A meningite é considerada uma doença endêmica no Brasil, com casos acontecendo o ano todo, além de surtos e epidemias ocasionais. A doença pode evoluir rapidamente e provocar complicações graves quando o diagnóstico não é feito a tempo, por isso médicos alertam para atenção especial contra ela, especialmente sobre as crianças.
A meningite é uma inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A doença pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos, sendo que cada forma apresenta gravidade e evolução diferentes.
Entre as meningites bacterianas, a meningite meningocócica, provocada pela bactéria Neisseria meningitidis, é considerada uma das mais perigosas. Isso ocorre porque o quadro costuma evoluir de forma rápida e está associado a taxas elevadas de complicações e letalidade.
A doença também pode ter origem em processos inflamatórios, como câncer (metástases para meninges), lúpus, reação a algumas drogas, traumatismo craniano e cirurgias cerebrais.
Segundo o Ministério da Saúde, as meningites bacterianas são mais frequentes nos meses de outono e inverno, enquanto as virais aparecem com maior incidência na primavera e no verão. O sexo masculino também concentra maior número de casos da doença. A transmissão acontece principalmente por meio de secreções respiratórias e pelo contato direto entre as pessoas.
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Principais sintomas
Segundo o infectologista Felipe Moreno, do Hospital Evangélico de Sorocaba, os principais sintomas da doença são:
- febre alta de início súbito,
- dor de cabeça intensa,
- rigidez no pescoço,
- náuseas e vômitos,
- sonolência excessiva,
- sensibilidade à luz
- manchas avermelhadas na pele que não desaparecem ao serem pressionadas.
Em bebês e crianças pequenas, os sintomas costumam ser mais sutis. Choro persistente e irritado, recusa para mamar e abaulamento da moleira estão entre os principais sinais de alerta.
O médico afirma:
“A diferença para uma virose comum está na intensidade e na rápida piora do quadro. Uma gripe tende a melhorar em poucos dias, enquanto a meningite costuma se agravar rapidamente e pode ser fatal se não for reconhecida a tempo”.
Importância da vacinação
Apesar da gravidade, a meningite pode ser evitada. As vacinas disponíveis no calendário nacional protegem contra diferentes agentes causadores da doença, como meningococo, pneumococo e Haemophilus influenzae.
Além da imunização, especialistas recomendam medidas simples no dia a dia, como não compartilhar copos e talheres, lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz ao tossir e manter os ambientes bem ventilados.
Felipe conclui:
“Quando há um caso confirmado, pessoas que tiveram contato próximo podem precisar de antibiótico preventivo, sempre indicado pelo médico. Informação e prevenção salvam vidas. A meningite é grave, mas pode ser evitada com atitudes simples e com a vacinação em dia”.
*Com informações de Metrópoles