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EUA: Presos por invasão ao Capitólio em 2021 começam a ser libertados após perdão de Trump

Entre várias medidas já tomadas no seu primeiro dia de governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um amplo perdão para cerca de 1.500 réus e condenados pela invasão ao Capitólio, em Washington D.C., em 6 de janeiro de 2021.

Stewart Rhodes, ex-líder da milícia Oath Keepers e um dos organizadores do ataque ao Capitólio, foi libertado poucas horas depois. Rhodes, cuja sentença de 18 anos foi comutada, saiu da prisão federal em Cumberland, Maryland, pouco depois da meia-noite desta terça-feira (21/1).

Ele não entrou no Capitólio dos EUA em 6 de janeiro, mas foi considerado culpado de conspirar para usar força contra o Congresso para impedir a certificação da eleição. Ele também foi acusado de ajudar a estocar armas de fogo em um hotel na vizinha Virgínia que poderia ser transportada através do rio para Washington.

EUA: Presos por invasão ao Capitólio em 2021 começam a ser libertados após perdão de Trump
Stewart Rhodes, ex-líder da milícia Oath Keepers e um dos organizadores do ataque há quatro anos, deixando prisão (Foto: REUTERS)

Líderes da organização de extrema-direita Proud Boys, incluindo alguns que foram condenados por conspiração sediciosa, também deverão deixar as prisões nas próximas horas e dias.


Leia mais:

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De acordo com a rede de TV americana CNN, dois irmãos foram os primeiros perdoados a serem soltos: Andrew Valentin e Matthew Valentin, que foram sentenciados na semana passada a dois anos e meio de prisão, saíram do DC Central Detention Facility ainda na noite desta segunda-feira.

O ataque ao Capitólio

Em 6 de janeiro de 2021, milhares de manifestantes invadiram o Capitólio, a sede do governo dos EUA, revoltados com acusações nunca comprovadas de fraude eleitoral. A invasão tinha por objetivo impedir a posse do recém-eleito presidente Joe Biden. O prédio foi vandalizado e cinco pessoas morreram. Cerca de 140 policiais ficaram feridos na invasão.

Explosão durante a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Desde então, 1.358 pessoas, entre homens e mulheres, foram acusadas de invadir o prédio, segundo dados divulgados pelo Departamento de Justiça. No fim daquele ano, 725 cidadãos haviam sido presos.

Os condenados pela invasão na Justiça chegam a 500, com penas que variam entre dias a 20 anos de prisão.

Segundo a ordem executiva, ficam perdoados todos os investigados pela invasão ou crimes relacionados ao ataque ocorridos entre 6 e 20 de janeiro de 2021. Mais de 1.200 americanos foram condenadas por crimes no período, incluindo cerca de 200 pessoas que admitiram ter agredido policiais.

Durante um discurso na Capital One Arena, Trump chamou os acusados presos de “reféns” e disse que irá libertá-los por meio do perdão presidencial. Segundo o presidente, os invasores “não fizeram nada de errado”.

Protestos dos democratas

Nomes do partido democrata, rival do republicano de Trump, contestaram a medida. A ex-presidente da Câmara, Nancy Pelosi, chamou isso de “um insulto ultrajante ao nosso sistema de justiça e aos heróis que sofreram cicatrizes físicas e traumas emocionais enquanto protegiam o Capitólio, o Congresso e a Constituição”.

Já o líder democrata do Senado, Chuck Schumer, escreveu:

“Donald Trump está inaugurando uma Era de Ouro para pessoas que infringem a lei e tentam derrubar o governo”.

*Com informações de G1

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Entre várias medidas já tomadas no seu primeiro dia de governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu um amplo perdão para cerca de 1.500 réus e condenados pela invasão ao Capitólio, em Washington D.C., em 6 de janeiro de 2021.

Stewart Rhodes, ex-líder da milícia Oath Keepers e um dos organizadores do ataque ao Capitólio, foi libertado poucas horas depois. Rhodes, cuja sentença de 18 anos foi comutada, saiu da prisão federal em Cumberland, Maryland, pouco depois da meia-noite desta terça-feira (21/1).

Ele não entrou no Capitólio dos EUA em 6 de janeiro, mas foi considerado culpado de conspirar para usar força contra o Congresso para impedir a certificação da eleição. Ele também foi acusado de ajudar a estocar armas de fogo em um hotel na vizinha Virgínia que poderia ser transportada através do rio para Washington.

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Stewart Rhodes, ex-líder da milícia Oath Keepers e um dos organizadores do ataque há quatro anos, deixando prisão (Foto: REUTERS)

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O ataque ao Capitólio

Em 6 de janeiro de 2021, milhares de manifestantes invadiram o Capitólio, a sede do governo dos EUA, revoltados com acusações nunca comprovadas de fraude eleitoral. A invasão tinha por objetivo impedir a posse do recém-eleito presidente Joe Biden. O prédio foi vandalizado e cinco pessoas morreram. Cerca de 140 policiais ficaram feridos na invasão.

Explosão durante a invasão do Capitólio em 6 de janeiro de 2021.

Desde então, 1.358 pessoas, entre homens e mulheres, foram acusadas de invadir o prédio, segundo dados divulgados pelo Departamento de Justiça. No fim daquele ano, 725 cidadãos haviam sido presos.

Os condenados pela invasão na Justiça chegam a 500, com penas que variam entre dias a 20 anos de prisão.

Segundo a ordem executiva, ficam perdoados todos os investigados pela invasão ou crimes relacionados ao ataque ocorridos entre 6 e 20 de janeiro de 2021. Mais de 1.200 americanos foram condenadas por crimes no período, incluindo cerca de 200 pessoas que admitiram ter agredido policiais.

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*Com informações de G1

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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