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Netanyahu afirma que assassinar o líder supremo do Irã encerraria conflito

A ofensiva militar, iniciada na sexta-feira (13/6) com a chamada “Operação Leão Ascendente”, matou líderes da Guarda Revolucionária Iraniana e danificou instalações nucleares estratégicas

Em entrevista concedida a emissora de TV norte-americana ABC News, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (16/6) que assassinar o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, seria a única forma de “encerrar com o conflito” entre os dois países.

A fala de Netanyahu ocorre em meio à intensificação do confronto militar, que já deixou mais de 246 mortos – sendo 224 no Irã e 22 em Israel, segundo autoridades locais. O premiê israelense declarou ainda que irá eliminar os comandantes iranianos “um a um” e que a campanha atual está “mudando a face do Oriente Médio”.

A ofensiva militar, iniciada na sexta-feira (13/6) com a chamada “Operação Leão Ascendente”, matou líderes da Guarda Revolucionária Iraniana e danificou instalações nucleares estratégicas, como a de Natanz. Entre os mortos, estão o chefe das Forças Armadas iranianas, Mohammad Bagheri, o chefe da inteligência da Guarda, Mohammad Kazemi, e o comandante Hossein Salami.

Israel também atingiu, neste fim de semana, áreas residenciais, refinarias, instalações nucleares e prédios governamentais em Teerã. Um ataque aéreo destruiu parte do Ministério da Defesa e danificou um edifício do Ministério das Relações Exteriores. Na capital iraniana, 60 pessoas morreram em um único ataque no sábado (14/6) — metade delas, crianças.

Em resposta, o Irã lançou mísseis contra refinarias israelenses e áreas urbanas, como Tel Aviv. Ao menos oito civis morreram nesta segunda-feira (16/6), segundo os serviços de emergência. A empresa Refinarias de Petróleo de Israel confirmou danos em seus dutos e linhas de transmissão na cidade de Haifa.

Israel acusa o Irã de possuir material físsil suficiente para fabricar ogivas nucleares em poucos dias. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), Teerã opera um programa secreto de desenvolvimento de armas nucleares. Desde 2020, ao menos seis cientistas nucleares iranianos foram mortos em ações atribuídas ao governo israelense.


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O Irã, por sua vez, acusa Israel de cometer crimes de guerra, especialmente após o bombardeio a uma emissora estatal durante uma transmissão ao vivo. O premiê Netanyahu alegou que o país havia emitido alertas prévios para evacuação de civis em Teerã, incluindo moradores do Distrito 3, onde estão concentradas embaixadas e ministérios.

O avanço do conflito preocupa líderes internacionais e gera instabilidade nos mercados. O preço do petróleo, que já havia subido 9% na sexta-feira, deve continuar em alta com a nova rodada de ataques a infraestruturas energéticas iranianas.

As Forças de Defesa de Israel também atingiram, no domingo (15), um avião de reabastecimento no aeroporto de Mashhad, no leste do Irã, a mais de 2.300 km de Israel — o alvo mais distante já atingido até agora.

Apesar da escalada militar, negociações para um possível cessar-fogo estão em andamento, mas ainda sem sinal de avanço concreto. Analistas alertam para o risco de o conflito se alastrar por toda a região, especialmente se instalações nucleares forem destruídas de forma irreversível.

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Em entrevista concedida a emissora de TV norte-americana ABC News, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta segunda-feira (16/6) que assassinar o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, seria a única forma de “encerrar com o conflito” entre os dois países.

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Israel acusa o Irã de possuir material físsil suficiente para fabricar ogivas nucleares em poucos dias. Segundo as Forças de Defesa de Israel (IDF), Teerã opera um programa secreto de desenvolvimento de armas nucleares. Desde 2020, ao menos seis cientistas nucleares iranianos foram mortos em ações atribuídas ao governo israelense.


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