O Ministério das Relações Exteriores (MRE), afirmou, que aproximadamente 100 brasileiros estavam na Venezuela como turistas no momento do ataque dos Estados Unidos ao país, a maioria deles com origem em Manaus e que foram para o país vizinho fazer turismo de compras ou de aventura.
Após o início da ofensiva, esse grupo deixou o território venezuelano e retornou ao Brasil por via terrestre, pela fronteira com o estado de Roraima. A saída ocorreu de forma coordenada, com apoio das autoridades brasileiras.
Até o momento, não há registro de brasileiros feridos ou mortos em decorrência do ataque. O Itamaraty informou que mantém contato permanente com a Embaixada do Brasil em Caracas para acompanhar a situação.
A maioria dos turistas de Manaus, conforme uma fonte ligada à empresa de transporte rodoviário internacional, estava em Santa Elena do Uairén, na fronteira com Pacaraima (RR). Apesar das opções de compras terem diminuído ao longo dos anos e o isolamento do governo de Nicolas Maduro, essa fonte diz que produtos plásticos (derivado de petróleo), como mesas, cadeiras e coolers, são os que atraem os brasileiros devido aos preços muito baixos. Cosméticos fabricados na China também são bastante procurados pelos brasileiros, que os revendem em locais de comércio popular, como a rua do Fuxico, na Zona Leste de Manaus.
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Atenção e monitoramento
O governo brasileiro orientou cidadãos que permanecem na Venezuela a procurar os canais consulares em caso de necessidade. As equipes diplomáticas seguem monitorando os desdobramentos do conflito.
Como medida preventiva, o Brasil reforçou a vigilância na fronteira norte. As autoridades afirmam que o fluxo na região segue sob controle e sem incidentes relevantes.
A Comissão de Relações Exteriores do Senado também acompanha o caso. Parlamentares discutem possíveis impactos humanitários e diplomáticos para o Brasil e para a região.