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Relatório aponta que quase 300 milhões de pessoas sofreram insegurança alimentar em 2023

Cerca de 282 milhões de pessoas passaram por situação de insegurança alimentar em 2023, segundo relatório elaborado, em conjunto, por 16 agências da ONU e organizações humanitárias, e divulgado nesta quarta-feira (24/4). Ainda de acordo com o levantamento, esse numero aumentou em relação a 2022.

Na América Latina, o caso mais preocupante é o do Haiti, onde a violência e a instabilidade política deixam 1,8 milhão de pessoas em uma situação de extrema vulnerabilidade alimentar, ou seja, 200 mil a mais que em 2022.


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Globalmente, este é o quinto ano consecutivo em que o número de pessoas em estado de insegurança alimentar aguda aumenta no mundo.

Quase 700 mil pessoas estavam à beira da fome em 2023, incluindo 600 mil em Gaza. Um número que aumentou no território palestino nos últimos meses devido à guerra entre Hamas e Israel.

A situação é ainda pior no Sudão, cenário da pior crise de refugiados mundial e em guerra há um ano, onde 8,6 milhões de pessoas entraram para a lista de afetados pela insegurança alimentar (20,3 milhões no total no país).

“Há uma clara deterioração no contexto de crises alimentares consideráveis, como Sudão e Faixa de Gaza”, explicou à AFP Fleur Wouterse, vice-diretora do departamento de emergência e resiliência da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Desde a divulgação da primeira edição do relatório, em 2016 pela Rede Global contra Crises Alimentares, uma aliança que reúne organizações da ONU, da União Europeia, dos Estados Unidos e outras organizações humanitárias, “o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aumentou de 108 milhões para 282 milhões, enquanto a prevalência (a proporção da população afetada dentro das áreas envolvidas) aumentou de 11% para 22%”, destaca Fleur Wouterse.

E a crise alimentar persiste desde então no Afeganistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Nigéria, Síria e Iêmen, acrescenta.

A vulnerabilidade dos refugiados

Na América Latina, a chegada constante de migrantes e refugiados à Colômbia, Peru e Equador é uma fonte de preocupação, além do impacto do fenômeno climático El Niño.

Na Colômbia, por exemplo, enquanto apenas 3% da população nativa enfrentava uma situação alimentar grave (1,6 milhão de pessoas), 62% dos migrantes e refugiados (2,9 milhões) estavam em situação de vulnerabilidade.

A Venezuela também é um dos países “que foi identificado como preocupante em todas as edições” do relatório. Apesar do aumento da produção de cereais, a inflação foi o grande problema no país, onde “o preço da cesta básica continuou quatro vezes superior ao salário mensal” médio.

“Em um mundo de abundância, as crianças morrem de fome. As guerras, o caos climático e a crise do custo de vida, combinados com ações inadequadas, farão com que quase 300 milhões de pessoas enfrentem uma crise alimentar aguda em 2023″, lamenta o secretário-geral da ONU, António Guterres, no prefácio do relatório.

*Com informações AFP 

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Cerca de 282 milhões de pessoas passaram por situação de insegurança alimentar em 2023, segundo relatório elaborado, em conjunto, por 16 agências da ONU e organizações humanitárias, e divulgado nesta quarta-feira (24/4). Ainda de acordo com o levantamento, esse numero aumentou em relação a 2022.

Na América Latina, o caso mais preocupante é o do Haiti, onde a violência e a instabilidade política deixam 1,8 milhão de pessoas em uma situação de extrema vulnerabilidade alimentar, ou seja, 200 mil a mais que em 2022.


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A situação é ainda pior no Sudão, cenário da pior crise de refugiados mundial e em guerra há um ano, onde 8,6 milhões de pessoas entraram para a lista de afetados pela insegurança alimentar (20,3 milhões no total no país).

“Há uma clara deterioração no contexto de crises alimentares consideráveis, como Sudão e Faixa de Gaza”, explicou à AFP Fleur Wouterse, vice-diretora do departamento de emergência e resiliência da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Desde a divulgação da primeira edição do relatório, em 2016 pela Rede Global contra Crises Alimentares, uma aliança que reúne organizações da ONU, da União Europeia, dos Estados Unidos e outras organizações humanitárias, “o número de pessoas em situação de insegurança alimentar aumentou de 108 milhões para 282 milhões, enquanto a prevalência (a proporção da população afetada dentro das áreas envolvidas) aumentou de 11% para 22%”, destaca Fleur Wouterse.

E a crise alimentar persiste desde então no Afeganistão, República Democrática do Congo, Etiópia, Nigéria, Síria e Iêmen, acrescenta.

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Na Colômbia, por exemplo, enquanto apenas 3% da população nativa enfrentava uma situação alimentar grave (1,6 milhão de pessoas), 62% dos migrantes e refugiados (2,9 milhões) estavam em situação de vulnerabilidade.

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*Com informações AFP 

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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