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Viagens no feriado aumentam risco da Covid na China

Com a proximidade de feriados, muitos chineses viajam para suas cidades de origem e  especialistas em saúde temem que isso possa intensificar um surto violento de covid-19 na China, em áreas menos equipadas para lidar com a situação.

“Faz mais de três anos que não vou para casa. Tenho certeza de que ficarei muito emocionado quando chegar à porta da minha casa”, disse um morador de pequim de 23 anos.

Tendo adotado um sistema rígido de lockdowns e controles de movimento após o surgimento do vírus no fim de 2019, a China abandonou abruptamente sua política de covid zero no início de dezembro, deixando o vírus correr sem controle em uma população de 1,4 bilhão de pessoas.

Autoridades disseram, no sábado (14) que quase 60 mil pessoas com covid-19 morreram em hospitais entre 8 de dezembro e 12 de janeiro, um grande aumento em relação aos números anteriores que foram criticados pela Organização Mundial da Saúde por não refletirem a escala e a gravidade do surto.

Mesmo esses números provavelmente excluem muitas pessoas que morrem em casa, especialmente em áreas rurais com sistemas médicos mais fracos, disse um especialista em saúde. Vários especialistas preveem que mais de 1 milhão de pessoas na China morrerão da doença este ano.

Antes do feriado do Ano Novo Lunar, também conhecido como Festival da Primavera, que começa oficialmente em 21 de janeiro, a mídia estatal está repleta de histórias de hospitais e clínicas rurais reforçando seus suprimentos de medicamentos e equipamentos.

“O pico da infecção por covid-19 em nossa comunidade já passou, mas o Festival da Primavera está se aproximando e ainda há moradores, especialmente idosos, em risco de infecção secundária”, disse um médico da província de Shaanxi em um artigo no veículo de comunicação regional Red Star News.

Veja mais:

Covid-19 continua no topo das internações por problemas respiratórios

“Se os antivirais e outros medicamentos fossem mais abundantes, eu estaria mais confiante”, acrescentou o médico.

Viagens

A principal estação ferroviária de Pequim esteve lotada de passageiros deixando a capital nos últimos dias, segundo testemunhas da Reuters.

Ma, um trabalhador de 50 anos, disse que sentiu que havia pouco com o que se preocupar enquanto esperava para embarcar em um trem.

“Muitas pessoas pegaram covid, mas eu não fui infectado. É muito bom, me sinto com muita sorte”, afirmou ele à Reuters.

Na cidade mais populosa da China, Xangai, trens noturnos temporários foram adicionados para atender à demanda de viajantes que se dirigem à província de Anhui, no Leste, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

Mais de 2 bilhões de viagens pela China são esperadas nas semanas próximas ao feriado, estimou o Ministério dos Transportes.

A retomada das viagens na China aumentou a expectativa de uma recuperação na segunda maior economia do mundo, que está sofrendo suas taxas de crescimento mais baixas em quase meio século.

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Com a proximidade de feriados, muitos chineses viajam para suas cidades de origem e  especialistas em saúde temem que isso possa intensificar um surto violento de covid-19 na China, em áreas menos equipadas para lidar com a situação.

“Faz mais de três anos que não vou para casa. Tenho certeza de que ficarei muito emocionado quando chegar à porta da minha casa”, disse um morador de pequim de 23 anos.

Tendo adotado um sistema rígido de lockdowns e controles de movimento após o surgimento do vírus no fim de 2019, a China abandonou abruptamente sua política de covid zero no início de dezembro, deixando o vírus correr sem controle em uma população de 1,4 bilhão de pessoas.

Autoridades disseram, no sábado (14) que quase 60 mil pessoas com covid-19 morreram em hospitais entre 8 de dezembro e 12 de janeiro, um grande aumento em relação aos números anteriores que foram criticados pela Organização Mundial da Saúde por não refletirem a escala e a gravidade do surto.

Mesmo esses números provavelmente excluem muitas pessoas que morrem em casa, especialmente em áreas rurais com sistemas médicos mais fracos, disse um especialista em saúde. Vários especialistas preveem que mais de 1 milhão de pessoas na China morrerão da doença este ano.

Antes do feriado do Ano Novo Lunar, também conhecido como Festival da Primavera, que começa oficialmente em 21 de janeiro, a mídia estatal está repleta de histórias de hospitais e clínicas rurais reforçando seus suprimentos de medicamentos e equipamentos.

“O pico da infecção por covid-19 em nossa comunidade já passou, mas o Festival da Primavera está se aproximando e ainda há moradores, especialmente idosos, em risco de infecção secundária”, disse um médico da província de Shaanxi em um artigo no veículo de comunicação regional Red Star News.

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Ma, um trabalhador de 50 anos, disse que sentiu que havia pouco com o que se preocupar enquanto esperava para embarcar em um trem.

“Muitas pessoas pegaram covid, mas eu não fui infectado. É muito bom, me sinto com muita sorte”, afirmou ele à Reuters.

Na cidade mais populosa da China, Xangai, trens noturnos temporários foram adicionados para atender à demanda de viajantes que se dirigem à província de Anhui, no Leste, informou a agência de notícias estatal Xinhua.

Mais de 2 bilhões de viagens pela China são esperadas nas semanas próximas ao feriado, estimou o Ministério dos Transportes.

A retomada das viagens na China aumentou a expectativa de uma recuperação na segunda maior economia do mundo, que está sofrendo suas taxas de crescimento mais baixas em quase meio século.

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Equipe de jornalismo do portal Rede Onda Digital.

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