Ao menos 21 pessoas morreram e cerca de 100 ficaram feridas após o descarrilamento de dois trens de alta velocidade neste domingo (18/1), na região de Adamuz, próximo a Córdoba, no sul da Espanha. O acidente provocou a suspensão imediata do tráfego ferroviário de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia. Equipes de resgate atuam no local e há registro de passageiros ainda presos às ferragens.
Segundo as autoridades, a colisão ocorreu quando o trem Iryo 6189, que havia partido de Córdoba com destino a Madri, invadiu a via contrária e atingiu um trem da operadora Renfe, que seguia no sentido oposto. Com o impacto, ambos os veículos saíram dos trilhos. O trem da Iryo transportava mais de 300 passageiros, enquanto o da Renfe levava cerca de 100 pessoas.
Entre as vítimas fatais está o maquinista de um dos trens, que fazia o trajeto entre Madri e Huelva, conforme informou a emissora estatal Televisión Española. O chefe do Corpo de Bombeiros de Córdoba, Paco Carmona, afirmou que a operação de resgate é complexa. “Precisamos retirar os corpos para alcançar quem ainda possa estar vivo”, disse à agência Reuters.
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Passageiros relataram momentos de pânico logo após o acidente. Uma das sobreviventes contou que o trem começou a tremer poucos minutos depois da partida antes de descarrilar. Muitos utilizaram martelos de emergência para quebrar as janelas e escapar, enquanto funcionários orientavam os passageiros a permanecerem sentados e manterem os celulares carregados para auxiliar na iluminação.
Moradores de Adamuz, cidade com cerca de 5 mil habitantes, ajudaram no atendimento às vítimas, organizando um centro de acolhimento com doação de alimentos e cobertores. Imagens do acidente e da operação de resgate foram compartilhadas por passageiros nas redes sociais.
A administradora da infraestrutura ferroviária espanhola, Adif, confirmou a suspensão total dos serviços de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia. A Iryo informou que acionou todos os protocolos de emergência e atua em conjunto com as autoridades. Até o momento, a Renfe não se pronunciou.
(*)Com informações do G1