O presidente dos Estados Unidos Donald Trump escolheu a Força Delta para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a esposa dele, Cilia Flores, em ação militar empreendida na madrugada deste sábado (3/1). A Delta é uma unidade de elite do Exército, que se compara a unidade Seals dos Corpo de Fuzileiros Navais, empregada em ação de contraterrorismo e resgate de reféns.
Essa unidade do Exército tem histórico de ações espetaculares em teatros de operações complicados, como a captura do terrorista Ossama Bin Laden, numa ação realizada ao lado dos Seals, e a morte e assassinato de Saddam Hussein, ex-presidente do Iraque. O maior fracasso da unidade ocorreu em 1979, quando falhou em resgatar 79 reféns norte-americanos sequestrados por estudantes xiitas ligados ao novo regime do Irã liderado pelo Aiatolá Khomeini.
Conforme revelou, na tarde deste sábado, Trump deu autorização para a operação da unidade Delta há alguns dias, mas que questões meteorológicas obrigaram a transferência para a madrugada deste sábado. Trump também revelou que viu toda a movimentação dos militares e a captura do agora ex-presidente da Venezuela. “Foi como assistir um programa de televisão”, afirmou.
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Julgamento em Nova York
Na mesma entrevista concedida a um canal de TV em Mar-el-Lago, casa de fim de semana, Trump disse que após a captura Maduro e Cília Flores foram levados para um dos navios da Marinha estacionados no Mar do Caribe desde meados do ano passado.
De lá, o ex-presidente será levado para Nova York, numa viagem que pode durar até uma semana. Na Big Aplle, Maduro e Cília será julgados por crimes de terrorismo e narcotráfico. Conforme a procuradora-geral dos EUA, Pam Brodi, uma corte especial será formada para o julgamento do ex-dirigente venezuelano.