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Japão tem primeira mulher premiê em sua história: conservadora Sanae Takaichi assume o cargo

Sanae Takaichi, líder do Partido Liberal Democrata do Japão, foi eleita a primeira mulher primeira-ministra pelo Parlamento nesta terça-feira (21/10), em um momento marcante para o país historicamente patriarcal.

Takaichi recebeu 237 votos, superando a maioria dos 465 assentos da Câmara Baixa, de acordo com funcionários da Câmara dos Deputados do Japão.

A conquista ocorre depois que o Partido Liberal Democrata, que governou o Japão durante a maior parte de sua história do pós-guerra, chegou a um acordo de coalizão com o Partido da Inovação do Japão, de direita, conhecido como Ishin.

Empossada como o 104º primeira-ministra do Japão ela irá suceder Shigeru Ishiba, que anunciou sua renúncia no mês passado para assumir a responsabilidade pelas derrotas eleitorais.

Quem é Sanae Takaichi?

Ela tem 64 anos. Ao contrário de muitos de seus pares masculinos, Takaichi não vem de uma dinastia política. Ela nasceu na província de Nara, filha de um pai que trabalhava para uma montadora e de uma mãe que era policial.

Na juventude, tocou bateria numa banda de heavy metal na faculdade, e continua fã de grupos como Black Sabbath e Iron Maiden. Segundo a imprensa japonesa, ela continua tocando bateria elétrica em casa quando se sente estressada.

Membro proeminente do grupo de lobby ultranacionalista Nippon Kaigi, ela promove uma educação patriótica. A nova premiê também apoiou a revisão da constituição pacifista do Japão, particularmente o Artigo 9, que renuncia à guerra e proíbe o uso de forças militares. Ela é conservadora e fã da ex-primeira-ministra inglesa Margaret Thatcher.

Takaichi se casou em 2004.


Leia mais:

Com falhas na defesa, Brasil perde pela primeira vez na história para o Japão

Artistas pressionam Lula a indicar mulher a vaga no STF: “Merecemos voz”


Desafios para a nova primeira-ministra

Os problemas econômicos e demográficos do Japão representam desafios imediatos para Takaichi. A queda na taxa de natalidade do país significa uma força de trabalho cada vez menor, sobrecarregada com o sustento de uma população idosa crescente. A inflação recorde e o iene desvalorizado também estão pressionando as famílias e elevando o custo de vida.

Logo após sua eleição como líder do PLD, o iene atingiu uma nova mínima em meio às expectativas de um grande estímulo fiscal. Takaichi propôs gastos em larga escala e inflação baixa sob sua própria bandeira, “Sanaenomics”, ecoando a “Abenomics” de seu mentor Shinzo Abe.

As relações comerciais com Washington podem ser complicadas, principalmente em relação ao acordo de investimento de US$ 550 bilhões entre Japão e Estados Unidos, anunciado em setembro, que Takaichi já havia dito que poderia revisitar.

Atualmente, o investimento japonês nos EUA tem como alvo setores como semicondutores, energia, produtos farmacêuticos e construção naval, além de comprar US$ 8 bilhões anualmente em produtos agrícolas americanos. Em troca, os governo Trump reduziu as tarifas sobre produtos japoneses, incluindo automóveis, para um patamar de 15%.

Espera-se que um dos seus primeiros compromissos internacionais será um encontro com o presidente americano Donald Trump.

*Com informações de CNN Brasil

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Sanae Takaichi, líder do Partido Liberal Democrata do Japão, foi eleita a primeira mulher primeira-ministra pelo Parlamento nesta terça-feira (21/10), em um momento marcante para o país historicamente patriarcal.

Takaichi recebeu 237 votos, superando a maioria dos 465 assentos da Câmara Baixa, de acordo com funcionários da Câmara dos Deputados do Japão.

A conquista ocorre depois que o Partido Liberal Democrata, que governou o Japão durante a maior parte de sua história do pós-guerra, chegou a um acordo de coalizão com o Partido da Inovação do Japão, de direita, conhecido como Ishin.

Empossada como o 104º primeira-ministra do Japão ela irá suceder Shigeru Ishiba, que anunciou sua renúncia no mês passado para assumir a responsabilidade pelas derrotas eleitorais.

Quem é Sanae Takaichi?

Ela tem 64 anos. Ao contrário de muitos de seus pares masculinos, Takaichi não vem de uma dinastia política. Ela nasceu na província de Nara, filha de um pai que trabalhava para uma montadora e de uma mãe que era policial.

Na juventude, tocou bateria numa banda de heavy metal na faculdade, e continua fã de grupos como Black Sabbath e Iron Maiden. Segundo a imprensa japonesa, ela continua tocando bateria elétrica em casa quando se sente estressada.

Membro proeminente do grupo de lobby ultranacionalista Nippon Kaigi, ela promove uma educação patriótica. A nova premiê também apoiou a revisão da constituição pacifista do Japão, particularmente o Artigo 9, que renuncia à guerra e proíbe o uso de forças militares. Ela é conservadora e fã da ex-primeira-ministra inglesa Margaret Thatcher.

Takaichi se casou em 2004.


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Logo após sua eleição como líder do PLD, o iene atingiu uma nova mínima em meio às expectativas de um grande estímulo fiscal. Takaichi propôs gastos em larga escala e inflação baixa sob sua própria bandeira, “Sanaenomics”, ecoando a “Abenomics” de seu mentor Shinzo Abe.

As relações comerciais com Washington podem ser complicadas, principalmente em relação ao acordo de investimento de US$ 550 bilhões entre Japão e Estados Unidos, anunciado em setembro, que Takaichi já havia dito que poderia revisitar.

Atualmente, o investimento japonês nos EUA tem como alvo setores como semicondutores, energia, produtos farmacêuticos e construção naval, além de comprar US$ 8 bilhões anualmente em produtos agrícolas americanos. Em troca, os governo Trump reduziu as tarifas sobre produtos japoneses, incluindo automóveis, para um patamar de 15%.

Espera-se que um dos seus primeiros compromissos internacionais será um encontro com o presidente americano Donald Trump.

*Com informações de CNN Brasil

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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