O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou a integridade do processo eleitoral em três estados americanos neste domingo (1º/11) e fez acusações contra imigrantes somalis e integrantes do Partido Democrata. Durante um comício em Dubuque, no estado de Iowa, o republicano afirmou que imigrantes votariam de acordo com orientações recebidas e acusou democratas no Alasca de cometerem fraude eleitoral. Não há provas que sustentem as declarações.
Ao falar sobre a presença de imigrantes somalis nos Estados Unidos, Trump afirmou que grupos estariam se deslocando para Ohio com o objetivo de interferir nas eleições e formar comunidades no estado.
“Há grupos enormes de somalis indo para Ohio, tentando interferir nas eleições e começando a formar suas comunidades aqui. Nós não os queremos”, declarou.
O presidente também direcionou críticas à população somali de Minnesota ao afirmar que os integrantes desse grupo votariam conforme orientações de terceiros.
“Eles votam exatamente como lhes mandam votar”, disse Trump.
Democratas no Alasca
Durante o mesmo discurso, Trump acusou os democratas do Alasca de promoverem uma suposta fraude eleitoral em larga escala. Segundo ele, integrantes do partido teriam coordenado o recrutamento de um candidato para dividir os votos no estado.
A declaração ocorreu horas após um juiz federal rejeitar uma ação do Departamento de Justiça que buscava atrasar a certificação da eleição para o Senado no Alasca.
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Trump também voltou a defender que a candidata democrata Mary Peltola seja processada pelo caso.
“Não podemos permitir que esse comportamento continue em nossas eleições”, afirmou.
Trump condiciona respeito
Na semana passada, ao ser questionado sobre se respeitaria os resultados eleitorais, o presidente americano condicionou o reconhecimento do resultado à avaliação de que o processo tenha sido conduzido de maneira correta.
“Respeitarei se forem eleições honestas, sim”, respondeu.
As declarações ocorrem em meio à intensificação das disputas políticas e judiciais envolvendo o sistema eleitoral americano. Trump voltou a questionar a legitimidade de processos eleitorais e a levantar suspeitas sobre a atuação de adversários políticos, sem apresentar evidências que comprovem as acusações feitas no comício.
