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Tribunal da Coreia do Sul emite ordem de prisão contra presidente afastado Yoon

Um mandado de prisão foi emitido contra o presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, nesta terça-feira (31/12), noite de segunda-feira no Brasil. Há pouco mais de duas semanas, ele sofreu impeachment por uma tentativa de autogolpe.

Após o anúncio da Justiça da Coreia do Sul, o líder interino do governista Partido do Poder do Povo (PPP) afirmou que é inapropriado tentar prender um presidente em exercício.

O mandado vem um dia após investigadores pedirem a prisão de Yoon. Ele se recusa a prestar depoimento e não respondeu a uma série de intimações da polícia e do Gabinete de Investigação de Corrupção, que apuram em conjunto se a tentativa de declaração da lei marcial em 3 de dezembro, que suspendeu direitos políticos no país, equivale ao crime de insurreição.

Investigadores dizem que Yoon liderou uma insurreição e abusou de seu poder no momento em que declarou a lei marcial e ordenou que tropas entrassem na Assembleia Nacional para impedir que os parlamentares votassem contra o decreto.

Ele nega as acusações sob o argumento de que a medida foi um “ato de governança” para alertar o partido de oposição contra um suposto abuso no Poder Legislativo. Yoon foi suspenso dos poderes presidenciais após sofrer um impeachment no início deste mês por sua decisão de impor a lei marcial, rejeitada pelo Parlamento e retirada de pauta pelo presidente algumas horas depois. A tentativa de autogolpe sofreu forte resistência de parlamentares e da população, que foi às ruas em protesto.

O Escritório de Investigação de Corrupção para Oficiais de Alto Escalão (CIO) confirmou que um tribunal de Seul aprovou o mandado de prisão. O tribunal se recusou a comentar.

Esse é o primeiro mandado de prisão emitido para um presidente no cargo na Coreia do Sul, de acordo com a mídia local.

Na segunda-feira (29/12), investigadores sul-coreanos solicitaram um mandado de prisão para Yoon por causa da imposição da lei marcial, de breve duração, neste mês.

Não estava claro quando ou como o mandado de prisão para Yoon será executado. O serviço de segurança presidencial da Coreia do Sul disse em uma declaração que tratará o mandado de acordo com o devido processo.

O tribunal também aprovou um mandado de busca para a residência de Yoon, disse o CIO.

Anteriormente, a polícia tentou, mas não conseguiu invadir o gabinete presidencial como parte da investigação, devido ao bloqueio do serviço de segurança presidencial ao acesso.


Leia mais:

“Mayday, colisão com pássaros”, disse piloto antes de acidente de avião que matou 179 pessoas na Coreia do Sul

Deputados aprovam impeachment do presidente da Coreia do Sul


Yoon está enfrentando uma investigação criminal sobre possíveis acusações de insurreição, que é uma das poucas acusações para as quais um presidente sul-coreano não tem imunidade.

Um julgamento do Tribunal Constitucional está em andamento para decidir se Yoon retoma o cargo ou se é removido permanentemente. A corte tem 180 dias para chegar a uma decisão.

A crise política sul-coreana se aprofundou na última sexta-feira com o impeachment de Han Duck-soo, premiê que ocupava a chefia do Executivo de forma interina, apenas duas semanas após a destituição de Yoon.

*Com informações da Folha de S.Paulo e CNN Brasil

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Um mandado de prisão foi emitido contra o presidente afastado da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, nesta terça-feira (31/12), noite de segunda-feira no Brasil. Há pouco mais de duas semanas, ele sofreu impeachment por uma tentativa de autogolpe.

Após o anúncio da Justiça da Coreia do Sul, o líder interino do governista Partido do Poder do Povo (PPP) afirmou que é inapropriado tentar prender um presidente em exercício.

O mandado vem um dia após investigadores pedirem a prisão de Yoon. Ele se recusa a prestar depoimento e não respondeu a uma série de intimações da polícia e do Gabinete de Investigação de Corrupção, que apuram em conjunto se a tentativa de declaração da lei marcial em 3 de dezembro, que suspendeu direitos políticos no país, equivale ao crime de insurreição.

Investigadores dizem que Yoon liderou uma insurreição e abusou de seu poder no momento em que declarou a lei marcial e ordenou que tropas entrassem na Assembleia Nacional para impedir que os parlamentares votassem contra o decreto.

Ele nega as acusações sob o argumento de que a medida foi um “ato de governança” para alertar o partido de oposição contra um suposto abuso no Poder Legislativo. Yoon foi suspenso dos poderes presidenciais após sofrer um impeachment no início deste mês por sua decisão de impor a lei marcial, rejeitada pelo Parlamento e retirada de pauta pelo presidente algumas horas depois. A tentativa de autogolpe sofreu forte resistência de parlamentares e da população, que foi às ruas em protesto.

O Escritório de Investigação de Corrupção para Oficiais de Alto Escalão (CIO) confirmou que um tribunal de Seul aprovou o mandado de prisão. O tribunal se recusou a comentar.

Esse é o primeiro mandado de prisão emitido para um presidente no cargo na Coreia do Sul, de acordo com a mídia local.

Na segunda-feira (29/12), investigadores sul-coreanos solicitaram um mandado de prisão para Yoon por causa da imposição da lei marcial, de breve duração, neste mês.

Não estava claro quando ou como o mandado de prisão para Yoon será executado. O serviço de segurança presidencial da Coreia do Sul disse em uma declaração que tratará o mandado de acordo com o devido processo.

O tribunal também aprovou um mandado de busca para a residência de Yoon, disse o CIO.

Anteriormente, a polícia tentou, mas não conseguiu invadir o gabinete presidencial como parte da investigação, devido ao bloqueio do serviço de segurança presidencial ao acesso.


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Um julgamento do Tribunal Constitucional está em andamento para decidir se Yoon retoma o cargo ou se é removido permanentemente. A corte tem 180 dias para chegar a uma decisão.

A crise política sul-coreana se aprofundou na última sexta-feira com o impeachment de Han Duck-soo, premiê que ocupava a chefia do Executivo de forma interina, apenas duas semanas após a destituição de Yoon.

*Com informações da Folha de S.Paulo e CNN Brasil

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