Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Caso Benício: Médica usava carimbo de pediatria sem ter a especialização e pode responder por falsidade ideológica, diz delegado

A médica Juliana Brasil, investigada pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, pode responder pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, além de homicídio doloso por dolo eventual. A informação foi confirmada pelo delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), responsável pela investigação do caso, em Manaus.

De acordo com a apuração, Juliana Brasil utilizava carimbo e assinaturas com referência à especialidade de pediatria, mesmo sem possuir o título oficialmente reconhecido. O delegado afirmou:

“Nós realizamos um estudo a respeito da questão dela ter assinado a especialização pediatria no carimbo e ter assinado o nome dela com a expressão pediatria. Todas as regulamentações do Conselho Federal de Medicina indicam que o médico que não possui uma especialização não pode se identificar de nenhuma forma, com nenhuma referência a uma especialidade que ele não possui, e ela fez isso.

Então, isso configura o crime de falsidade ideológica e o uso de documento falso. A investigação prossegue agora também com relação a esses dois crimes, além do homicídio doloso por dolo eventual”.

A defesa da médica afirmou que embora Juliana Brasil não tenha o título de especialista em pediatria, ela é formada desde 2019 e atuava legalmente na área, acumulando experiência prática. Os advogados acrescentaram que ela pretendia realizar a Prova de Título neste mês de dezembro.

A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando documentos para esclarecer as circunstâncias do atendimento e eventuais responsabilidades criminais.


Leia mais:

Justiça nega habeas corpus a técnica de enfermagem investigada pela morte de Benício

Menino que morreu no Hospital Santa Júlia sofreu 6 paradas cardíacas após medicação errada


Entenda: Morte de Benício

Benício morreu na madrugada do dia 23 de novembro. Segundo o pai da criança, Bruno Freitas, o menino foi levado ao Hospital Santa Júlia com tosse seca e suspeita de laringite. Ele contou que a médica prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, 3 ml a cada 30 minutos.

Após a primeira injeção de adrenalina, Benício começou imediatamente a passar mal. Após a reação, a equipe levou a criança para a sala vermelha, onde o quadro se agravou. Ele foi encaminhado a UTI do hospital, mas não resistiu.

Posteriormente, em seu depoimento, a coordenadora da UTI pediátrica do Hospital Santa Júlia, Ana Rosa Pedreira Varela, disse que o menino teria recebido uma dose de adrenalina cerca de 15 vezes maior do que a recomendada em situações de parada cardiorrespiratória.

A Polícia Civil apura o caso como homicídio. A médica Juliana Brasil Santos, que teria prescrito a dose de adrenalina, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes, responsável por aplicar o medicamento, são apontadas como suspeitas. Juliana admitiu o erro em documento enviado à polícia e em conversas com o médico Enryko Queiroz, embora a defesa alegue que a confissão ocorreu “no calor do momento”.

Em depoimento, Raiza afirmou que apenas cumpriu a prescrição ao aplicar a adrenalina de forma intravenosa e sem diluição. Ela também declarou que informou a mãe de Benício sobre o procedimento e chegou a mostrar a prescrição antes da aplicação. Na sexta (12), foi revogado o habeas corpus concedido a Juliana, que impedia a sua prisão.

*Com informações de G1

- Publicidade -[adrotate group="7"]

A médica Juliana Brasil, investigada pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, pode responder pelos crimes de falsidade ideológica e uso de documento falso, além de homicídio doloso por dolo eventual. A informação foi confirmada pelo delegado Marcelo Martins, do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP), responsável pela investigação do caso, em Manaus.

De acordo com a apuração, Juliana Brasil utilizava carimbo e assinaturas com referência à especialidade de pediatria, mesmo sem possuir o título oficialmente reconhecido. O delegado afirmou:

“Nós realizamos um estudo a respeito da questão dela ter assinado a especialização pediatria no carimbo e ter assinado o nome dela com a expressão pediatria. Todas as regulamentações do Conselho Federal de Medicina indicam que o médico que não possui uma especialização não pode se identificar de nenhuma forma, com nenhuma referência a uma especialidade que ele não possui, e ela fez isso.

Então, isso configura o crime de falsidade ideológica e o uso de documento falso. A investigação prossegue agora também com relação a esses dois crimes, além do homicídio doloso por dolo eventual”.

