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Falta de água pesa mais para mulheres e meninas, aponta relatório global

As desigualdades de gênero ainda impactam diretamente o acesso à água no mundo, afetando de forma mais intensa mulheres e meninas. É o que aponta o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta quinta-feira (19/3) pela UNESCO, em nome da ONU-Água.

De acordo com o estudo, mulheres são responsáveis pela coleta de água em mais de 70% dos domicílios rurais sem acesso ao serviço. Globalmente, elas e meninas dedicam cerca de 250 milhões de horas por dia a essa tarefa, tempo que poderia ser investido em educação, trabalho ou lazer.

Apesar desse papel central, o relatório destaca que mulheres seguem sub-representadas em cargos de liderança e na tomada de decisões relacionadas à gestão hídrica. Para o diretor-geral da UNESCO, Khaled El-Enany, ampliar a participação feminina é essencial para o desenvolvimento sustentável.

O documento também alerta que 2,1 bilhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável segura, com impactos mais severos sobre mulheres e meninas. Além do esforço físico, elas enfrentam prejuízos à educação, riscos à saúde e maior vulnerabilidade à violência, especialmente em regiões com infraestrutura precária.


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A falta de saneamento básico adequado também agrava o cenário. Entre 2016 e 2022, cerca de 10 milhões de adolescentes deixaram de frequentar escola ou trabalho em 41 países devido a dificuldades relacionadas à higiene menstrual.

O relatório ainda aponta que desigualdades no acesso à terra contribuem para limitar o acesso das mulheres à água, especialmente em atividades produtivas como a agricultura.

Entre as recomendações, estão a eliminação de barreiras legais, maior investimento em dados sobre desigualdade de gênero, valorização do trabalho não remunerado e incentivo à participação feminina em áreas técnicas e de governança hídrica.

Com informações da Agência Brasil.

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As desigualdades de gênero ainda impactam diretamente o acesso à água no mundo, afetando de forma mais intensa mulheres e meninas. É o que aponta o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos Recursos Hídricos, divulgado nesta quinta-feira (19/3) pela UNESCO, em nome da ONU-Água.

De acordo com o estudo, mulheres são responsáveis pela coleta de água em mais de 70% dos domicílios rurais sem acesso ao serviço. Globalmente, elas e meninas dedicam cerca de 250 milhões de horas por dia a essa tarefa, tempo que poderia ser investido em educação, trabalho ou lazer.

Apesar desse papel central, o relatório destaca que mulheres seguem sub-representadas em cargos de liderança e na tomada de decisões relacionadas à gestão hídrica. Para o diretor-geral da UNESCO, Khaled El-Enany, ampliar a participação feminina é essencial para o desenvolvimento sustentável.

O documento também alerta que 2,1 bilhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável segura, com impactos mais severos sobre mulheres e meninas. Além do esforço físico, elas enfrentam prejuízos à educação, riscos à saúde e maior vulnerabilidade à violência, especialmente em regiões com infraestrutura precária.


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Entre as recomendações, estão a eliminação de barreiras legais, maior investimento em dados sobre desigualdade de gênero, valorização do trabalho não remunerado e incentivo à participação feminina em áreas técnicas e de governança hídrica.

Com informações da Agência Brasil.

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