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Mulheres presas vendiam mounjaro com prescrição de médica veterinária em Manaus, diz delegado

A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (9), a Operação Protocolo Paralelo, que resultou na prisão de pessoas envolvidas em um esquema ilegal de venda e prescrição de medicamentos controlados, comercializados principalmente por meio de redes sociais, em Manaus.

De acordo com o delegado Rodolfo Santana, a investigação teve início após denúncias sobre a venda irregular de medicamentos injetáveis amplamente divulgados na internet.

“Hoje nós deflagramos a Operação Protocolo Paralelo, em que estávamos buscando a venda de medicamentos de forma irregular por meio de redes sociais. Medicamentos que estão na moda hoje, como o tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro, além de outros injetáveis”, afirmou.

Prescrição irregular por veterinária

Segundo a Polícia Civil, durante as investigações foi constatado que os medicamentos eram prescritos por uma médica veterinária, o que configura exercício ilegal da medicina.

“A gente investigou e chegou à conclusão de que a pessoa que prescrevia esses medicamentos injetáveis era uma médica veterinária. Ela utilizava o número do CRMV, mas na etiqueta aparecia somente o CRM, induzindo o consumidor a erro”, explicou o delegado.

Ainda conforme a autoridade policial, os produtos já eram vendidos prontos para aplicação, prática considerada extremamente grave do ponto de vista sanitário.

“Com isso, ela vendia a tirzepatida já fracionada, juntamente com outros medicamentos injetáveis”, completou.


Leia mais

Fabricante do Mounjaro lança ferramenta para identificar versões falsas do medicamento

Suspeito de atirar em motorista de aplicativo no Natal é preso na zona Centro-Sul de Manaus


Prisões

A Justiça autorizou três mandados de busca e apreensão e três prisões temporárias. Durante a operação, todos os medicamentos irregulares foram localizados e apreendidos.

“Nós pedimos três buscas e três prisões. Conseguimos encontrar todos os medicamentos e as pessoas envolvidas já estão presas”, disse Rodolfo Santana.

Os suspeitos devem responder por organização criminosa, exercício ilegal da medicina, falsidade ideológica e crime contra a saúde pública.

“É um crime de perigo coletivo, um crime de onda, e por isso foi solicitada a prisão temporária por 30 dias”, destacou o delegado.

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A Polícia Civil do Amazonas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (9), a Operação Protocolo Paralelo, que resultou na prisão de pessoas envolvidas em um esquema ilegal de venda e prescrição de medicamentos controlados, comercializados principalmente por meio de redes sociais, em Manaus.

De acordo com o delegado Rodolfo Santana, a investigação teve início após denúncias sobre a venda irregular de medicamentos injetáveis amplamente divulgados na internet.

“Hoje nós deflagramos a Operação Protocolo Paralelo, em que estávamos buscando a venda de medicamentos de forma irregular por meio de redes sociais. Medicamentos que estão na moda hoje, como o tirzepatida, conhecido comercialmente como Mounjaro, além de outros injetáveis”, afirmou.

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