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Espancamento de adolescente por colegas devido à falsa conta no Snapchat ‘choca’ a França

O assunto estampa a capa do jornal Le Parisien desta sexta-feira (5/3). Samara foi espancada por um grupo de colegas devido a uma falsa conta no Snapchat que veiculava publicações zombando de alunos da escola onde ela estuda, em Montpellier.

Devido à gravidade da agressão, Samara foi hospitalizada e entrou em coma. Em entrevista ao jornal, a mãe da jovem garante que a conta não é de sua autoria.


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Segundo a plataforma de ajuda às vítimas de assédio online, o chamado para vinganças em grupo, motivado por agressões nas redes sociais e a criação de falsas contas, é um fenômeno crescente na França. O diretor de operações deste serviço, Samuel Comblez, diz ao Le Parisien que essas violências podem parecer banais aos adultos, mas uma simples brincadeira pode tomar grandes proporções.

O problema, segundo Samuel Comblez, é que a internet favorece o chamado “efeito de grupo”, com uma indignação coletiva e desenfreada de adolescentes e, principalmente, fora do controle de adultos.

A especialista em assédio online e presidente da associação Net Respect, Yasmine Buono, também lembra que a internet “tirou a responsabilidade” dos jovens, tornando “porosa” a fronteira entre a vida virtual e real.

“Eles não têm consciência da consequência de seus atos”, afirma, em entrevista ao diário.

O jornal Le Figaro destaca que, dentro do caso do linchamento de Samara, três menores, com idade entre 14 e 15 anos, foram detidos para interrogatório na quinta-feira (4). A adolescente agredida saiu do coma e também deve ser ouvida pelas autoridades.

Banalização da violência entre os jovens

Outro caso que chocou o país nesta semana: o espancamento de um jovem de 15 anos no município de Viry-Châtillon, na periferia de Paris. O garoto, que foi atacado por um grupo ao sair da escola, está hospitalizado entre a vida e morte, indica o jornal Le Monde, denunciando uma banalização da violência entre os jovens.

Em entrevista ao site da emissora FranceInfo, o prefeito de Viry-Châtillon, Jean-Marie Vilain, expressa sua indignação com o caso. “Como três ou quatro outras pessoas podem agredir desta forma? Isso me choca”, diz.

Uma célula de apoio psicológico foi criada na escola da vítima e a segurança será reforçada em todo o município neste fim de semana. A polícia local abriu uma investigação por tentativa de assassinato e violências em grupo em torno de um estabelecimento escolar.

*Com informações RFI e Le Parisien 

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O assunto estampa a capa do jornal Le Parisien desta sexta-feira (5/3). Samara foi espancada por um grupo de colegas devido a uma falsa conta no Snapchat que veiculava publicações zombando de alunos da escola onde ela estuda, em Montpellier.

Devido à gravidade da agressão, Samara foi hospitalizada e entrou em coma. Em entrevista ao jornal, a mãe da jovem garante que a conta não é de sua autoria.


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O problema, segundo Samuel Comblez, é que a internet favorece o chamado “efeito de grupo”, com uma indignação coletiva e desenfreada de adolescentes e, principalmente, fora do controle de adultos.

A especialista em assédio online e presidente da associação Net Respect, Yasmine Buono, também lembra que a internet “tirou a responsabilidade” dos jovens, tornando “porosa” a fronteira entre a vida virtual e real.

“Eles não têm consciência da consequência de seus atos”, afirma, em entrevista ao diário.

O jornal Le Figaro destaca que, dentro do caso do linchamento de Samara, três menores, com idade entre 14 e 15 anos, foram detidos para interrogatório na quinta-feira (4). A adolescente agredida saiu do coma e também deve ser ouvida pelas autoridades.

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Em entrevista ao site da emissora FranceInfo, o prefeito de Viry-Châtillon, Jean-Marie Vilain, expressa sua indignação com o caso. “Como três ou quatro outras pessoas podem agredir desta forma? Isso me choca”, diz.

Uma célula de apoio psicológico foi criada na escola da vítima e a segurança será reforçada em todo o município neste fim de semana. A polícia local abriu uma investigação por tentativa de assassinato e violências em grupo em torno de um estabelecimento escolar.

*Com informações RFI e Le Parisien 

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