Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Câmara aprova reforma trabalhista na Argentina com jornada de até 12 horas

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na madrugada desta sexta-feira (20/2) o projeto de Lei de Modernização Trabalhista, proposto pelo presidente Javier Milei, com jornada de até 12 horas. O texto foi aprovado por 135 votos a favor, 115 contra e nenhuma abstenção, e agora retorna ao Senado para sanção definitiva após modificações.

O que muda com a reforma

O projeto já havia sido aprovado no Senado no último dia 11, mas retornou à Câmara após o governo aceitar eliminar um dos artigos mais polêmicos. O trecho retirado previa a redução dos vencimentos de trabalhadores afastados por problemas de saúde não relacionados ao trabalho, como acidentes em atividades esportivas no tempo livre, de 100% para 75% ou 50%, dependendo do caso.

Entre os pontos mantidos no texto, estão:

  • Uma nova base de cálculo para indenizações por demissão, o que na prática representará uma redução dos valores pagos aos trabalhadores;
  • A criação de um banco de horas extras, que poderão ser compensadas com tempo livre, mas não remuneradas;
  • A ampliação das atividades consideradas essenciais, que serão obrigadas a manter pelo menos 50% ou 75% dos serviços mínimos durante greves;
  • A tipificação como infrações “muito graves” de bloqueios ou ocupações de estabelecimentos e ações que impeçam o trabalho de quem não aderir a paralisações.

Leia mais

Greve geral na Argentina cancela voos e afeta passageiros no Brasil

Argentina: Milei comemora redução da maioridade penal no país para 14 anos


Conflito com a classe trabalhista

A votação ocorreu em meio a um cenário de forte tensão social. A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical do país, convocou uma greve geral de 24 horas que paralisou centenas de voos, ônibus, táxis e trens, deixando as ruas de Buenos Aires praticamente desertas. Centenas de manifestantes se reuniram em frente ao Congresso para protestar contra a iniciativa, e os atos terminaram em confrontos com a polícia.

Os incidentes começaram quando um grupo de manifestantes tentou derrubar as cercas de isolamento ao redor do Congresso. As forças de segurança responderam com jatos de água, gás de pimenta e gás lacrimogêneo, resultando em detenções e feridos.

Entre os opositores, o deputado Sergio Palazzo, do bloco peronista União pela Pátria, classificou a proposta como “a regressão mais brutal dos direitos dos trabalhadores que o povo argentino já conheceu”. Ele afirmou que o projeto deve ser judicializado por conter pontos inconstitucionais. “Veremos uma cascata de pedidos de inconstitucionalidade nos tribunais”, declarou.

Em comunicado, o governo argentino celebrou a aprovação como “uma das reformas estruturais prometidas por Javier Milei” e afirmou que a lei “visa pôr fim a mais de 70 anos de atraso nas relações laborais dos argentinos”.

O texto publicado no perfil da Presidência na rede social X destaca que a medida significa “a criação de empregos formais, menos informalidade, normas trabalhistas adaptadas ao século XXI, menos burocracia, maior dinamismo nas relações de trabalho e, o mais importante de tudo, o fim da indústria de litígios na República Argentina”.

O projeto agora segue para sanção definitiva no Senado, enquanto o país segue dividido entre os que veem a reforma como modernização necessária e os que a enxergam como um ataque aos direitos trabalhistas conquistados.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou na madrugada desta sexta-feira (20/2) o projeto de Lei de Modernização Trabalhista, proposto pelo presidente Javier Milei, com jornada de até 12 horas. O texto foi aprovado por 135 votos a favor, 115 contra e nenhuma abstenção, e agora retorna ao Senado para sanção definitiva após modificações.

O que muda com a reforma

O projeto já havia sido aprovado no Senado no último dia 11, mas retornou à Câmara após o governo aceitar eliminar um dos artigos mais polêmicos. O trecho retirado previa a redução dos vencimentos de trabalhadores afastados por problemas de saúde não relacionados ao trabalho, como acidentes em atividades esportivas no tempo livre, de 100% para 75% ou 50%, dependendo do caso.

Entre os pontos mantidos no texto, estão:

  • Uma nova base de cálculo para indenizações por demissão, o que na prática representará uma redução dos valores pagos aos trabalhadores;
  • A criação de um banco de horas extras, que poderão ser compensadas com tempo livre, mas não remuneradas;
  • A ampliação das atividades consideradas essenciais, que serão obrigadas a manter pelo menos 50% ou 75% dos serviços mínimos durante greves;
  • A tipificação como infrações “muito graves” de bloqueios ou ocupações de estabelecimentos e ações que impeçam o trabalho de quem não aderir a paralisações.

