O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o chefe das forças terrestres da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, teriam sido mortos em ataques israelenses neste sábado (28), segundo três fontes da agência de notícias Reuters. Outras 57 crianças tiveram as mortes confirmadas pelo governo iraniano.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, condenou o ataque de Israel-EUA neste sábado (28) contra uma escola feminina no sul do Irã, que deixou dezenas de estudantes mortas. Ele afirmou que o crime não ficará impune. As informações são da agência iraniana Irna.
Ao publicar uma foto da escola bombardeada nas redes sociais, Araghchi afirmou que o prédio foi alvo de um ataque em plena luz do dia. “Dezenas de crianças inocentes foram mortas somente neste local. Este crime contra o povo iraniano não ficará impune.” Pelo menos 57 estudantes foram mortos e outros 60 ficaram feridos, disseram as autoridades locais.
A escola Shajareye Tayabeh em Minab, província de Hormozgan, foi alvo de um ataque direto na madrugada de sábado, como parte da agressão conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã.
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Ataque após negociações
Os bombardeios acontecem dois dias após os Estados Unidos e o Irã se reunirem em Genebra, na Suíça, para debater o programa nuclear iraniano. Os representantes haviam classificado o encontro como positivo, dizendo que o próximo passo para um novo acordo nuclear envolveria equipes especializadas de ambos os países em Viena, na sede da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
“Esta foi uma das nossas rodadas de negociações intensas até agora. Claro, ainda há divergências, mas ao menos alcançamos um entendimento geral sobre como resolver essas questões. Concordamos com o entendimento mútuo de continuar engajados em questões essenciais para o acordo, incluindo o fim das sanções e medidas relacionadas à energia nuclear”, chegou a comentar o regime iraniano.