Greta Thunberg foi inocentada da acusação de violação da ordem pública, nesta sexta-feira (02/02). O juiz decidiu que a polícia não tinha poder para prendê-la durante um protesto em frente a uma conferência sobre petróleo e gás em Londres no ano passado.
Greta, se tornou uma ativista proeminente em todo o mundo depois de realizar protestos semanais em frente ao Parlamento sueco em 2018, foi absolvida na Corte de Magistrados Westminster, sob aplausos e gritos dos apoiadores no tribunal.
A jovem de 21 anos e quatro outros manifestantes estavam entre as dezenas de pessoas presas em 17 de outubro do lado de fora de um hotel de Londres onde o Energy Intelligence Forum estava recebendo líderes do setor de petróleo e gás.
Todos os cinco réus foram acusados de não terem cumprido uma ordem da polícia para transferir o protesto para uma área designada próxima à conferência, um delito previsto na Lei de Ordem Pública.
Greta Thunberg, ao lado de outros ativistas, segura cartaz com os dizeres ‘Protesto climático não é um crime’, durante seu julgamento em Londres nesta sexta-feira (Foto: Reprodução)
O juiz John Law determinou que a polícia agiu ilegalmente ao impor condições ao protesto e que, portanto, Greta Thunberg não tinha uma ação a responder. Ele disse que a polícia poderia ter imposto restrições menores ao protesto e que as condições impostas não eram claras. Law também afirmou que não foi dado a Thunberg um tempo razoável para obedecer depois que a polícia disse a ela para transferir a manifestação de local.
Greta Thunberg e os quatro outros réus se abraçaram antes de deixar o tribunal. A decisão de hoje coloca em dúvida outros processos contra acusados de não obedecerem às condições da polícia na manifestação de 17 de outubro.
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