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Guerra dos streamings: Paramount contra-ataca Netflix e faz oferta hostil de US$ 108 bilhões pela Warner

A Paramount Skydance lançou nesta segunda-feira uma chamada “oferta hostil” no valor de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 592 bilhões) pela Warner Bros Discovery, numa tentativa de interferir no acordo com a Netflix, que no final da semana passada anunciou que havia vencido o leilão pela compra do lendário estúdio de cinema.

Na sexta-feira (5/12), a gigante do streaming saiu vitoriosa de uma guerra de lances que durou semanas com a Paramount e a Comcast, garantindo um acordo de capital de US$ 72 bilhões (cerca de R$ 392 bilhões) para a TV, os estúdios de cinema e os ativos de streaming da Warner Bros Discovery. A oferta, que vale US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões), incluindo dívidas, e vem com uma multa por rescisão de US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 31 bilhões) da Netflix.

O acordo, no entanto, ainda não é uma certeza: Ele vai precisar passar escrutínio dos órgãos de defesa da concorrência, e vários políticos e setores de Hollywood já se manifestaram contra a compra da Warner pela Netflix, alegando que isso criaria um grande monopólio do streaming e causaria dano ao modelo de exibição nos cinemas, algo que a Netflix sempre se manifestou pouco disposta a favorecer.


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A Paramount apresentou várias ofertas a partir de setembro para criar uma potência do entretenimento capaz de desafiar a Netflix e gigantes da tecnologia, como a Apple, que se expandiram para a mídia, mas todas elas foram rejeitadas. Ela se ofereceu para comprar toda a empresa por US$ 30 (R$ 163) por ação, em comparação com a oferta de quase US$ 28 (R$ 152) por ação da Netflix.

“Ofertas hostis” são efetivadas sem consentimento. O modelo consiste na tentativa direta de negócio com os acionistas da empresa, sem o aval prévio de diretores e conselheiros. Para isso, é necessária a apresentação de uma oferta agressiva, assim como a realizada pela Paramount para conquistar os membros votantes.

No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que estará “envolvido nesta decisão”. Em um evento em Washington, Trump disse que a Netflix já tem uma grande parcela do mercado e que isso “pode ser um problema”. Já nesta segunda (8), Trump afirmou que “não é amigo nem da Netflix nem da Paramount Skydance”, apesar de os CEOs de ambas as companhias, Ted Sarandos da Netflix, e David Ellison da Paramount, serem próximos da Casa Branca.

*Com informações de UOL   

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A Paramount Skydance lançou nesta segunda-feira uma chamada “oferta hostil” no valor de US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 592 bilhões) pela Warner Bros Discovery, numa tentativa de interferir no acordo com a Netflix, que no final da semana passada anunciou que havia vencido o leilão pela compra do lendário estúdio de cinema.

Na sexta-feira (5/12), a gigante do streaming saiu vitoriosa de uma guerra de lances que durou semanas com a Paramount e a Comcast, garantindo um acordo de capital de US$ 72 bilhões (cerca de R$ 392 bilhões) para a TV, os estúdios de cinema e os ativos de streaming da Warner Bros Discovery. A oferta, que vale US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões), incluindo dívidas, e vem com uma multa por rescisão de US$ 5,8 bilhões (cerca de R$ 31 bilhões) da Netflix.

O acordo, no entanto, ainda não é uma certeza: Ele vai precisar passar escrutínio dos órgãos de defesa da concorrência, e vários políticos e setores de Hollywood já se manifestaram contra a compra da Warner pela Netflix, alegando que isso criaria um grande monopólio do streaming e causaria dano ao modelo de exibição nos cinemas, algo que a Netflix sempre se manifestou pouco disposta a favorecer.


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“Ofertas hostis” são efetivadas sem consentimento. O modelo consiste na tentativa direta de negócio com os acionistas da empresa, sem o aval prévio de diretores e conselheiros. Para isso, é necessária a apresentação de uma oferta agressiva, assim como a realizada pela Paramount para conquistar os membros votantes.

No domingo, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que estará “envolvido nesta decisão”. Em um evento em Washington, Trump disse que a Netflix já tem uma grande parcela do mercado e que isso “pode ser um problema”. Já nesta segunda (8), Trump afirmou que “não é amigo nem da Netflix nem da Paramount Skydance”, apesar de os CEOs de ambas as companhias, Ted Sarandos da Netflix, e David Ellison da Paramount, serem próximos da Casa Branca.

*Com informações de UOL   

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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