Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Ouça a Rádio 92,3

Assista a TV 8.2

Justiça condena primeiros réus por 56 mortes no Massacre do Compaj em Manaus

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) condenou à prisão, em regime fechado, Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira após cinco dias de julgamento por envolvimento nas 56 mortes durante o “Massacre do Compaj”, ocorrido em 1.º de janeiro de 2017, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus.

O julgamento foi presidido por um colegiado, composto por três magistrados designados pelo Tribunal de Justiça, e a sentença será publicada nos autos contendo a dosimetria da pena dos réus, o que ocorrerá nesta semana.

Ao final da sessão de julgamento, o colegiado decretou a prisão de Geymison, que respondia ao processo em liberdade. Anderson já se encontrava preso e participou do júri de forma presencial, no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, enquanto Geymison participou por videoconferência – a sua defesa justificou a ausência presencial no júri em razão de ameaças de morte que estaria recebendo.


Leia mais

TJAM inicia julgamento dos primeiros acusados pelo massacre do Compaj

Deputada do PSOL diz que megaoperação no RJ supera massacre no Carandiru


O julgamento teve início na terça-feira (09/12) e se estendeu por cinco dias consecutivos, sendo considerado um dos mais longos e complexos já realizados pelo Tribunal do Júri do Amazonas. Além de ter sido presidida pelo colegiado de juízes, a sessão contou com a atuação de quatro membros do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e das defesas técnicas dos réus – dois defensores públicos e um advogado.

Os dois réus foram condenados pelos crimes: 56 homicídios consumados; um homicídio tentado; 45 vilipêndios de cadáveres; um crime de tortura; e por integrar organização criminosa.

Logística e inovação no procedimento

De acordo com o colegiado de juízes, o júri apresentou características excepcionais em razão da dimensão do caso e do envolvimento de organizações criminosas, exigindo uma operação logística de grande porte. Mais de 100 profissionais atuaram diretamente no julgamento, incluindo magistrados, promotores de Justiça, defensores públicos, advogados, oficiais de Justiça, sete jurados e suplentes, além de equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, profissionais de saúde de plantão, motoristas e equipes de apoio.

“É um júri com muitas peculiaridades, tanto pela dimensão quanto pela duração. Houve policiamento reforçado, equipe médica de plantão ininterruptamente, bombeiros militares presentes durante todo o período, ambulância à disposição, alimentação, além da logística de hospedagem e isolamento dos jurados, conforme prevê a legislação. Trata-se de um esforço coletivo e de um momento histórico para o Tribunal”, destacou o colegiado.

Ainda segundo os magistrados, o julgamento também foi marcado por inovações na forma de quesitação dos crimes imputados, adotadas para garantir maior racionalidade e evitar o desgaste excessivo dos jurados diante do elevado número de vítimas e de crimes. Entre as medidas, foram utilizadas placas de sinalização para manifestação das partes, uso de duas urnas de coleta de votos e quesitação parcialmente em bloco, com o acompanhamento da acusação e da defesa.

Série de julgamentos

Este é o primeiro de 22 processos relacionados ao Massacre do Compaj, considerado o segundo maior massacre em presídio do Brasil, em número de vítimas, ficando atrás apenas do episódio do Carandiru. Os processos restantes deverão ser pautados pela 2.ª Vara do Tribunal do Júri ao longo do ano de 2026.

- Publicidade -[adrotate group="7"]

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) condenou à prisão, em regime fechado, Anderson Silva do Nascimento e Geymison Marques de Oliveira após cinco dias de julgamento por envolvimento nas 56 mortes durante o “Massacre do Compaj”, ocorrido em 1.º de janeiro de 2017, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus.

O julgamento foi presidido por um colegiado, composto por três magistrados designados pelo Tribunal de Justiça, e a sentença será publicada nos autos contendo a dosimetria da pena dos réus, o que ocorrerá nesta semana.

Ao final da sessão de julgamento, o colegiado decretou a prisão de Geymison, que respondia ao processo em liberdade. Anderson já se encontrava preso e participou do júri de forma presencial, no Fórum de Justiça Ministro Henoch Reis, enquanto Geymison participou por videoconferência – a sua defesa justificou a ausência presencial no júri em razão de ameaças de morte que estaria recebendo.


Leia mais

TJAM inicia julgamento dos primeiros acusados pelo massacre do Compaj

Deputada do PSOL diz que megaoperação no RJ supera massacre no Carandiru


O julgamento teve início na terça-feira (09/12) e se estendeu por cinco dias consecutivos, sendo considerado um dos mais longos e complexos já realizados pelo Tribunal do Júri do Amazonas. Além de ter sido presidida pelo colegiado de juízes, a sessão contou com a atuação de quatro membros do Ministério Público do Amazonas (MPAM) e das defesas técnicas dos réus – dois defensores públicos e um advogado.

