolongado.

Os pesquisadores destacam uma limitação importante: o estudo identificou associações, mas não comprova que ficar sentado por longos períodos seja diretamente responsável pelo desenvolvimento ou pela morte por câncer.

Ainda assim, os resultados reforçam a importância de evitar longos períodos de inatividade e incorporar mais movimento à rotina diária.

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Passar muitas horas sentado já é associado a diversos problemas de saúde. Um estudo publicado na revista científica PLOS Medicine indica que não apenas o tempo total nessa posição pode fazer diferença, mas também a forma como ele é distribuído ao longo do dia.

A pesquisa acompanhou mais de 91 mil pessoas no Reino Unido e analisou a relação entre períodos prolongados de comportamento sedentário e o desenvolvimento de câncer, além do risco de morte pela doença.

Os participantes utilizaram um dispositivo no pulso durante sete dias para registrar os níveis de atividade física. Os dados foram posteriormente relacionados a informações de saúde coletadas ao longo de aproximadamente 12 anos.

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A recomendação, portanto, não significa necessariamente passar longos períodos fazendo exercícios. Pequenas mudanças, como levantar para caminhar, buscar água ou realizar outras atividades durante o dia, podem ajudar a interromper o comportamento sedentário prolongado.

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