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Mercado argentino dá choque de realidade a Milei

Após um mês da posse do então presidente da Argentina, Javier Milei, o cenário é de títulos caindo, peso se enfraquecendo novamente e investidores cautelosos com os novos leilões de dívida do governo.

Após um mês da posse do então presidente da Argentina, Javier Milei, o cenário é de títulos caindo, peso se enfraquecendo novamente e investidores cautelosos com os novos leilões de dívida do governo.

O “banho de água fria” dos investidores, transparece o enorme desafio de Milei para conter a inflação, evitar a agitação social, reconstruir as reservas do país e resgatar um programa de US$ 44 bi com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Sem maioria no Congresso, o novo presidente argentino também enfrenta resistência ao seu projeto de reforma “Ómnibus“, que visa privatizar entidades estatais e aumentar os impostos.

“A realidade está batendo na cara dele. Suas intenções são boas, mas isso não é suficiente e é isso que estamos começando a ver.” disse o analista financeiro Marcelo Rojas.

Os preços dos títulos soberanos do país começaram a cair depois de uma forte corrida desde a vitória de Milei, em meados de novembro. Um índice de risco do país atingiu o nível mais alto em sete semanas, e um título destinado aos importadores não conseguiu encontrar compradores.


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Enquanto isso, a diferença entre a taxa de câmbio oficial do peso-dólar e as taxas paralelas usadas por muitos para contornar os rígidos controles de capital, está aumentando novamente depois que uma grande desvalorização em dezembro a reduziu significativamente.

“O governo está começando a enfrentar seus primeiros obstáculos. Sua falta de força política está agora mais evidente, o bônus para os importadores não conseguiu decolar e a diferença cambial aumentou novamente mais cedo do que o esperado”, disse a corretora Cohen em uma nota.

Ela acrescentou que o decreto de Milei e o projeto de reforma não parecem promissores, a menos que o presidente esteja disposto a fazer concessões. No entanto, o Banco Central acumulou quase US$ 4 bilhões em reservas de moeda estrangeira desde que Milei assumiu o cargo, e o índice de ações local S&P Merval continua em forte alta, com a empresa petrolífera estatal YPF sendo impulsionada por conversas sobre privatização.

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Após um mês da posse do então presidente da Argentina, Javier Milei, o cenário é de títulos caindo, peso se enfraquecendo novamente e investidores cautelosos com os novos leilões de dívida do governo.

O “banho de água fria” dos investidores, transparece o enorme desafio de Milei para conter a inflação, evitar a agitação social, reconstruir as reservas do país e resgatar um programa de US$ 44 bi com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Sem maioria no Congresso, o novo presidente argentino também enfrenta resistência ao seu projeto de reforma “Ómnibus“, que visa privatizar entidades estatais e aumentar os impostos.

“A realidade está batendo na cara dele. Suas intenções são boas, mas isso não é suficiente e é isso que estamos começando a ver.” disse o analista financeiro Marcelo Rojas.

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