Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Estados Unidos volta atrás em plano de assumir controle da Faixa de Gaza por meios militares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo pretende assumir o controle da Faixa de Gaza e liderar o processo de reconstrução do território palestino. A declaração foi feita na Casa Branca, na última terça-feira (4/2), durante um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. No entanto, a Casa Branca esclareceu nesta quarta-feira (5) que a proposta não envolve o envio de tropas americanas para o enclave.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que os EUA não pretendem financiar a reconstrução de Gaza, mas querem garantir a estabilidade na região. “Isso não significa que haverá tropas em Gaza”, afirmou.

Outro ponto recuado pelo governo foi a sugestão de retirada permanente dos palestinos do território. A porta-voz afirmou que Trump está comprometido apenas com uma “realocação temporária” dos moradores.

Na coletiva de terça-feira, Trump sugeriu que os Estados Unidos administrem Gaza e transformem a região em um centro de desenvolvimento econômico. Segundo ele, o território poderia atrair investimentos e se tornar “a Riviera do Oriente Médio”, com pessoas de diferentes partes do mundo vivendo ali.


Leia mais

Potências rejeitam proposta de Trump de ocupar Gaza; ONU diz que medida é ilegal

Lula critica plano de Trump de assumir Faixa de Gaza: “Não sei se EUA seria o país para cuidar”


“Ter aquele pedaço de terra, desenvolvê-lo, criar milhares de empregos. Vai ser realmente magnífico”, declarou.

Trump também disse que os palestinos deveriam deixar Gaza permanentemente e mencionou Jordânia e Egito como possíveis destinos para os deslocados. Ambos os países rejeitaram a proposta. O ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, afirmou que seu país não aceitará refugiados palestinos. “A Jordânia é para os jordanianos e a Palestina é para os palestinos”, declarou.

Em resposta às declarações do presidente americano, a Arábia Saudita reiterou que não estabelecerá relações diplomáticas com Israel enquanto um Estado Palestino não for criado.

Durante o encontro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, evitou se posicionar sobre o plano de Trump para Gaza. Ele afirmou que os principais objetivos de Israel no território palestino são a libertação de reféns e a eliminação de ameaças à segurança do país.

No entanto, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, um dos principais nomes da extrema direita israelense, elogiou a proposta de Trump. Em um comunicado, ele afirmou que a ideia de reassentar os palestinos fora de Gaza seria “excelente”.

A Faixa de Gaza tem sido palco de intensos conflitos entre Israel e o Hamas, que controla a região. A guerra, que se intensificou nos últimos 15 meses, já deixou mais de 40 mil mortos e gerou uma grave crise humanitária no território.

Até o ano passado, os Estados Unidos se posicionavam contra o deslocamento forçado dos palestinos e defendiam a solução de dois Estados, com a criação de um Estado Palestino coexistindo com Israel. O ex-presidente Joe Biden era um dos defensores dessa abordagem.

A proposta de Trump, que sugere a saída permanente dos palestinos de Gaza, levanta preocupações sobre o impacto na viabilidade de um futuro Estado Palestino e pode acirrar as tensões na comunidade internacional.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo pretende assumir o controle da Faixa de Gaza e liderar o processo de reconstrução do território palestino. A declaração foi feita na Casa Branca, na última terça-feira (4/2), durante um encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. No entanto, a Casa Branca esclareceu nesta quarta-feira (5) que a proposta não envolve o envio de tropas americanas para o enclave.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, reforçou que os EUA não pretendem financiar a reconstrução de Gaza, mas querem garantir a estabilidade na região. “Isso não significa que haverá tropas em Gaza”, afirmou.

Outro ponto recuado pelo governo foi a sugestão de retirada permanente dos palestinos do território. A porta-voz afirmou que Trump está comprometido apenas com uma “realocação temporária” dos moradores.

Na coletiva de terça-feira, Trump sugeriu que os Estados Unidos administrem Gaza e transformem a região em um centro de desenvolvimento econômico. Segundo ele, o território poderia atrair investimentos e se tornar “a Riviera do Oriente Médio”, com pessoas de diferentes partes do mundo vivendo ali.


