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Empresário que matou gari é indiciado por três crimes; veja quais

Renê Júnior, de 47 anos, empresário que confessou ter matado o gari Laudemir Fernandes, de 44, foi indiciado por três crimes, que, caso haja condenação, a pena pode chegar a 35 anos de prisão. Júnior foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça.

Filha de gari pede indenização 

A filha de 15 anos do gari Laudemir acionou a Justiça de Minas Gerais contra o empresário para pedir o pagamento de indenização e de pensão mensal. Na mesma ação, ela incluiu também a esposa de Renê, a delegada de polícia Ana Paula Balbino, dona da arma que o empresário usou para matar o gari.

A adolescente pediu indenização por danos morais pelo assassinato do pai. Ela também pediu indenização para custear danos psicológicos por um período mínimo de dois anos em razão “do contexto de violência brutal” que seu pai sofreu. A ação foi protocolada na 3ª Vara Cível da Comarca de Contagem pelo advogado Felipe Saliba.

Também foi incluído no pedido o pagamento de uma pensão vitalícia no valor mínimo de R$ 7,5 mil. De acordo com a ação, o valor é referente a 10% da renda líquida mensal de Renê e Ana Paula. O advogado ainda solicitou à justiça o bloqueio dos bens do casal.

Na ação, advogado justifica que Laudemir foi vítima de “uma atitude covarde” de Renê. O advogado diz que o empresário atirou sem razão enquanto a vítima trabalhava, o que se “configura uma violação direta ao direito à vida”.

No momento, Ana Paula está afastada das suas funções na Polícia Civil de Minas Gerais, e é também investigada pela Corregedoria.


Leia também:

Filha de gari morto em BH pede indenização de empresário e esposa delegada

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Relembre o caso

O crime aconteceu em 11 de agosto. Segundo o boletim de ocorrência, a morte do gari ocorreu após uma briga de trânsito. Laudemir e outros garis recolhiam resíduos quando o empresário passou de carro e pediu que o caminhão fosse retirado da via para que pudesse passar com o veículo elétrico dele.

Após uma discussão, René teria ameaçado “atirar na cara” da motorista do caminhão de lixo, segundo testemunhas relataram aos policiais. Laudemir e outros garis saíram em defesa da colega de trabalho, quando René pegou a arma e efetuou o disparo que atingiu a vítima na região torácica. Laudemir ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento.

Em seguida, o empresário deixou o local e foi preso horas depois, enquanto treinava numa academia em bairro nobre da capital mineira. A princípio, ele negou o crime, mas depois confessou que matou o gari. Ele também disse que usou a arma da esposa, e admitiu que pegou a pistola sem que a delegada soubesse. Ele alegou que pegou a arma da esposa para garantir a própria segurança no caminho até a empresa onde trabalhava, em Betim.

*com informações do Metrópoles e UOL

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Renê Júnior, de 47 anos, empresário que confessou ter matado o gari Laudemir Fernandes, de 44, foi indiciado por três crimes, que, caso haja condenação, a pena pode chegar a 35 anos de prisão. Júnior foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, porte ilegal de arma e ameaça.

Filha de gari pede indenização 

A filha de 15 anos do gari Laudemir acionou a Justiça de Minas Gerais contra o empresário para pedir o pagamento de indenização e de pensão mensal. Na mesma ação, ela incluiu também a esposa de Renê, a delegada de polícia Ana Paula Balbino, dona da arma que o empresário usou para matar o gari.

A adolescente pediu indenização por danos morais pelo assassinato do pai. Ela também pediu indenização para custear danos psicológicos por um período mínimo de dois anos em razão “do contexto de violência brutal” que seu pai sofreu. A ação foi protocolada na 3ª Vara Cível da Comarca de Contagem pelo advogado Felipe Saliba.

Também foi incluído no pedido o pagamento de uma pensão vitalícia no valor mínimo de R$ 7,5 mil. De acordo com a ação, o valor é referente a 10% da renda líquida mensal de Renê e Ana Paula. O advogado ainda solicitou à justiça o bloqueio dos bens do casal.

Na ação, advogado justifica que Laudemir foi vítima de “uma atitude covarde” de Renê. O advogado diz que o empresário atirou sem razão enquanto a vítima trabalhava, o que se “configura uma violação direta ao direito à vida”.

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Após uma discussão, René teria ameaçado “atirar na cara” da motorista do caminhão de lixo, segundo testemunhas relataram aos policiais. Laudemir e outros garis saíram em defesa da colega de trabalho, quando René pegou a arma e efetuou o disparo que atingiu a vítima na região torácica. Laudemir ainda chegou a ser socorrido, mas não resistiu ao ferimento.

Em seguida, o empresário deixou o local e foi preso horas depois, enquanto treinava numa academia em bairro nobre da capital mineira. A princípio, ele negou o crime, mas depois confessou que matou o gari. Ele também disse que usou a arma da esposa, e admitiu que pegou a pistola sem que a delegada soubesse. Ele alegou que pegou a arma da esposa para garantir a própria segurança no caminho até a empresa onde trabalhava, em Betim.

*com informações do Metrópoles e UOL

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