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Morre Alain Delon, lenda do cinema francês, aos 89 anos

Ator icônico do cinema francês chegou a manifestar desejo por suicídio assistido; imagem de rebelde nunca deixou carreira de Alain Delon.

Foi anunciado neste domingo (18/8) o falecimento do ator francês Alain Delon: Seus três filhos reportaram a morte do ator em sua casa em Douchy, departamento a 130 km de Paris. Delon tinha 89 anos. A causa da morte não foi revelada.

Nascido em 1935, Delon teve uma infância difícil: Abandonado pelo pai, acabou criado pela babá, cujo marido trabalhava para a prisão de Fresnes (segunda maior penitenciária da França, ao sul de Paris), o que permitiu ao rapaz conhecer o ambiente da cadeia, o que sem dúvida serviu como base para os criminosos que viria a interpretar no cinema.

Anos depois, teve passagens por colégios internos: foi expulso de seis escolas entre os 8 e os 14 anos, quando deixou a escola definitivamente para ir trabalhar para o novo marido de sua mãe, Paul Boulogne, que era dono de uma delicatessen. Aos 17 anos, alistou-se na marinha e chegou a ser preso temporariamente por roubar equipamentos de rádio.

Após ser dispensado em 1955, Delon fez vários trabalhos temporários e tornou-se amigo de alguns atores de cinema, com os quais compareceu ao festival de cinema de Cannes em 1957. Durante o festival, Delon chamou a atenção de um caçador de talentos do produtor americano David Selznick, que lhe ofereceu um contrato com a condição de aprender inglês. No entanto, após conhecer o diretor francês Yves Allégret, Delon decidiu seguir carreira na França.


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Delon estourou com o filme “O Sol por Testemunha” (1959), suspense que fez sucesso no mundo todo. Entre as décadas de 1960 e 1970, Delon estrelou mais de 80 produções cinematográficas, incluindo as obras-primas “Rocco e Seus Irmãos” (1960) e “O Leopardo” (1963). Durante esse período, chegou a ser considerado “o homem mais bonito do mundo”.

Delon, no auge da carreira (Foto: Reprodução).

Em 1967, veio seu papel mais famoso, o de um assassino de aluguel no filme policial “O Samurai” (1967). A partir daí, Delon faria papéis de mafiosos e criminosos com frequência, se tornando um astro popular. No entanto, o astro nunca quis investir numa carreira em Hollywood.

Sua última grande aparição foi para receber uma Palma de Ouro honorária no Festival de Cinema de Cannes, em maio de 2019. Após sofrer um AVC no mesmo ano, Delon passou a viver recluso em sua propriedade, e sua família chegou a declarar que ele manifestou o desejo de se submeter ao suicídio assistido, após presenciar o sofrimento da esposa, Nathalie, que morreu em 2021 por câncer no pâncreas, antes de conseguir as autorizações necessárias para o procedimento.

Na sua última grande entrevista em 2018, Delon disse:

“Eu nunca sonhei com essa carreira, ela simplesmente aconteceu. Eu não fui feito para ser Alain Delon. Eu deveria ter morrido há muito tempo. Isso se chama destino”.

No X, o presidente francês Emmanuel Macron escreveu:

“Alain Delon interpretou papéis lendários e fez o mundo sonhar. Emprestando seu rosto inesquecível para sacudir nossas vidas. Melancólico, popular, reservado, ele era mais do que uma estrela: era um monumento francês”.

Com informações de UOL e G1.

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Foi anunciado neste domingo (18/8) o falecimento do ator francês Alain Delon: Seus três filhos reportaram a morte do ator em sua casa em Douchy, departamento a 130 km de Paris. Delon tinha 89 anos. A causa da morte não foi revelada.

Nascido em 1935, Delon teve uma infância difícil: Abandonado pelo pai, acabou criado pela babá, cujo marido trabalhava para a prisão de Fresnes (segunda maior penitenciária da França, ao sul de Paris), o que permitiu ao rapaz conhecer o ambiente da cadeia, o que sem dúvida serviu como base para os criminosos que viria a interpretar no cinema.

Anos depois, teve passagens por colégios internos: foi expulso de seis escolas entre os 8 e os 14 anos, quando deixou a escola definitivamente para ir trabalhar para o novo marido de sua mãe, Paul Boulogne, que era dono de uma delicatessen. Aos 17 anos, alistou-se na marinha e chegou a ser preso temporariamente por roubar equipamentos de rádio.

Após ser dispensado em 1955, Delon fez vários trabalhos temporários e tornou-se amigo de alguns atores de cinema, com os quais compareceu ao festival de cinema de Cannes em 1957. Durante o festival, Delon chamou a atenção de um caçador de talentos do produtor americano David Selznick, que lhe ofereceu um contrato com a condição de aprender inglês. No entanto, após conhecer o diretor francês Yves Allégret, Delon decidiu seguir carreira na França.


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Delon, no auge da carreira (Foto: Reprodução).

Em 1967, veio seu papel mais famoso, o de um assassino de aluguel no filme policial “O Samurai” (1967). A partir daí, Delon faria papéis de mafiosos e criminosos com frequência, se tornando um astro popular. No entanto, o astro nunca quis investir numa carreira em Hollywood.

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Na sua última grande entrevista em 2018, Delon disse:

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“Alain Delon interpretou papéis lendários e fez o mundo sonhar. Emprestando seu rosto inesquecível para sacudir nossas vidas. Melancólico, popular, reservado, ele era mais do que uma estrela: era um monumento francês”.

Com informações de UOL e G1.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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