Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Nível global do mar subiu acima do esperado, afirma NASA

Aquecimento global pode ter contribuído para o aumento do nível do mar acelerado

O nível global do mar apresentou uma elevação acima do esperado em 2024. A informação foi divulgada pela Agência Espacial Norte-americana, a Nasa, na quinta-feira (13/03). De acordo com a análise, a taxa de elevação em 2024 foi de 0,59 centímetros, sendo que a expectativa era de 0,43 anuais.

Josh Willis, pesquisador especializado em níveis oceânicos Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência, explicou que variações são esperadas, mas que o aumento constatado vai além do esperado.

“Os dados que coletamos em 2024 demonstram um aumento além do que nossos modelos previram”, declarou. “Embora existam variações anuais, a tendência geral é inequívoca: os oceanos continuam subindo, e a velocidade desse processo está se intensificando progressivamente.”

Mudança no padrão de contribuição para a elevação do mar

Outra questão apontada pelo estudo da Nasa é uma alteração na principal causa do aumento do nível do mar. Historicamente, dois terços da elevação vinham do derretimento de geleiras e calotas polares, enquanto o terço restante era resultado da expansão térmica da água do oceano – processo causado pelo aquecimento global.


Leia mais

Rússia lança ataque contra Ucrânia em meio a negociação de cessar-fogo

Relatório da NASA aponta que Brasil poderá ficar inabitável em 50 anos por causa do aquecimento global


Em 2024, essa proporção se inverteu, com a expansão térmica se tornando o principal fator para o aumento do nível do mar. A mudança é atribuída ao fato de que o ano registrou as temperaturas mais altas já documentadas, segundo Nadya Vinogradova Shiffer, responsável por programas de oceanografia na sede da Nasa em Washington.

“Os oceanos respondem diretamente a esse aquecimento, atingindo os níveis mais altos já registrados em três décadas de monitoramento por satélite”, explicou.

Monitoramento contínuo dos oceanos

Desde 1993, quando começaram as medições via satélite, a taxa anual de elevação do nível do mar mais do que dobrou. No acumulado desse período, os oceanos subiram cerca de 10 centímetros. Atualmente, o monitoramento é feito pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich, lançado em 2020 para garantir medições precisas das superfícies oceânicas em aproximadamente 90% dos mares do planeta.

O estudo também destaca os mecanismos de aquecimento dos oceanos. Em condições normais, a água mais quente fica na superfície, enquanto camadas mais frias permanecem nas profundezas. Porém, em áreas de ventos intensos e correntes fortes, como no Oceano Austral, essas camadas podem se misturar, acelerando a transferência de calor para as profundezas.

O fenômeno El Niño também tem um papel importante nesse processo, pois redistribui massas de água quente do Pacífico Oeste para as regiões central e leste, alterando o equilíbrio térmico do oceano e contribuindo para o aumento do nível do mar.

Impactos para comunidades costeiras

A Nasa alerta que o crescimento contínuo do nível do mar agrava os riscos para regiões costeiras, tornando inundações em marés altas mais frequentes. Países como Indonésia e Estados Unidos já enfrentam episódios cada vez mais recorrentes desse tipo de evento climático extremo, aumentando a preocupação global sobre os impactos das mudanças climáticas.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O nível global do mar apresentou uma elevação acima do esperado em 2024. A informação foi divulgada pela Agência Espacial Norte-americana, a Nasa, na quinta-feira (13/03). De acordo com a análise, a taxa de elevação em 2024 foi de 0,59 centímetros, sendo que a expectativa era de 0,43 anuais.

Josh Willis, pesquisador especializado em níveis oceânicos Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da agência, explicou que variações são esperadas, mas que o aumento constatado vai além do esperado.

“Os dados que coletamos em 2024 demonstram um aumento além do que nossos modelos previram”, declarou. “Embora existam variações anuais, a tendência geral é inequívoca: os oceanos continuam subindo, e a velocidade desse processo está se intensificando progressivamente.”

Mudança no padrão de contribuição para a elevação do mar

Outra questão apontada pelo estudo da Nasa é uma alteração na principal causa do aumento do nível do mar. Historicamente, dois terços da elevação vinham do derretimento de geleiras e calotas polares, enquanto o terço restante era resultado da expansão térmica da água do oceano – processo causado pelo aquecimento global.