Leia mais

Potências rejeitam proposta de Trump de ocupar Gaza; ONU diz que medida é ilegal

Lula critica plano de Trump de assumir Faixa de Gaza: “Não sei se EUA seria o país para cuidar”


“Ter aquele pedaço de terra, desenvolvê-lo, criar milhares de empregos. Vai ser realmente magnífico”, declarou.

Trump também disse que os palestinos deveriam deixar Gaza permanentemente e mencionou Jordânia e Egito como possíveis destinos para os deslocados. Ambos os países rejeitaram a proposta. O ministro das Relações Exteriores da Jordânia, Ayman Safadi, afirmou que seu país não aceitará refugiados palestinos. “A Jordânia é para os jordanianos e a Palestina é para os palestinos”, declarou.

Em resposta às declarações do presidente americano, a Arábia Saudita reiterou que não estabelecerá relações diplomáticas com Israel enquanto um Estado Palestino não for criado.

Durante o encontro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, evitou se posicionar sobre o plano de Trump para Gaza. Ele afirmou que os principais objetivos de Israel no território palestino são a libertação de reféns e a eliminação de ameaças à segurança do país.

No entanto, o ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, um dos principais nomes da extrema direita israelense, elogiou a proposta de Trump. Em um comunicado, ele afirmou que a ideia de reassentar os palestinos fora de Gaza seria “excelente”.

A Faixa de Gaza tem sido palco de intensos conflitos entre Israel e o Hamas, que controla a região. A guerra, que se intensificou nos últimos 15 meses, já deixou mais de 40 mil mortos e gerou uma grave crise humanitária no território.

Até o ano passado, os Estados Unidos se posicionavam contra o deslocamento forçado dos palestinos e defendiam a solução de dois Estados, com a criação de um Estado Palestino coexistindo com Israel. O ex-presidente Joe Biden era um dos defensores dessa abordagem.

A proposta de Trump, que sugere a saída permanente dos palestinos de Gaza, levanta preocupações sobre o impacto na viabilidade de um futuro Estado Palestino e pode acirrar as tensões na comunidade internacional.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Parlamento do Líbano aprova abolição da pena de morte

O Parlamento do Líbano aprovou nesta terça-feira (11/8) uma lei que extingue a pena de morte para todos os crimes. Com a medida, o...

Bashar al-Assad é condenado à morte por crimes contra a humanidade

O ex-presidente da Síria Bashar al-Assad foi condenado à pena de morte nesta terça-feira (11) por um tribunal sírio, em julgamento realizado à revelia,...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Número de mortes chega a 132 após terremoto na Colômbia

O número de mortos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10/8) subiu para 132, segundo a Asocapitales, associação que...

Deputado dos EUA compara Lula a Maduro em montagem

O deputado republicano Carlos Gimenez publicou na rede social X uma montagem do presidente Lula (PT) no lugar do venezuelano Nicolás Maduro, no dia...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Trump reduz lista de vacinas recomendadas a crianças nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10/8) uma ordem executiva que restringe a 11 doenças a lista de imunizações recomendadas...

Após terremoto na Colômbia, Lula oferece apoio do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta segunda-feira (10), por meio de nota oficial, preocupação e solidariedade ao povo colombiano após um...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Parlamento do Líbano aprova abolição da pena de morte

O Parlamento do Líbano aprovou nesta terça-feira (11/8) uma lei que extingue a pena de morte para todos os crimes. Com a medida, o...

Bashar al-Assad é condenado à morte por crimes contra a humanidade

O ex-presidente da Síria Bashar al-Assad foi condenado à pena de morte nesta terça-feira (11) por um tribunal sírio, em julgamento realizado à revelia,...

Número de mortes chega a 132 após terremoto na Colômbia

O número de mortos no terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia nesta segunda-feira (10/8) subiu para 132, segundo a Asocapitales, associação que...

Deputado dos EUA compara Lula a Maduro em montagem

O deputado republicano Carlos Gimenez publicou na rede social X uma montagem do presidente Lula (PT) no lugar do venezuelano Nicolás Maduro, no dia...

Trump reduz lista de vacinas recomendadas a crianças nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10/8) uma ordem executiva que restringe a 11 doenças a lista de imunizações recomendadas...

Após terremoto na Colômbia, Lula oferece apoio do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta segunda-feira (10), por meio de nota oficial, preocupação e solidariedade ao povo colombiano após um...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]