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Brasil rejeita exigências dos EUA e negociação sobre tarifas deve ser resolvida após as eleições

Interlocutores do governo Lula (PT) avaliam que os Estados Unidos só devem retomar as negociações comerciais com o Brasil a respeito do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, após a eleição presidencial deste ano. Segundo esses interlocutores, o governo Trump não vê vantagem em retomar conversas com um governo que não atende às concessões desejadas pelos EUA, sobretudo a menos de três meses do pleito que definirá o próximo presidente da República até 2030.

De acordo com apuração do portal Metrópoles, durante uma das rodadas de negociações entre equipes dos dois países, o governo norte-americano solicitou ao Brasil a adoção de medidas para restringir investimentos estrangeiros no setor de minerais críticos e terras-raras por atores “extra-hemisféricos”, ou seja, de fora do Hemisfério Ocidental. A mensagem era clara: desestimular negócios com a China.

O Brasil, porém, rejeitou a proposta, por considerá-la inadequada. Além disso, autoridades norte-americanas também solicitaram a abertura total do setor químico, a isenção das tarifas sobre bens industriais e um maior acesso ao mercado automotivo, entre outras demandas. Essas propostas também não foram aceitas pelo governo brasileiro.


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O tarifaço entra em vigor na próxima quarta-feira (22/7). Agora, o governo brasileiro trabalha para aumentar a lista de exceções, que já conta com mais de 2 mil produtos brasileiros isentos de tarifas comerciais com os EUA.

Segundo o Brasil, há forte influência de uma ala mais ideológica do Departamento de Estado dos EUA, liderada pelo secretário de Estado Marco Rubio, nas decisões de retaliação ao país desde o primeiro tarifaço. No início de junho, poucos dias após se reunir com Trump na Casa Branca, o senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enviou uma carta a Rubio, afirmando estar “preparado” para colocar sua equipe de transição “imediatamente” à disposição, caso vença as eleições. Rubio respondeu agradecendo a “generosa oferta”.

Após a instituição do novo tarifaço, Rubio chegou a afirmar que o Brasil “não negociou de boa fé”, e que as políticas econômicas de Lula são prejudiciais aos interesses norte-americanos. Ele também declarou que Lula “colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”. Essas declarações teriam gerado irritação no governo brasileiro.

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Interlocutores do governo Lula (PT) avaliam que os Estados Unidos só devem retomar as negociações comerciais com o Brasil a respeito do tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, após a eleição presidencial deste ano. Segundo esses interlocutores, o governo Trump não vê vantagem em retomar conversas com um governo que não atende às concessões desejadas pelos EUA, sobretudo a menos de três meses do pleito que definirá o próximo presidente da República até 2030.

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O Brasil, porém, rejeitou a proposta, por considerá-la inadequada. Além disso, autoridades norte-americanas também solicitaram a abertura total do setor químico, a isenção das tarifas sobre bens industriais e um maior acesso ao mercado automotivo, entre outras demandas. Essas propostas também não foram aceitas pelo governo brasileiro.


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Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

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