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Chefe de gabinete de Donald Trump diz em entrevista que presidente “tem a personalidade de um alcoólatra”

A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, fez declarações controversas sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma série de entrevistas concedidas à revista Vanity Fair. Nas conversas, ela descreve o estilo de liderança do republicano, comenta decisões políticas sensíveis e admite tensões internas no governo.

Segundo Wiles, Trump governa com a convicção de que não há limites para suas ações. Em suas palavras, ela afirma que Trump governa o país como se “não há nada que ele não possa fazer”, e que o presidente “tem a personalidade de um alcoólatra”, apesar de o presidente não consumir álcool. A auxiliar afirmou que o presidente tende a levar sua personalidade “ao extremo” e disse ter experiência em lidar com perfis fortes, mencionando o histórico familiar com um pai alcoólatra.

“Alcoólatras de alto desempenho, ou alcoólatras em geral, exageram sua personalidade quando bebem. Então, sou uma espécie de especialista em personalidades fortes”, afirmou Wiles.


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Nas entrevistas, a chefe de gabinete também reconheceu que processos judiciais movidos por Trump contra adversários políticos podem ser interpretados como retaliação. Ela afirmou que, embora o presidente não atue motivado exclusivamente por vingança, costuma aproveitar oportunidades para confrontar opositores. Wiles revelou ainda que tentou convencer Trump a encerrar esse embate político nos primeiros meses do segundo mandato, sem sucesso.

Ao comentar ações contra a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, Wiles indicou que o caso poderia ser visto como um dos poucos episódios de vingança direta. Em outro ponto sensível, admitiu que Trump não tinha provas para sustentar a acusação de que o ex-presidente Bill Clinton teria visitado a ilha ligada a Jeffrey Epstein, reconhecendo que o presidente estava equivocado.

A assessora também demonstrou cautela em relação a políticas do governo. Sobre deportações, afirmou que é necessário maior cuidado para evitar erros. Em política externa, disse que Trump defende ações mais duras contra a Venezuela, mas reconheceu que eventuais ataques dependeriam de autorização do Congresso.

Wiles relatou ainda divergências com o presidente em temas como o perdão a envolvidos nos atos de 6 de janeiro de 2021, o anúncio de tarifas comerciais e o foco excessivo em agendas internacionais em detrimento da economia doméstica. Segundo ela, conselhos para adiar decisões ou rever estratégias foram, em diversos casos, ignorados.

As declarações repercutiram nos bastidores de Washington. Procurada, a Casa Branca ainda não havia se manifestado sobre o conteúdo das entrevistas até o fechamento desta matéria.

(*)Com informações da CNN Brasil

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A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, fez declarações controversas sobre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma série de entrevistas concedidas à revista Vanity Fair. Nas conversas, ela descreve o estilo de liderança do republicano, comenta decisões políticas sensíveis e admite tensões internas no governo.

Segundo Wiles, Trump governa com a convicção de que não há limites para suas ações. Em suas palavras, ela afirma que Trump governa o país como se “não há nada que ele não possa fazer”, e que o presidente “tem a personalidade de um alcoólatra”, apesar de o presidente não consumir álcool. A auxiliar afirmou que o presidente tende a levar sua personalidade “ao extremo” e disse ter experiência em lidar com perfis fortes, mencionando o histórico familiar com um pai alcoólatra.

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Ao comentar ações contra a procuradora-geral de Nova York, Letitia James, Wiles indicou que o caso poderia ser visto como um dos poucos episódios de vingança direta. Em outro ponto sensível, admitiu que Trump não tinha provas para sustentar a acusação de que o ex-presidente Bill Clinton teria visitado a ilha ligada a Jeffrey Epstein, reconhecendo que o presidente estava equivocado.

A assessora também demonstrou cautela em relação a políticas do governo. Sobre deportações, afirmou que é necessário maior cuidado para evitar erros. Em política externa, disse que Trump defende ações mais duras contra a Venezuela, mas reconheceu que eventuais ataques dependeriam de autorização do Congresso.

Wiles relatou ainda divergências com o presidente em temas como o perdão a envolvidos nos atos de 6 de janeiro de 2021, o anúncio de tarifas comerciais e o foco excessivo em agendas internacionais em detrimento da economia doméstica. Segundo ela, conselhos para adiar decisões ou rever estratégias foram, em diversos casos, ignorados.

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(*)Com informações da CNN Brasil

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