Leia mais

Rússia lança ataque contra Ucrânia em meio a negociação de cessar-fogo

Relatório da NASA aponta que Brasil poderá ficar inabitável em 50 anos por causa do aquecimento global


Em 2024, essa proporção se inverteu, com a expansão térmica se tornando o principal fator para o aumento do nível do mar. A mudança é atribuída ao fato de que o ano registrou as temperaturas mais altas já documentadas, segundo Nadya Vinogradova Shiffer, responsável por programas de oceanografia na sede da Nasa em Washington.

“Os oceanos respondem diretamente a esse aquecimento, atingindo os níveis mais altos já registrados em três décadas de monitoramento por satélite”, explicou.

Monitoramento contínuo dos oceanos

Desde 1993, quando começaram as medições via satélite, a taxa anual de elevação do nível do mar mais do que dobrou. No acumulado desse período, os oceanos subiram cerca de 10 centímetros. Atualmente, o monitoramento é feito pelo satélite Sentinel-6 Michael Freilich, lançado em 2020 para garantir medições precisas das superfícies oceânicas em aproximadamente 90% dos mares do planeta.

O estudo também destaca os mecanismos de aquecimento dos oceanos. Em condições normais, a água mais quente fica na superfície, enquanto camadas mais frias permanecem nas profundezas. Porém, em áreas de ventos intensos e correntes fortes, como no Oceano Austral, essas camadas podem se misturar, acelerando a transferência de calor para as profundezas.

O fenômeno El Niño também tem um papel importante nesse processo, pois redistribui massas de água quente do Pacífico Oeste para as regiões central e leste, alterando o equilíbrio térmico do oceano e contribuindo para o aumento do nível do mar.

Impactos para comunidades costeiras

A Nasa alerta que o crescimento contínuo do nível do mar agrava os riscos para regiões costeiras, tornando inundações em marés altas mais frequentes. Países como Indonésia e Estados Unidos já enfrentam episódios cada vez mais recorrentes desse tipo de evento climático extremo, aumentando a preocupação global sobre os impactos das mudanças climáticas.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

Deputado dos EUA compara Lula a Maduro em montagem

O deputado republicano Carlos Gimenez publicou na rede social X uma montagem do presidente Lula (PT) no lugar do venezuelano Nicolás Maduro, no dia...

Trump reduz lista de vacinas recomendadas a crianças nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10/8) uma ordem executiva que restringe a 11 doenças a lista de imunizações recomendadas...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Após terremoto na Colômbia, Lula oferece apoio do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta segunda-feira (10), por meio de nota oficial, preocupação e solidariedade ao povo colombiano após um...

Bloqueios do WhatsApp deixam usuários sem acesso a contas

Usuários do WhatsApp em diferentes países, incluindo o Brasil, relatam bloqueios de contas que, segundo eles, ocorreram sem explicação clara. Parte das pessoas afirma...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Parasita da malária fica mais resistente a remédios, aponta estudo

Um estudo publicado na revista Nature Microbiology identificou alterações genéticas no Plasmodium falciparum, parasita responsável pela forma mais grave da malária, que podem estar...

Câncer de Joe Biden espalhou pelo corpo e provoca fortes dores, revela filho do ex-presidente

O câncer de próstata de Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos, avançou para outras regiões do corpo e tem provocado fortes dores. A informação...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Deputado dos EUA compara Lula a Maduro em montagem

O deputado republicano Carlos Gimenez publicou na rede social X uma montagem do presidente Lula (PT) no lugar do venezuelano Nicolás Maduro, no dia...

Trump reduz lista de vacinas recomendadas a crianças nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta segunda-feira (10/8) uma ordem executiva que restringe a 11 doenças a lista de imunizações recomendadas...

Após terremoto na Colômbia, Lula oferece apoio do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou nesta segunda-feira (10), por meio de nota oficial, preocupação e solidariedade ao povo colombiano após um...

Bloqueios do WhatsApp deixam usuários sem acesso a contas

Usuários do WhatsApp em diferentes países, incluindo o Brasil, relatam bloqueios de contas que, segundo eles, ocorreram sem explicação clara. Parte das pessoas afirma...

Parasita da malária fica mais resistente a remédios, aponta estudo

Um estudo publicado na revista Nature Microbiology identificou alterações genéticas no Plasmodium falciparum, parasita responsável pela forma mais grave da malária, que podem estar...

Câncer de Joe Biden espalhou pelo corpo e provoca fortes dores, revela filho do ex-presidente

O câncer de próstata de Joe Biden, ex-presidente dos Estados Unidos, avançou para outras regiões do corpo e tem provocado fortes dores. A informação...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]