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“Nunca seremos russos”, diz jovem ucraniana sobre a guerra em seu país

O Fiscaliza Amazonas conversou ontem com a jovem Anastasiia Verblian, moradora da cidade de Ternopil, na região oeste da Ucrânia, para ter um relato em primeira mão do conflito no país desde a investida das forças armadas russas no dia de ontem. Anastasiia se mostrou tranquila até o momento, embora esteja obviamente preocupada, mas demonstrou ter carinho pelo Brasil e amor pelo seu país. “Nunca seremos russos, somos ucranianos”, ela fez questão de dizer.

Veja mais:

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Segundo Anastasiia, sua região ainda não foi afetada por bombardeios ou presença de exército. “Ternopil fica perto do centro do país, mas mais para a parte ocidental. Não temos bases militares por perto, e [os russos] estão atacando postos militares. Estão atacando civis também, por isso tivemos ataques perto, mas não muito perto. Não ouvi bombas e nem espero ouvir, mas ouvi e vi aviões russos passando pela nossa cidade”.

Ela mora com sua mãe e está preocupada com a situação dela no momento. “Tenho família espalhada por toda a Ucrânia, mas a maioria estão na parte ocidental”, disse Anastasiia. “Minha mãe fraturou a perna, então isso dificulta a nossa mobilidade. É uma situação assustadora”. Mesmo assim, ela diz não ter planos de deixar a cidade: “Estamos tentando ouvir nosso governo, que diz para não entrarmos em pânico, e isso é o mais importante agora. Os russos querem nos assustar, e muita gente está correndo para os bancos, para os supermercados, o que é normal nas circunstâncias. Todo mundo da parte de leste do país está fugindo para o oeste, e eu já estou no oeste, então não pretendo sair. Não tenho planos de sair da Ucrânia. Este é o meu país, o meu povo, e preciso ajudar a protegê-lo como eu puder. A Polônia disse que nos receberia, mas não tenho planos de partir”.

Mesmo assim, ela se mostrou com fé no futuro e esperançosa de que este conflito marque o começo do fim da era Putin no comando da Rússia. “Sou gerente de projetos numa companhia de TI que opera numa cidade bem perto da Rússia, uns 40 km. E no momento, todos os meus colegas estão em abrigos subterrâneos, à espera do fim dos ataques. A empresa está com planos de realocar todos os funcionários. É assustador, estamos tentando não entrar em pânico. Mas esperamos… Quer dizer, sabemos que vamos vencer esta guerra. Não somos russos nem nunca seremos. Quero agradecer a todo mundo que está nos apoiando, mandando ajuda. É muito importante sentirmos essa energia. Pessoas do mundo todo estão nos apoiando. Claro que queremos mais do que só palavras. A Europa e os Estados Unidos estão fazendo algo, mas só sanções não vão bastar. Sei que não sou política, não entendo de tudo, mas estamos vivendo num momento histórico. Creio que este seja o início do fim da era Putin e do seu totalitarismo”.

Anastasiia também elogiou bastante o Brasil: “Nunca visitei seu país, mas conheço alguns brasileiros e gosto muito da cultura de vocês. Vocês são legais”. E ela completou fazendo um trocadilho em inglês que demonstra esperança pelo fim das agressões e por uma vida em paz. “Dizem que tudo vai acabar ok, aqui nós adaptamos para ‘tudo vai acabar ucraniano’. Sei que tudo acabará bem”.

Da Redação.

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O Fiscaliza Amazonas conversou ontem com a jovem Anastasiia Verblian, moradora da cidade de Ternopil, na região oeste da Ucrânia, para ter um relato em primeira mão do conflito no país desde a investida das forças armadas russas no dia de ontem. Anastasiia se mostrou tranquila até o momento, embora esteja obviamente preocupada, mas demonstrou ter carinho pelo Brasil e amor pelo seu país. “Nunca seremos russos, somos ucranianos”, ela fez questão de dizer.

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Ela mora com sua mãe e está preocupada com a situação dela no momento. “Tenho família espalhada por toda a Ucrânia, mas a maioria estão na parte ocidental”, disse Anastasiia. “Minha mãe fraturou a perna, então isso dificulta a nossa mobilidade. É uma situação assustadora”. Mesmo assim, ela diz não ter planos de deixar a cidade: “Estamos tentando ouvir nosso governo, que diz para não entrarmos em pânico, e isso é o mais importante agora. Os russos querem nos assustar, e muita gente está correndo para os bancos, para os supermercados, o que é normal nas circunstâncias. Todo mundo da parte de leste do país está fugindo para o oeste, e eu já estou no oeste, então não pretendo sair. Não tenho planos de sair da Ucrânia. Este é o meu país, o meu povo, e preciso ajudar a protegê-lo como eu puder. A Polônia disse que nos receberia, mas não tenho planos de partir”.

Mesmo assim, ela se mostrou com fé no futuro e esperançosa de que este conflito marque o começo do fim da era Putin no comando da Rússia. “Sou gerente de projetos numa companhia de TI que opera numa cidade bem perto da Rússia, uns 40 km. E no momento, todos os meus colegas estão em abrigos subterrâneos, à espera do fim dos ataques. A empresa está com planos de realocar todos os funcionários. É assustador, estamos tentando não entrar em pânico. Mas esperamos… Quer dizer, sabemos que vamos vencer esta guerra. Não somos russos nem nunca seremos. Quero agradecer a todo mundo que está nos apoiando, mandando ajuda. É muito importante sentirmos essa energia. Pessoas do mundo todo estão nos apoiando. Claro que queremos mais do que só palavras. A Europa e os Estados Unidos estão fazendo algo, mas só sanções não vão bastar. Sei que não sou política, não entendo de tudo, mas estamos vivendo num momento histórico. Creio que este seja o início do fim da era Putin e do seu totalitarismo”.

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Da Redação.

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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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