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Dono de adega é preso pela morte de PM enterrado em sítio

A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (20/01), o sexto suspeito de envolvimento na morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana. O cabo foi encontrado enterrado em um sítio em Embu-Guaçu, na Região Metropolitana de São Paulo, em 11 de janeiro, após ficar quatro dias desaparecido. A principal suspeita é de que ele tenha sido levado a um “tribunal do crime”.

O preso foi identificado como Gilvan Soares da Silva, de 56 anos. Segundo as investigações, ele é apontado como participante da tortura e do homicídio de Fabrício. Gilvan também seria o dono da adega onde o policial teria se envolvido em uma briga com um suposto traficante e, ainda conforme a apuração, proprietário da casa onde a vítima teria sido mantida em cárcere privado.

A prisão ocorreu no Jardim Horizonte Azul, na zona sul da capital paulista, em cumprimento a mandado judicial. Durante a abordagem, o suspeito teria tentado fugir, mas foi contido. Ele foi apresentado no Distrito Policial Central de Itapecerica da Serra e permanece preso temporariamente.


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Desaparecimento e investigação

Fabrício foi visto pela última vez no dia 7 de janeiro, em uma adega na zona sul de São Paulo, onde teria se desentendido com um homem apontado como traficante. A polícia informou que ainda tenta acessar imagens de câmeras de segurança do estabelecimento para esclarecer a dinâmica do início do caso.

No dia seguinte ao desaparecimento, o carro do policial foi localizado carbonizado em uma área de mata de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, o que reforçou a hipótese de execução e ocultação do corpo.

Além do preso desta terça, outros suspeitos já haviam sido detidos ao longo da investigação. Entre eles, três pessoas presas no dia 9 que, segundo a polícia, estariam entre as últimas a ver o PM com vida. O dono do sítio onde o corpo foi encontrado também foi preso no dia 11. Já o caseiro do local chegou a ser detido, mas foi liberado após a polícia concluir, inicialmente, que ele não teve participação direta no crime.

Depoimentos

Em depoimentos, testemunhas relataram que Fabrício estava bebendo com conhecidos quando o grupo teria se envolvido em um desentendimento. A partir daí, segundo um dos relatos, o policial teria decidido ir até uma “biqueira” para “conversar” após a repercussão da discussão. No local, ele e um conhecido teriam sido abordados e separados por um grupo de pessoas que questionava se o PM estava armado. O depoente afirmou que não teve mais contato visual com Fabrício após a abordagem e que, ao ser liberado, já foi informado de que o policial teria sido morto.

O caso segue sob investigação para esclarecer a participação de cada suspeito, identificar todos os envolvidos e confirmar a motivação do crime.

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A Polícia Civil prendeu, na manhã desta terça-feira (20/01), o sexto suspeito de envolvimento na morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana. O cabo foi encontrado enterrado em um sítio em Embu-Guaçu, na Região Metropolitana de São Paulo, em 11 de janeiro, após ficar quatro dias desaparecido. A principal suspeita é de que ele tenha sido levado a um “tribunal do crime”.

O preso foi identificado como Gilvan Soares da Silva, de 56 anos. Segundo as investigações, ele é apontado como participante da tortura e do homicídio de Fabrício. Gilvan também seria o dono da adega onde o policial teria se envolvido em uma briga com um suposto traficante e, ainda conforme a apuração, proprietário da casa onde a vítima teria sido mantida em cárcere privado.

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