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EUA entra em ‘shutdown’ após impasse, e serviços federais são interrompidos; entenda

O governo dos Estados Unidos começou a fechar suas operações a partir desta quarta-feira (1º/10), após impasse entre Congresso e o presidente Donald Trump por questões orçamentárias. É o chamado “shutdown”, o desligamento ou apagão do governo, o primeiro desde o mais longo da história, que durou 35 dias há sete anos.

O apagão vai paralisar o trabalho em múltiplos departamentos e agências federais, afetando centenas de milhares de funcionários governamentais, e pode levar a perda de milhares de empregos em agências federais por todo o país.

A paralisação começou horas depois que o Senado rejeitou uma medida de gastos de curto prazo que teria mantido as operações do governo funcionando até 21 de novembro. Os democratas se opuseram à legislação devido à recusa dos republicanos em anexar uma extensão dos benefícios de saúde para milhões de americanos que expirarão no final do ano. Os republicanos – partido do presidente – dizem que a questão deve ser tratada separadamente.

Em questão no financiamento do governo estão US$ 1,7 trilhão para operações de agências, o que representa aproximadamente um quarto do orçamento total do governo de US$ 7 trilhões. Grande parte do restante vai para programas de saúde, aposentadoria e pagamentos de juros sobre a crescente dívida de US$ 37,5 trilhões.


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Desde que assumiu a Casa Branca, Trump se mostrou empenhado em remodelar o governo federal, promovendo demissões de milhares de funcionários federais. Ele alertou os democratas do Congresso que uma paralisação poderia abrir caminho para ações “irreversíveis”, incluindo cortes de mais empregos e programas.

Trump e funcionários da Casa Branca teriam ameaçado punir os democratas com cortes em programas governamentais e na folha de pagamento federal. O diretor de orçamento de Trump, Russell Vought, ameaçou fazer demissões permanentes na semana passada no caso de uma paralisação.

A mais longa paralisação do governo na história dos EUA se estendeu por 35 dias, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019 durante o primeiro mandato de Trump, em uma disputa sobre segurança na fronteira.

Os republicanos têm maioria em ambas as câmaras do Congresso, mas as regras legislativas exigem que 60 dos 100 senadores concordem com a legislação de gastos. Isso significa que pelo menos sete democratas são necessários para aprovar um projeto de lei de financiamento. Os democratas estão sob pressão em torno das eleições de meio de mandato de 2026, que determinarão o controle do Congresso para os dois últimos anos do mandato de Trump.

Junto com os subsídios de saúde estendidos, os democratas também buscaram garantir que Trump não seja capaz de desfazer mudanças caso elas sejam transformadas em lei. Trump se recusou a gastar bilhões de dólares aprovados pelo Congresso, levando alguns democratas a questionar por que deveriam votar em qualquer legislação de gastos.

Segundo analistas, o clima polarizado dos EUA após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk e o crescente poder nas alas extremas de ambos os partidos podem dificultar que os líderes partidários concordem com um acordo para reabrir o governo.

*Com informações de Folha de S. Paulo

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O governo dos Estados Unidos começou a fechar suas operações a partir desta quarta-feira (1º/10), após impasse entre Congresso e o presidente Donald Trump por questões orçamentárias. É o chamado “shutdown”, o desligamento ou apagão do governo, o primeiro desde o mais longo da história, que durou 35 dias há sete anos.

O apagão vai paralisar o trabalho em múltiplos departamentos e agências federais, afetando centenas de milhares de funcionários governamentais, e pode levar a perda de milhares de empregos em agências federais por todo o país.

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Em questão no financiamento do governo estão US$ 1,7 trilhão para operações de agências, o que representa aproximadamente um quarto do orçamento total do governo de US$ 7 trilhões. Grande parte do restante vai para programas de saúde, aposentadoria e pagamentos de juros sobre a crescente dívida de US$ 37,5 trilhões.


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Trump e funcionários da Casa Branca teriam ameaçado punir os democratas com cortes em programas governamentais e na folha de pagamento federal. O diretor de orçamento de Trump, Russell Vought, ameaçou fazer demissões permanentes na semana passada no caso de uma paralisação.

A mais longa paralisação do governo na história dos EUA se estendeu por 35 dias, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019 durante o primeiro mandato de Trump, em uma disputa sobre segurança na fronteira.

Os republicanos têm maioria em ambas as câmaras do Congresso, mas as regras legislativas exigem que 60 dos 100 senadores concordem com a legislação de gastos. Isso significa que pelo menos sete democratas são necessários para aprovar um projeto de lei de financiamento. Os democratas estão sob pressão em torno das eleições de meio de mandato de 2026, que determinarão o controle do Congresso para os dois últimos anos do mandato de Trump.

Junto com os subsídios de saúde estendidos, os democratas também buscaram garantir que Trump não seja capaz de desfazer mudanças caso elas sejam transformadas em lei. Trump se recusou a gastar bilhões de dólares aprovados pelo Congresso, levando alguns democratas a questionar por que deveriam votar em qualquer legislação de gastos.

Segundo analistas, o clima polarizado dos EUA após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk e o crescente poder nas alas extremas de ambos os partidos podem dificultar que os líderes partidários concordem com um acordo para reabrir o governo.

*Com informações de Folha de S. Paulo

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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