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Britânico recebe a primeira vacina contra o câncer de pulmão do mundo

Janusz Racz, um britânico, de 67 anos, foi o primeiro no mundo a receber uma dose da vacina inovadora projetada para ajudar o corpo a combater o câncer de pulmão. Ele é o primeiro voluntário identificado nos testes da BNT116, uma vacina de mRNA da BioNTech destinada a tumores avançados ou metastáticos.

Janusz estava com dificuldades para respirar, acreditando que o problema fosse causado pela sua asma. Foi por acaso, durante uma colonoscopia em maio deste ano, que ele descobriu o câncer. O tumor já estava em um estágio avançado, e os médicos achavam que ele não sobreviveria. Apesar do sucesso total dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia, sua chance de sobreviver por mais de cinco anos era de apenas 35%.

Saiba mais:


Diante do prognóstico, o empresário londrino decidiu se voluntariar para os testes pioneiros da vacina. O imunizante utiliza uma tecnologia similar à da vacina contra a Covid-19: ele treina o corpo para reconhecer e eliminar as proteínas das células cancerígenas.
A mesma tecnologia foi usada no desenvolvimento de vacinas contra o câncer de intestino, que começou a ser testada em junho, e contra o câncer de pele, cujos testes começaram em abril. Em todos esses casos, as vacinas não têm caráter preventivo, mas servem como tratamentos complementares que visam reduzir as chances de recidiva (retorno do tumor).

Como funciona a vacina contra o câncer de pulmão?

Com esse tipo de vacina, o corpo aprende a identificar as ameaças cancerígenas mais rapidamente e a combatê-las com maior eficácia. O voluntário recebeu seis doses consecutivas do imunizante, cada uma contendo “manuais de instrução” para atacar seis subtipos diferentes do câncer, os mais frequentemente encontrados no câncer de pulmão de células não pequenas, como o de Janusz.

Ele receberá um reforço toda semana por seis semanas consecutivas. Depois, segue em tratamento, tomando a injeção a cada três semanas por um ano.
“Esperamos que adicionar esse tratamento adicional impeça o câncer de voltar. Muitas vezes, para pacientes com câncer de pulmão, mesmo após cirurgia e tratamentos com radiação, o câncer volta”, disse o médico Siow Ming Lee, líder do estudo, em entrevista à BBC.
Além da vacina, os pacientes que participam do teste recebem o tratamento de imunoterapia cemiplimab, que visa combater o tumor de maneira direcionada. O teste de fase 2 para a BNT116 está sendo conduzido, além do Reino Unido, em seis outros países: Estados Unidos, Alemanha, Hungria, Polônia, Espanha e Turquia.
*Com informações do Metrópoles
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Janusz Racz, um britânico, de 67 anos, foi o primeiro no mundo a receber uma dose da vacina inovadora projetada para ajudar o corpo a combater o câncer de pulmão. Ele é o primeiro voluntário identificado nos testes da BNT116, uma vacina de mRNA da BioNTech destinada a tumores avançados ou metastáticos.

Janusz estava com dificuldades para respirar, acreditando que o problema fosse causado pela sua asma. Foi por acaso, durante uma colonoscopia em maio deste ano, que ele descobriu o câncer. O tumor já estava em um estágio avançado, e os médicos achavam que ele não sobreviveria. Apesar do sucesso total dos tratamentos de quimioterapia e radioterapia, sua chance de sobreviver por mais de cinco anos era de apenas 35%.

Saiba mais:


Diante do prognóstico, o empresário londrino decidiu se voluntariar para os testes pioneiros da vacina. O imunizante utiliza uma tecnologia similar à da vacina contra a Covid-19: ele treina o corpo para reconhecer e eliminar as proteínas das células cancerígenas.
A mesma tecnologia foi usada no desenvolvimento de vacinas contra o câncer de intestino, que começou a ser testada em junho, e contra o câncer de pele, cujos testes começaram em abril. Em todos esses casos, as vacinas não têm caráter preventivo, mas servem como tratamentos complementares que visam reduzir as chances de recidiva (retorno do tumor).

Como funciona a vacina contra o câncer de pulmão?

Com esse tipo de vacina, o corpo aprende a identificar as ameaças cancerígenas mais rapidamente e a combatê-las com maior eficácia. O voluntário recebeu seis doses consecutivas do imunizante, cada uma contendo “manuais de instrução” para atacar seis subtipos diferentes do câncer, os mais frequentemente encontrados no câncer de pulmão de células não pequenas, como o de Janusz.

Ele receberá um reforço toda semana por seis semanas consecutivas. Depois, segue em tratamento, tomando a injeção a cada três semanas por um ano.
“Esperamos que adicionar esse tratamento adicional impeça o câncer de voltar. Muitas vezes, para pacientes com câncer de pulmão, mesmo após cirurgia e tratamentos com radiação, o câncer volta”, disse o médico Siow Ming Lee, líder do estudo, em entrevista à BBC.
Além da vacina, os pacientes que participam do teste recebem o tratamento de imunoterapia cemiplimab, que visa combater o tumor de maneira direcionada. O teste de fase 2 para a BNT116 está sendo conduzido, além do Reino Unido, em seis outros países: Estados Unidos, Alemanha, Hungria, Polônia, Espanha e Turquia.
*Com informações do Metrópoles
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Jornalismo
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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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