A defesa da médica afirmou que embora Juliana Brasil não tenha o título de especialista em pediatria, ela é formada desde 2019 e atuava legalmente na área, acumulando experiência prática. Os advogados acrescentaram que ela pretendia realizar a Prova de Título neste mês de dezembro.

A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando documentos para esclarecer as circunstâncias do atendimento e eventuais responsabilidades criminais.


Leia mais:

Justiça nega habeas corpus a técnica de enfermagem investigada pela morte de Benício

Menino que morreu no Hospital Santa Júlia sofreu 6 paradas cardíacas após medicação errada


Entenda: Morte de Benício

Benício morreu na madrugada do dia 23 de novembro. Segundo o pai da criança, Bruno Freitas, o menino foi levado ao Hospital Santa Júlia com tosse seca e suspeita de laringite. Ele contou que a médica prescreveu lavagem nasal, soro, xarope e três doses de adrenalina intravenosa, 3 ml a cada 30 minutos.

Após a primeira injeção de adrenalina, Benício começou imediatamente a passar mal. Após a reação, a equipe levou a criança para a sala vermelha, onde o quadro se agravou. Ele foi encaminhado a UTI do hospital, mas não resistiu.

Posteriormente, em seu depoimento, a coordenadora da UTI pediátrica do Hospital Santa Júlia, Ana Rosa Pedreira Varela, disse que o menino teria recebido uma dose de adrenalina cerca de 15 vezes maior do que a recomendada em situações de parada cardiorrespiratória.

A Polícia Civil apura o caso como homicídio. A médica Juliana Brasil Santos, que teria prescrito a dose de adrenalina, e a técnica de enfermagem Raiza Bentes, responsável por aplicar o medicamento, são apontadas como suspeitas. Juliana admitiu o erro em documento enviado à polícia e em conversas com o médico Enryko Queiroz, embora a defesa alegue que a confissão ocorreu “no calor do momento”.

Em depoimento, Raiza afirmou que apenas cumpriu a prescrição ao aplicar a adrenalina de forma intravenosa e sem diluição. Ela também declarou que informou a mãe de Benício sobre o procedimento e chegou a mostrar a prescrição antes da aplicação. Na sexta (12), foi revogado o habeas corpus concedido a Juliana, que impedia a sua prisão.

*Com informações de G1

- Publicidade -[adrotate group="9"]
Ivanildo Pereira
Ivanildo Pereira
Repórter de política na Rede Onda Digital, jornalista formado pela Faculdade Martha Falcão Wyden. Política, economia e artes são seus maiores interesses.

Mais lidas

Lula fala em “orgias de Vorcaro” e cita cinco ministros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18/9) estar preocupado com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e com o...

Adail Pinheiro é afastado da Prefeitura de Coari em operação da PF; Adail Filho também é investigado

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (16/9) a Operação Dinastia do Lago, que apura suposta organização criminosa em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos,...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Tentativa de fuga no Compaj é impedida e visitas suspensas em Manaus

Uma tentativa de fuga de detentos foi registrada na manhã deste domingo (13) em um dos pavilhões do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus....

Vorcaro sabia de investigação contra ele antes da operação, indicam documentos da PF

Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo ministro André Mendonça na noite de quinta-feira (10), após solicitação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

PF investiga R$ 2 milhões em emendas de Mario Frias ao filme de Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (10/9) uma operação para investigar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. A apuração envolve o...

Vorcaro relata tortura, ameaças à família e acusa chefe da PF em depoimento

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, fez revelações graves em depoimento sigiloso prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal...
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

Lula fala em “orgias de Vorcaro” e cita cinco ministros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18/9) estar preocupado com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e com o...

Adail Pinheiro é afastado da Prefeitura de Coari em operação da PF; Adail Filho também é investigado

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (16/9) a Operação Dinastia do Lago, que apura suposta organização criminosa em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos,...

Tentativa de fuga no Compaj é impedida e visitas suspensas em Manaus

Uma tentativa de fuga de detentos foi registrada na manhã deste domingo (13) em um dos pavilhões do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus....

Vorcaro sabia de investigação contra ele antes da operação, indicam documentos da PF

Documentos da Polícia Federal tornados públicos pelo ministro André Mendonça na noite de quinta-feira (10), após solicitação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF),...

PF investiga R$ 2 milhões em emendas de Mario Frias ao filme de Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (10/9) uma operação para investigar suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares. A apuração envolve o...

Vorcaro relata tortura, ameaças à família e acusa chefe da PF em depoimento

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, fez revelações graves em depoimento sigiloso prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal...
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]