Os dois réus foram condenados pelos crimes: 56 homicídios consumados; um homicídio tentado; 45 vilipêndios de cadáveres; um crime de tortura; e por integrar organização criminosa.

Logística e inovação no procedimento

De acordo com o colegiado de juízes, o júri apresentou características excepcionais em razão da dimensão do caso e do envolvimento de organizações criminosas, exigindo uma operação logística de grande porte. Mais de 100 profissionais atuaram diretamente no julgamento, incluindo magistrados, promotores de Justiça, defensores públicos, advogados, oficiais de Justiça, sete jurados e suplentes, além de equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, profissionais de saúde de plantão, motoristas e equipes de apoio.

“É um júri com muitas peculiaridades, tanto pela dimensão quanto pela duração. Houve policiamento reforçado, equipe médica de plantão ininterruptamente, bombeiros militares presentes durante todo o período, ambulância à disposição, alimentação, além da logística de hospedagem e isolamento dos jurados, conforme prevê a legislação. Trata-se de um esforço coletivo e de um momento histórico para o Tribunal”, destacou o colegiado.

Ainda segundo os magistrados, o julgamento também foi marcado por inovações na forma de quesitação dos crimes imputados, adotadas para garantir maior racionalidade e evitar o desgaste excessivo dos jurados diante do elevado número de vítimas e de crimes. Entre as medidas, foram utilizadas placas de sinalização para manifestação das partes, uso de duas urnas de coleta de votos e quesitação parcialmente em bloco, com o acompanhamento da acusação e da defesa.

Série de julgamentos

Este é o primeiro de 22 processos relacionados ao Massacre do Compaj, considerado o segundo maior massacre em presídio do Brasil, em número de vítimas, ficando atrás apenas do episódio do Carandiru. Os processos restantes deverão ser pautados pela 2.ª Vara do Tribunal do Júri ao longo do ano de 2026.

- Publicidade -[adrotate group="9"]

Mais lidas

PF indicia Daniel Vorcaro e mais 14 no caso Master

A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta quarta-feira (28), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e outros 13 investigados por...

Vídeo: Homem mantém o próprio filho como refém em Manaus

Um homem mantém o próprio filho, de aproximadamente um ano, como refém em uma residência na rua Jucaína, localizada no bairro Cidade Nova, zona...
- Publicidade - [adrotate group="17"]

Homem ateia fogo à própria casa após briga com companheira em Manaus

O Corpo de Bombeiros confirmou que o incêndio que destruiu uma residência no Nova Cidade, na manhã deste sábado (26), foi provocado pelo próprio...

Lula fala em “orgias de Vorcaro” e cita cinco ministros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18/9) estar preocupado com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e com o...
- Publicidade - [adrotate group="18"]

Adail Pinheiro é afastado da Prefeitura de Coari em operação da PF; Adail Filho também é investigado

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (16/9) a Operação Dinastia do Lago, que apura suposta organização criminosa em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos,...

Tentativa de fuga no Compaj é impedida e visitas suspensas em Manaus

Uma tentativa de fuga de detentos foi registrada na manhã deste domingo (13) em um dos pavilhões do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus....
- Publicidade - [adrotate group="19"]
- Publicidade - [adrotate group="1"]
Leia também

PF indicia Daniel Vorcaro e mais 14 no caso Master

A Polícia Federal (PF) indiciou, nesta quarta-feira (28), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e outros 13 investigados por...

Vídeo: Homem mantém o próprio filho como refém em Manaus

Um homem mantém o próprio filho, de aproximadamente um ano, como refém em uma residência na rua Jucaína, localizada no bairro Cidade Nova, zona...

Homem ateia fogo à própria casa após briga com companheira em Manaus

O Corpo de Bombeiros confirmou que o incêndio que destruiu uma residência no Nova Cidade, na manhã deste sábado (26), foi provocado pelo próprio...

Lula fala em “orgias de Vorcaro” e cita cinco ministros do STF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (18/9) estar preocupado com a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e com o...

Adail Pinheiro é afastado da Prefeitura de Coari em operação da PF; Adail Filho também é investigado

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (16/9) a Operação Dinastia do Lago, que apura suposta organização criminosa em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos,...

Tentativa de fuga no Compaj é impedida e visitas suspensas em Manaus

Uma tentativa de fuga de detentos foi registrada na manhã deste domingo (13) em um dos pavilhões do Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus....
- Publicidade - [adrotate group="21"]
- Publicidade - [adrotate group="23"]