Leia mais

Greve geral na Argentina cancela voos e afeta passageiros no Brasil

Argentina: Milei comemora redução da maioridade penal no país para 14 anos


Conflito com a classe trabalhista

A votação ocorreu em meio a um cenário de forte tensão social. A Confederação Geral do Trabalho (CGT), maior central sindical do país, convocou uma greve geral de 24 horas que paralisou centenas de voos, ônibus, táxis e trens, deixando as ruas de Buenos Aires praticamente desertas. Centenas de manifestantes se reuniram em frente ao Congresso para protestar contra a iniciativa, e os atos terminaram em confrontos com a polícia.

Os incidentes começaram quando um grupo de manifestantes tentou derrubar as cercas de isolamento ao redor do Congresso. As forças de segurança responderam com jatos de água, gás de pimenta e gás lacrimogêneo, resultando em detenções e feridos.

Entre os opositores, o deputado Sergio Palazzo, do bloco peronista União pela Pátria, classificou a proposta como “a regressão mais brutal dos direitos dos trabalhadores que o povo argentino já conheceu”. Ele afirmou que o projeto deve ser judicializado por conter pontos inconstitucionais. “Veremos uma cascata de pedidos de inconstitucionalidade nos tribunais”, declarou.

Em comunicado, o governo argentino celebrou a aprovação como “uma das reformas estruturais prometidas por Javier Milei” e afirmou que a lei “visa pôr fim a mais de 70 anos de atraso nas relações laborais dos argentinos”.

O texto publicado no perfil da Presidência na rede social X destaca que a medida significa “a criação de empregos formais, menos informalidade, normas trabalhistas adaptadas ao século XXI, menos burocracia, maior dinamismo nas relações de trabalho e, o mais importante de tudo, o fim da indústria de litígios na República Argentina”.

O projeto agora segue para sanção definitiva no Senado, enquanto o país segue dividido entre os que veem a reforma como modernização necessária e os que a enxergam como um ataque aos direitos trabalhistas conquistados.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Ataque hacker atinge três unidades de sangue na França

O Ministério da Saúde da França confirmou, nesta quarta-feira (4/11), que vários centros regionais de coleta de sangue foram alvo de uma invasão cibernética....

Brasileiro eleito na Flórida diz que vitória democrata é resposta às políticas de Trump

O brasileiro Felipe Sousa Lazaballet, eleito para a legislatura estadual da Flórida, afirmou que o avanço dos democratas nas eleições de meio de mandato...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Manaus reforça ações de prevenção às chuvas com 47 frentes de serviço

O prefeito de Manaus, Renato Junior, anunciou nesta quarta-feira (4/11), em post nas redes sociais, o recebimento de uma grande carga de materiais para...

“Precisamos saber onde estamos pisando”: Alessandra fala sobre transição de governo

A vice-governadora eleita do Amazonas, Alessandra Campêlo (PSD), afirmou que a equipe de transição do governador eleito Omar Aziz (PSD) terá como prioridade conhecer...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Sete brasileiros são eleitos para deputados estaduais nos EUA

Sete brasileiros saíram vencedores das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos e vão atuar como deputados estaduais em quatro estados. Todos se...

Rodrigo Guedes aponta influência de Renato Júnior na eleição da CMM

A eleição para a presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM) já movimenta os bastidores políticos, embora ainda não tenha candidatos oficialmente definidos. O...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Ataque hacker atinge três unidades de sangue na França

O Ministério da Saúde da França confirmou, nesta quarta-feira (4/11), que vários centros regionais de coleta de sangue foram alvo de uma invasão cibernética....

Brasileiro eleito na Flórida diz que vitória democrata é resposta às políticas de Trump

O brasileiro Felipe Sousa Lazaballet, eleito para a legislatura estadual da Flórida, afirmou que o avanço dos democratas nas eleições de meio de mandato...

Manaus reforça ações de prevenção às chuvas com 47 frentes de serviço

O prefeito de Manaus, Renato Junior, anunciou nesta quarta-feira (4/11), em post nas redes sociais, o recebimento de uma grande carga de materiais para...

“Precisamos saber onde estamos pisando”: Alessandra fala sobre transição de governo

A vice-governadora eleita do Amazonas, Alessandra Campêlo (PSD), afirmou que a equipe de transição do governador eleito Omar Aziz (PSD) terá como prioridade conhecer...

Sete brasileiros são eleitos para deputados estaduais nos EUA

Sete brasileiros saíram vencedores das eleições de meio de mandato dos Estados Unidos e vão atuar como deputados estaduais em quatro estados. Todos se...

Rodrigo Guedes aponta influência de Renato Júnior na eleição da CMM

A eleição para a presidência da Câmara Municipal de Manaus (CMM) já movimenta os bastidores políticos, embora ainda não tenha candidatos oficialmente definidos. O...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]