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Ataque à Venezuela pode influenciar disputas em Taiwan e Donbass; Brasil analisa onda migratória

A decisão dos Estados Unidos de atacarem a Venezuela, na madrugada deste sábado (3/1), e retirarem do poder o presidente Nicolás Maduro e a esposa, Cília Flores, terá consequências mundiais, uma vez que China e Rússia tem governos aliados de Caracas. O Brasil também poderá ser afetado com o aumento do fluxo migratório para os Estados de Roraima e Amazonas.

Com um ataque direto a um aliado de quem compra boa parte do petróleo que move a economia do gigante chinês, Xi Jinping poderá se sentir livre para retomar a ilha de Taiwan, uma ex-província chinesa que se tornou independente e vive sob a proteção da frota norte-americana estacionada no Oceano Pacífico. Desde o fim dos anos 50 que Taiwan, liderada por Chian Kai Shek e o partido Kuomintang, se tornou independente e uma pedra no sapato do governo comunista chinês, que até hoje a considera uma província rebelde.

Nos últimos dois meses movimentações do Exército Vermelho mobilizaram as forças militares de Taiwan, que agora poderá sofrer as consequências do ataque norte-americano à Venezuela. O Governo de Xi, portanto, tem agora um motivo para invadir um aliado norte-americano.

Na frente Europeia, Vladimir Putin pode se sentir ainda mais livre para anexar amplas áreas do território da Ucrânia, que é alvo de uma guerra que já dura mais de três anos. Putin e Trump conversam sobre um acordo de paz na região, sempre com a Ucrânia saindo da guerra sem os territórios de Donbass.


Saiba mais:

Trump anuncia ataque militar a Venezuela e a captura de Nicolas Maduro e Cília Flores

Presidente da Colômbia, Gustavo Petro reproduz declaração oficial do governo da Venezuela


Fluxo migratório intenso para Roraima e Amazonas

O Governo do Brasil ainda não se pronunciou sobre a intervenção militar dos EUA na Venezuela, mas desde o início das tensões, em agosto do ano passado, o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), trabalha por uma solução negociada entre Trump e Maduro. O principal medo do governo é uma onda migratória de venezuelanos que poderá desestabilizar todo o continente.

Nos últimos nove anos entraram no Brasil mais de 600 mil venezuelanos, uma população equivalente a de Santarém (PA), Parintins, Itacoatiara e Manacapuru juntas. Eles passaram a receber apoio da Operação Acolhida, criada no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). No mesmo período a Colômbia recebeu quase 2 milhões de venezuelanos e a Argentina outros 700 mil.

Uma guerra entre as Forças de Segurança dos EUA e o exército popular venezuelano tem potencial para aumentar esses números de maneira exponencial e como nunca ocorreu na história da América do Sul, justamente a principal preocupação do governo brasileiro.

Uma guerra entre as Forças de Segurança dos EUA e o Exército Popular Venezuelano tem potencial para aumentar esses números de maneira exponencial, como nunca ocorreu na história da América do Sul, sendo essa justamente a principal preocupação do governo brasileiro.

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A decisão dos Estados Unidos de atacarem a Venezuela, na madrugada deste sábado (3/1), e retirarem do poder o presidente Nicolás Maduro e a esposa, Cília Flores, terá consequências mundiais, uma vez que China e Rússia tem governos aliados de Caracas. O Brasil também poderá ser afetado com o aumento do fluxo migratório para os Estados de Roraima e Amazonas.

Com um ataque direto a um aliado de quem compra boa parte do petróleo que move a economia do gigante chinês, Xi Jinping poderá se sentir livre para retomar a ilha de Taiwan, uma ex-província chinesa que se tornou independente e vive sob a proteção da frota norte-americana estacionada no Oceano Pacífico. Desde o fim dos anos 50 que Taiwan, liderada por Chian Kai Shek e o partido Kuomintang, se tornou independente e uma pedra no sapato do governo comunista chinês, que até hoje a considera uma província rebelde.

Nos últimos dois meses movimentações do Exército Vermelho mobilizaram as forças militares de Taiwan, que agora poderá sofrer as consequências do ataque norte-americano à Venezuela. O Governo de Xi, portanto, tem agora um motivo para invadir um aliado norte-americano.

Na frente Europeia, Vladimir Putin pode se sentir ainda mais livre para anexar amplas áreas do território da Ucrânia, que é alvo de uma guerra que já dura mais de três anos. Putin e Trump conversam sobre um acordo de paz na região, sempre com a Ucrânia saindo da guerra sem os territórios de Donbass.


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Nos últimos nove anos entraram no Brasil mais de 600 mil venezuelanos, uma população equivalente a de Santarém (PA), Parintins, Itacoatiara e Manacapuru juntas. Eles passaram a receber apoio da Operação Acolhida, criada no governo do ex-presidente Michel Temer (MDB). No mesmo período a Colômbia recebeu quase 2 milhões de venezuelanos e a Argentina outros 700 mil.

Uma guerra entre as Forças de Segurança dos EUA e o exército popular venezuelano tem potencial para aumentar esses números de maneira exponencial e como nunca ocorreu na história da América do Sul, justamente a principal preocupação do governo brasileiro.

Uma guerra entre as Forças de Segurança dos EUA e o Exército Popular Venezuelano tem potencial para aumentar esses números de maneira exponencial, como nunca ocorreu na história da América do Sul, sendo essa justamente a principal preocupação do governo brasileiro.

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