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Saiba como será retorno da Artemis II à Terra, previsto para esta sexta-feira (10)

A missão Artemis II, a primeira expedição tripulada a orbitar a Lua em mais de 50 anos, está prestes a escrever seu último capítulo. O retorno à Terra está previsto para às 21h07 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), com pouso no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos.

Mas o caminho de volta não será um simples passeio. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion enfrentarão uma das fases mais críticas de toda a missão: uma reentrada atmosférica violenta, com velocidades altíssimas e temperaturas capazes de derreter qualquer material comum.

De 38 mil km/h a um mergulho no oceano

Cerca de 20 minutos antes de atingir a atmosfera, o módulo de serviço da Orion será descartado. A partir daí, a cápsula segue sozinha em direção à Terra a impressionantes 38 mil km/h, o equivalente a cerca de 30 vezes a velocidade do som.

O atrito com a atmosfera elevará a temperatura externa da nave a mais de 2.760 graus Celsius, mais quente que a lava de um vulcão. O escudo térmico, projetado para suportar esse calor, será o responsável por proteger os astronautas e manter a integridade da cápsula.

Nesse momento de reentrada, os tripulantes sentirão forças de até 3,9 vezes a gravidade da Terra (3,9G), o que pressiona o corpo contra os assentos e exige preparo físico e treinamento intenso.

Orion (Foto: Divulgação / Nasa)

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Seis minutos de silêncio

Assim como ocorreu durante a passagem pelo lado oculto da Lua, os astronautas enfrentarão um período de blackout de comunicação. A reentrada provoca uma ionização ao redor da cápsula, bloqueando sinais de rádio. O silêncio, desta vez, durará cerca de seis minutos.

Paraquedas e splashdown

Depois de atravessar a atmosfera e reduzir drasticamente a velocidade, a cápsula iniciará a abertura dos paraquedas em etapas:

Primeiro, os paraquedas de estabilização serão acionados a cerca de 6,7 km de altitude. Em seguida, os três paraquedas principais se abrirão para reduzir a velocidade final e garantir um pouso suave no oceano, o chamado splashdown.

Pós-pouso

Ao cair no Oceano Pacífico, equipes de resgate estarão posicionadas para retirar os astronautas da cápsula em até duas horas. Eles serão transportados de helicóptero até o navio militar USS John P. Murtha, onde passarão pelas primeiras avaliações médicas.

Após os exames iniciais, a tripulação seguirá de volta ao continente e embarcará rumo ao Centro Espacial Johnson, no Texas, onde dará continuidade ao monitoramento pós-missão.

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A missão Artemis II, a primeira expedição tripulada a orbitar a Lua em mais de 50 anos, está prestes a escrever seu último capítulo. O retorno à Terra está previsto para às 21h07 (horário de Brasília) desta sexta-feira (10), com pouso no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos.

Mas o caminho de volta não será um simples passeio. Os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion enfrentarão uma das fases mais críticas de toda a missão: uma reentrada atmosférica violenta, com velocidades altíssimas e temperaturas capazes de derreter qualquer material comum.

De 38 mil km/h a um mergulho no oceano

Cerca de 20 minutos antes de atingir a atmosfera, o módulo de serviço da Orion será descartado. A partir daí, a cápsula segue sozinha em direção à Terra a impressionantes 38 mil km/h, o equivalente a cerca de 30 vezes a velocidade do som.

O atrito com a atmosfera elevará a temperatura externa da nave a mais de 2.760 graus Celsius, mais quente que a lava de um vulcão. O escudo térmico, projetado para suportar esse calor, será o responsável por proteger os astronautas e manter a integridade da cápsula.

Nesse momento de reentrada, os tripulantes sentirão forças de até 3,9 vezes a gravidade da Terra (3,9G), o que pressiona o corpo contra os assentos e exige preparo físico e treinamento intenso.

Orion (Foto: Divulgação / Nasa)

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Paraquedas e splashdown

Depois de atravessar a atmosfera e reduzir drasticamente a velocidade, a cápsula iniciará a abertura dos paraquedas em etapas:

Primeiro, os paraquedas de estabilização serão acionados a cerca de 6,7 km de altitude. Em seguida, os três paraquedas principais se abrirão para reduzir a velocidade final e garantir um pouso suave no oceano, o chamado splashdown.

Pós-pouso

Ao cair no Oceano Pacífico, equipes de resgate estarão posicionadas para retirar os astronautas da cápsula em até duas horas. Eles serão transportados de helicóptero até o navio militar USS John P. Murtha, onde passarão pelas primeiras avaliações médicas.

Após os exames iniciais, a tripulação seguirá de volta ao continente e embarcará rumo ao Centro Espacial Johnson, no Texas, onde dará continuidade ao monitoramento pós-missão.

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