O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista coletiva concedida na Casa Branco, em Washington, nesta terça-feira (20/1). O elogio veio após o republicano confirmar que convidou Lula para integrar o Conselho de Paz, que deve funcionar como uma “ONU paralela”.
Quando perguntado sobre o convite ao líder brasileiro, Trump respondeu: “Um grande papel. Eu gosto dele”, disse o presidente norte-americano. O republicano não fez nenhum comentário sobre as recentes críticas de Lula a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultaram na captura de Nicolás Maduro.
Idealizado por Trump, o Conselho de Paz tem como objetivo declarado atuar na manutenção da paz internacional e na reconstrução da Faixa de Gaza, podendo futuramente se envolver em outros conflitos globais. De acordo com a proposta apresentada pelo republicano, os membros do órgão teriam mandatos de três anos ou poderiam obter cargos vitalícios mediante o pagamento de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,37 bilhões).
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A coletiva marcou o primeiro ano do segundo mandato de Trump. Durante o evento, o presidente também foi questionado sobre a possibilidade de o conselho substituir a Organização das Nações Unidas (ONU), tradicional mediadora em conflitos internacionais. Em resposta, Trump criticou a atuação da entidade.
“Talvez eu queira, a ONU não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca o explorou completamente. A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu tentei resolver. Eles deveriam ser capazes de resolver essas guerras”, declarou o presidente dos Estados Unidos, acrescentando que nunca recorreu formalmente à organização, embora defenda sua continuidade.
Trump afirmou ainda que ajudou a encerrar ou evitar diversos conflitos desde o início do atual mandato, declarações que são contestadas por analistas internacionais. Seu segundo governo tem sido marcado por decisões controversas, incluindo a adoção de tarifas comerciais em escala global, autorizações de ações militares e ameaças a países aliados.
*Com informações do G1