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Justiça da Suíça anula condenação de Cuca por estupro de jovem nos anos 80

A Justiça Suíça anulou o processo que condenou por estupro o técnico Cuca. O caso que aconteceu com a menor, que na época tinha 13 anos

A Justiça da Suíça anulou o processo que condenou por estupro o técnico Cuca. O caso que aconteceu com a menor, que na época tinha 13 anos, foi em 1987, no hotel em que o time do Grêmio estava concentrado durante uma excursão no país.

A decisão foi da juíza Bettina Bochsler, do Tribunal Regional de Berna-Mittlelland, após pedido da defesa do treinador por um novo julgamento do caso. Inicialmente, a defesa contratada por Cuca para rever o caso entrou com um pedido de abertura de novo processo, alegando que ele fora julgado à revelia, sem representação legal.

Nos autos do despacho, a juíza mostra problemas na comunicação entre o advogado de defesa e o Cuca. O defensor se retirou do caso um ano antes do julgamento, em 1989.

“Em sua sentença, o tribunal criminal, portanto, brou-se fortemente nas provas obtidas na audiência principal. Tendo em vista o fato de que a pessoa condenada não estava presente nem representada, não foi possível que ela comentasse as declarações incriminatórias e fizesse perguntas complementares.”, diz trecho do despacho.


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A defesa de Cuca reuniu novos elementos e tinha como objetivo provar a inocência do hoje treinador num eventual novo julgamento. O pedido chegou a ser aceito pela Justiça do país, mas, instado a se manifestar, o Ministério Público local alegou a prescrição do crime e sugeriu anulação da pena e a extinção do processo, o que foi acatado pela juíza.

Importante frisar que o mérito do caso, julgado em 1989, não foi reavaliado pela Justiça local. Não se trata de uma mudança no veredito inicial, mas, sim, de uma extinção daquele processo. Cuca receberá ainda uma indenização de 9,5 mil francos suíços (R$ 54,8 mil). A decisão foi publicada nesta quarta-feira.

“Hoje eu entendo que deveria ter tratado desse assunto antes. Estou aliviado com o resultado e convicto de que os últimos 8 meses, mesmo tendo sido emocionalmente difíceis, aconteceram no tempo certo e de Deus”, afirmou o treinador, através de sua assessoria de imprensa, ao comentar a decisão.

Quando o caso retomou ao cenário nacional, o treinador teve que interromper a carreira, quando havia assumido o Corinthians, no ano passado. Diante da forte pressão, Cuca ficou dois jogos à frente do clube paulista e pediu demissão.

Além disso, cabe salientar que a decisão da juíza não entra no mérito da acusação. Pela lei suíça atual uma condenação por estupro seria algo equivalente a 15 meses de prisão e multa.

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A Justiça da Suíça anulou o processo que condenou por estupro o técnico Cuca. O caso que aconteceu com a menor, que na época tinha 13 anos, foi em 1987, no hotel em que o time do Grêmio estava concentrado durante uma excursão no país.

A decisão foi da juíza Bettina Bochsler, do Tribunal Regional de Berna-Mittlelland, após pedido da defesa do treinador por um novo julgamento do caso. Inicialmente, a defesa contratada por Cuca para rever o caso entrou com um pedido de abertura de novo processo, alegando que ele fora julgado à revelia, sem representação legal.

Nos autos do despacho, a juíza mostra problemas na comunicação entre o advogado de defesa e o Cuca. O defensor se retirou do caso um ano antes do julgamento, em 1989.

“Em sua sentença, o tribunal criminal, portanto, brou-se fortemente nas provas obtidas na audiência principal. Tendo em vista o fato de que a pessoa condenada não estava presente nem representada, não foi possível que ela comentasse as declarações incriminatórias e fizesse perguntas complementares.”, diz trecho do despacho.


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Importante frisar que o mérito do caso, julgado em 1989, não foi reavaliado pela Justiça local. Não se trata de uma mudança no veredito inicial, mas, sim, de uma extinção daquele processo. Cuca receberá ainda uma indenização de 9,5 mil francos suíços (R$ 54,8 mil). A decisão foi publicada nesta quarta-feira.

“Hoje eu entendo que deveria ter tratado desse assunto antes. Estou aliviado com o resultado e convicto de que os últimos 8 meses, mesmo tendo sido emocionalmente difíceis, aconteceram no tempo certo e de Deus”, afirmou o treinador, através de sua assessoria de imprensa, ao comentar a decisão.

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